quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Soba

Soba é um tipo de macarrão típico da cozinha japonesa, feito de trigo-mouro (soba-ko). Delicioso. Dá pra inventar 1001 receitas veganas com ele.

1/2 xícara de manteiga de amendoim orgânica
3 colheres de sopa de óleo de gergelim
2 colheres de sopa de molho shoyu
Sementes de gergelim
1/2 pacote de macarrão japonês tipo soba


• Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções do pacote
• Aqueça todos os outros ingredientes numa frigideira até que eles derretam e misturem-se bem
• Adicione essa mistura ao macarrão pronto e misture bem.
• Sirva com legumes, verduras ou tofu cortado em cubos. Dessa vez a gente preparou cenoura e brocoli no vapor.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Dia do Quadrinho Nacional

Clique no quadrinho para ampliá-lo.

Níquel Náusea (Fernando Gonsales)

Feliz Dia do Quadrinho Nacional!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Wrap de... quê? yeah... brazil nut!!

Mais um post requentadinho do outro blog, mas que vale muito a pena nem que seja pela água na boca que dá.

Já encontrei pela Internet, várias receitas cruas deliciosas. A onda "raw" já está acontecendo aqui nos Estados Unidos faz um tempinho e é muito interessante. Fui à uma festa de aniversário, por exemplo, onde só se serviu "raw food" e eu me deliciei. Já tinha ouvido falar, sabia que é altamente desintoxicante para o organismo, mas não sabia que era tão rico, variado e delicioso esse tipo de alimento (e vegano).

Encontrei essa receita no site da revista Criativa (Foto: Denise Adams).

Wrap de castanha-do-pará

Ingredientes:
  • 6 folhas de couve inteiras
  • toda a receita de queijo de castanha-do-pará*
  • 2 avocados (espécie de abacate menorzinho) cortados em tiras e toda a receita da cebola caramelizada**
  • 1/2 caixinha de broto de alfafa e azeite de oliva para regar
Modo de preparar: Corte e retire o cabo da couve. Regue as folhas com azeite de oliva. Coloque cada folha de couve em uma tábua e recheie com um pouco de queijo de castanha-do-pará, tiras de avocado, cebola caramelizada e alfafa. Enrole como se fosse um sushi e depois corte ao meio em diagonal. Decore com uma flor comestível e sirva. Rende 6 porções.

*Queijo de castanha-do-pará:
  • 250 g de castanha-do-pará
  • 1/4 de xícara (chá) de molho de soja natural
  • 1 colher (sopa) de gengibre ralado
  • 1/2 colher (chá) de pimenta caiena em pó
  • 2 colheres (sopa) de suco de limão
Modo de preparar: deixe as castanhas-do-pará de molho em água por 12 horas. Depois bata no liquidificador. Coloque todos os ingredientes no processador e bata até obter uma mistura de consistência firme.

**Cebola caramelizada:
  • *300 g de cebola roxa (julienne)
  • 1/4 de xícara (chá) de molho de soja natural
  • 1/4 de xícara (chá) de azeite de oliva extravirgem
Modo de preparar: misture todos os ingredientes e deixe marinando por 1 hora. Depois coloque no forno, em temperatura mínima e com a porta entreaberta, até obter a aparência de cebola caramelizada.

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Excelente aperitivo, especialmente pra impressionar os queridos quando vierem jantar contigo. :-)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Unconditional Love*



Amor que vem de longe
Grato, quente, cor-de-rosa
Receita absoluta de felicidade
Certeza de carinho-
De que todo o resto é bobagem.

Amor, que acalma, reanima
Te orienta e recebe com beijinhos
Lambidas
Nada há de melhor no mundo
Ou melhor, há, mas essa é uma forma tão especial
Tão única...

Valeu, my darling Clementine,
Que me entende em qualquer lingua
Que me ama, e me recebe sorrindo e pulando
Sempre,
No matter what.

I love you too, bebê!

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*Escrevi isso pra minha cachorra faz uns 3 anos.
Clique aqui pra visitar o fotolog da Clementine

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Macaroni & "Cheese"


Mac & Cheese é um prato super comum aqui nos EUA e facílimo de preparar. É mais um daqueles pratos de 2min. que você compra o pacote de macarrão e o molho de queijo vem dentro, num pacotinho separado, pra misturar na panela quando o macarrão estiver pronto.

Esta é a versão vegana, que modéstia às favas, ficou melhor que a original. E, além de muito mais saudável que a outra, é bem mais light:

Misture no liquidificador até obter um creme uniforme: um pacote de Soft Silken* Tofu, 1/2 xícara de leite de soja (sabor natural e não-adoçado), 1/2 xícara de levedura nutricional**, 2 colheres de sopa de coloral, 1 colher de sopa de molho shoyu.

Cozinhe separadamente o macarrão tipo "macaroni". Quando estiver pronto, misture bem com o creme que você bateu no liquidificador. Polvilhe queijo vegano tipo parmesão por cima e voilá!

Às vezes a gente adiciona ervilhas e/ou lingüiça de soja à mistura. Fica ótimo, também.

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*Tipos de tofu:

Silken Tofu - próprio pra fazer molhos, dips, patês, frapês, "milk shakes", panquecas, mufins, bolos, sobremesas, cremes.

Soft e Extra Soft - bom pra sobremesas, maionese, "omeletes", molhos, ou no lugar do creme de leite ou de ovos nas receitas.

Tofu Firme - bom pra saladas, grelhado, frito, "hambúrguer", massas, sopas, sanduíches, etc.

Tofu Extra Firme - grelhado, assado, frito, "hambúrguer" e sanduíches.

**Levedura nutricional ou "Nutritional Yeast" não tem nada a ver com o "yeast" daqui, que significa fermento (aquele de bolo). A levedura nutricional é vendida numa embalagem parecida com a de queijo ralado e é rica em vitaminas e minerais. É um suplemento importante para as dietas veganas, por ser rico em vitamina B12 e usado muito em substituição ao queijo, pois deixa o prato mais cremoso. Eu polvilho em qualquer receita salgada que faço. Sem problemas. Na Wikipedia, a explicação em inglês.

Happy Vegan Friday!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

KFC é do mal


Make your own KFC sign at KentuckyFriedCruelty.com

A rede de fast-food KFC (Kentucky Fried Chicken), está na mira do Peta faz um tempão. Pra quem não conhece, o Peta é uma organização americana seríssima e super ativa, cuja sigla significa em português algo como "Pessoas em favor do tratamento ético dos animais".

O Peta já tentou várias vezes negociar com a direção do KFC e fazê-los acatar regras básicas de um tratamento minimamente justo dos animais nos vários matadouros, sem sucesso. O KFC escalda galinhas vivas diariamente, quebra seus ossos e fazem-nas crescer tanto e tão rápido, que elas mal conseguem se mexer. Cinco membros do conselho da própria empresa KFC já se demitiram, enojados com a política interna da empresa, que não acatou nenhuma de suas recomendações.

Clique aqui para assinar a petição. Leva menos de 1 minuto.

Se puder, ajude a espalhar a notícia (e nunca pise lá). O KFC tortura os animais antes de matá-los.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Sopa de lentilha


Tem feito uma friaca boa aqui em Nova York. Uma ótima pedida é ficar em casa, ler um livro (eu estou lendo "Purgatório: a Verdadeira História de Dante e Beatriz", do Mario Prata) e tomar essa sopa vegana gostosa... A quantidade abaixo deu pra 2 pessoas (e nós repetimos!):
  • 1 xícara de chá de lentilhas
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de missô
  • Meia cebola pequena picada
  • Alho, muito alho, picado :)
  • 2 cenouras cortadas em pedaços pequenos
  • 2 batatas médias cortadas em cubos (com a casca)
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 pitada de cominho
  • 1 folha de louro
Antes de começar, desmanche o missô (pasta de soja) num potinho com um pouco d'água, misturando bem. Se você não tiver missô em casa, pode usar 1 copo de caldo de vegetais. Eu prefiro o missô nesse caso porque é super nutritivo e meio salgadinho. Assim, não precisa acrescentar muito sal. Separe essa mistura e adicione à sopa só depois que estiver pronta e você tiver desligado o fogo. Não deixe o missô ferver na panela- acredita-se que os nutrientes são perdidos dessa forma.

Numa panela funda, coloque o azeite e frite o alho e a cebola até ficarem dourados. Acrescente a lentilha, um pouquinho de sal e cominho e fique mexendo tudo com uma colher de pau por uns 5 minutos. Abaixe o fogo e adicione 2 copos médios de água. Deixe cozinhar por uns 10 minutos com a panela semi-tampada. Acrescente a cenoura em pedaços, mexa bem e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Agora adicione os cubos de batata, mexa tudo e deixe cozinhar por mais uns 8-10 minutos. (Nesse momento eu geralmente ponho mais um pouquinho de água, já que não gosto de sopa muito grossa). Experimente antes de desligar o fogo: a lentilha deve estar macia (mas não muito mole), assim como a cenoura e a batata. Agora você acrescenta o missô que foi previamente desmanchado num pouco de água, a folha de louro, e mistura tudo. Feche a panela e deixe por uns 5 minutos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Contra a vivissecção e os testes em animais


Post requentado do meu outro blog- mas como o assunto é seríssimo, tem que ser discutido e comentado quantas vezes for preciso; até essa tortura acabar.


Vivissecção
Na vivissecção, o animal vivo passa por cirurgias experimentais. Na maioria das vezes não é utilizado nenhum analgésico ou anestésico. Isso é de uma crueldade monstruosa e medieval. Será que eles acham que bicho não sente dor? Mesmo enquanto grita e tenta se libertar e fugir? Nos dias de hoje esse procedimento não é mais necessário. Você deve estar se perguntando "poxa, mas não é imprescindível que os médicos e cientistas se utilizem desses recursos pra estudar e aprender, pesquisar e desenvolver curas para os nossos males?"

NÃO, não é preciso molestar pequenos animais indefesos. A maioria das faculdades de Medicina aqui nos Estados Unidos, incluindo Harvard, Stanford e Yale, já substituiu o uso de animais vivos em fisiologia, farmacologia e exercícios de práticas cirúrgicas por métodos de ensino efetivos e "não-cruéis", como por exemplo, observações de cirurgias cardíacas reais, simuladores de pacientes, cadáveres, programas de computador sofisticados, etc.

Infelizmente, uma mentalidade retrógrada ainda persiste e algumas instituições (que simplesmente não querem gastar dinheiro com métodos modernos que não utilizam animais vivos) continuam matando cães, gatos, macacos, coelhos, ratos e outros animais em seus laboratórios, causando um sofrimento indescritível a essas criaturas.

Testes
Sobre os testes em animais, eu já falei aqui mas não me incomodo de repetir. Muitas marcas de produtos domésticos e companhias de cosméticos ainda injetam seus produtos no estômago de animais, esfregam sua pele, vaporizam seus olhos, ou forçam animais a inalarem seus sprays. Quem suspeitaria que na compra de um simples delineador ou rímel, desodorante ou creme hidratante, corremos o risco de estar colaborando com a tortura e morte de coelhinhos saudáveis e dóceis? Pois é. Pense nisso.

O video abaixo, do PETA, explica os testes e dá mais motivos pra pensarmos muito bem de quem estamos comprando nossos produtos. Dê uma olhada, é curtinho, e tem a participação da atriz-mirim Abigail Breslin, do filme "Little Miss Sunshine". Em inglês.




Aqui estão as marcas/companhias internacionais que não testam em animais. Como a lista é longa, resolvi que é mais prático deixar aqui o link para a página do Peta onde você pode abrir as (duas) listas e ainda clicar direto nos nomes pra cair nos websites que te interessam. Vale checar de vez em quando pra ver se há atualizações.

Note que há duas listas grandes. Uma chamada "Companies That Don't Test on Animals" (que significa: companhias que não testam em animais) e uma de "Companies That Do Test on Animals" (as companhias/marcas que, por incrível que pareça, ainda fazem testes dolorosos e desnecessários em animais). Você ainda tem a opção de abrir as listas em "pdf" ou "word".

No Brasil:
Através do site do PEA (Projeto Esperança Animal) achei as listas brasileiras de companhias que não testam em animais e as que ainda têm coragem de fazer isso com eles. Dê uma olhada e faça, você também, a sua parte. Aproveite pra clicar, quando estiver no site do PEA, no link do lado esquerdo que diz "panfleto educacional" pra entender exatamente por que somos contra esses testes.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Hambúrguer de caju

A queridíssima Flavia deu a letra e eu consegui achar o link pra receita. O Globo Repórter falou esses dias sobre um hambúrguer de caju, uma idéia super original e parece que bem fácil de fazer.

O estado do Ceará é o maior produtor brasileiro de caju, mas só a castanha tem mercado. A polpa quase não é aproveitada. Então, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (o Senar) criou essa receita pra evitar o desperdício. A polpa é batida no liquidificador e peneirada para tirar o suco (que você toma). Depois, é temperada e vira o hambúrguer - cruelty free - prontinho pra ser frito.

O link pro texto inteiro, incluindo a receita está aqui.

Se alguém experimentar, conte aqui e mande fotos se puder!

Primeira enquete do blog!

Adorei os resultados dessa primeira enquete, aqui no blog. Pelo menos aqui nem tudo está perdido!

A pergunta era: que tipo de alimentação você segue? E pelas respostas, a coisa está bem equilibrada: 30% de veganos (que, como eu, não consomem NADA de origem animal); 30% de ovolactovegetarianos (que não consomem nenhum tipo de carne, mas consomem ovos e laticínios); 10% de lactovegetarianos (o único produto de origem animal consumido é leite e/ou queijos, yogurte, etc.); e 30% seguem alguma outra dieta, que inclui carne vermelha, ou apenas carne branca, como muita gente por aí, ou ainda só peixe/frutos do mar.

Valeu a participação!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Summer Roll da Deinha :)

Essa é uma especialidade da cozinha tailandesa, parecida com o rolinho primavera, que você provavelmente já conhece da culinária chinesa. Traduzido, esse chama-se "rolinho verão" e é cru. O rolinho primavera é frito. Essa é uma versão ainda mais light que o summer roll original, que eu experimentei pela primeira vez, num dos meus restaurantes favoritos aqui em Nova York, o Ozu - meu prato favorito deles chama-se "almost perfect".

A minha versão light, crua, é um aperitivo fácil e delicioso.

Para o rolinho:
  • 3 ou 4 folhas de papel de arroz (eu usei este)
  • 3 ou 4 folhas de alface fresca
  • 1 cenoura cortada em fatias fininhas
  • 1 punhado de repolho roxo fresco, limpo e picado
  • 1 punhado de manjericão fresco
*Acrescente ao recheio o legume ou verdura que você quiser.

Modus operandi:

Mergulhe uma folha do papel de arroz num prato com água morna e deixe por uns 3 minutos, virando uma vez. A folha vai ficar bem mole. Estique-a numa superfície lisa e limpa. Ponha o alface em cima - ele ajuda a manter o recheio fechadinho. Em seguida, acrescente um pouco da cenoura, do repolho, algumas folhas do manjericão e enrole começando pela parte mais perto de você, depois as laterais, e vá enrolando até o final. Depois faça um corte transversal bem no meio do rolinho. Separe.

O molho de amendoim:
  • 2 colheres de sopa de creme de amendoim orgânico (puro)
  • 2 colheres de sopa de água
  • 1 dente de alho picado
  • 2 colheres de chá de molho shoyu light
  • 1 colher de sopa de gengibre ralado
  • 1 colher de chá de óleo de gergelim
Misture todos os ingredientes até ficar bem cremoso.

Bom apetite!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Poupando as queridas vacas

Silk: leite de soja orgânico delicioso. Usamos pra tudo: cozinhar, misturar no cereal ou simplesmente no cafezinho. Dos vários sabores, preferimos o "plain", básico, não adoçado. Excelente fonte de proteínas, não contém colesterol, lactose e é bem menos gorduroso (e mais limpo) que leite de vaca. Além disso, vem fortificado com vitamina B12 e cálcio.

Quem tem alergia ou já consome soja demais, pode experimentar outros tipos, como leite de arroz, de amêndoa, de aveia, cevada, quinoa, castanhas, de sésamo (gergelim), de cânhamo... não falta opção, viu?!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Feijoada facinha-facinha


Essa não é uma daquelas comidas caprichadésimas que o marido faz - sim, é o marido quem mais cozinha aqui em casa.

Esse é na verdade um daqueles pratos ultra-rápidos que impressionam pelo sabor e aparência, mas não dão trabalho algum, e por isso mesmo eu chamei de "facinha-facinha". Qualquer hora publico aqui uma feijoada vegana completa.

Ingredientes:

- 1 lata de chili vegetariano
- 1 lata de feijão preto pronto (passado na água antes de começar)
- 1 pacotinho de tofu (esse já comprei preparado com tomate e manjericão, mas vale qualquer um que seja firme)
- 1 xícara de arroz integral
- couve-manteiga (pra fazer à mineira)
- espinafre fresco
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva
- 3 dentes de alho
- sal a gosto

Preparação:

Tofu
Se você não gosta de tofu é porque experimentou um que não souberam preparar direito. Dê mais uma chance ao coitado (do tofu, não de quem o preparou). Tofu absorve o sabor que você quiser. Sozinho não tem gosto de nada. Saiba preparar direitinho e vai sempre ficar delicioso. E se a primeira tentativa não der certo, não desista. A minha ficou um nojo. Ainda bem que eu não desisti. Hoje, não vivo sem. Tofu é uma proteína maravilhosa com 0% de colesterol e super-saudável pro coração.

Se o tofu que você comprou não veio já preparadinho como esse da foto, faça o básico: escorra (e pressione pra sair toda a água), enrole em papel-toalha até ficar sequinho, (descarte o papel) e corte o tofu em cubos. Pra marinar, mergulhe os cubos numa mistura de gengibre, alho, óleo de gergelim e sal (ou shoyu). Deixe lá por uns 20 minutos pelo menos, e nesse caso, frite-os levemente. Separe.

Arroz
Prepare um punhado de arroz integral do seu jeito preferido. Separe.

Chili/feijão
Misture numa panela o chili e o feijão preto. Não precisa acrescentar mais nada ali. Apenas mexa em fogo baixo até quase ferver. (Mas não deixe ferver!).

Couve/espinafre
Numa frigideira grande, fogo baixo, coloque as duas colheres de azeite e adicione o alho. Deixe fritar até ficar douradinho. A couve-manteiga, lavada e cortada em tiras, vai então ser frita por uns 10 minutos, à mineira. E ela vai encolher bastante. Jogue um pouquinho de sal em cima, pra dar gosto. Adicione o espinafre cru e misture tudo, deixando fritar em fogo baixo no próprio líquido junto com a couve por mais uns 10 minutos.

Pronto. Sirva bem bonitinho assim, num pratão, e só no final do jantar você conta pros desavisados (com o maior orgulho) que era tudo vegano! :)

Happy vegan Friday!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Pirâmide nutricional vegana


Segredo do sucesso:
  • Beber muita água.
  • Usar e abusar de legumes, verduras, frutas (e sucos) de todos os tipos, cores e sabores sem medo. Sem restrição.
  • Cereais integrais também podem e devem ser ingeridos em grande quantidade: cevada, trigo integral, milho... Menor quantidade de arroz integral, pães e massas se estiver tentando perder uns quilinhos, mas não deixar de comê-los.
  • Ingerir (moderadamente) alimentos à base de soja e algumas sementes e grãos: queijo de soja, leite de soja (melhor ainda se reforçado com B12 ou cálcio), leite de amêndoa, amendoim, tofu, feijão, vagem.
  • Pegar leve nos óleos vegetais e gorduras, doces, sal e pimenta.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Por que ser vegana?

Porque eu não quero participar de nenhum tipo de exploração animal. Animais sentem dor e medo tanto quanto eu e você. E assim como eu não tolero a exploração de pessoas, seja por sua raça, orientação sexual, religião ou qualquer outro motivo, não posso admitir a exploração animal- seja por comida, roupas, experimentos ou entretenimento.

Porque fazendas de criação de aves, gado e porcos, granjas e abatedouros são campos de concentração. Os bezerros são separados das mães assim que nascem, pra que o leite delas seja vendido para o consumo humano- o leite que deveria ir para seus filhotes. Animais são mantidos em jaulas de metal tão pequenas que eles nem conseguem virar de lado. Galinhas têm seus bicos decepados com lâmina quente; porcos têm seus rabos talhados e assim como vacas e ovelhas, eles são castrados sem nenhum tipo de anestésico. Eles também são superalimentados com uma mistura que inclui hormônios e pesticidas, ganhando tanto peso e tão rápido que ficam aleijados e mal sobrevivem ao inferno do lugar onde são mantidos.

Porque não existe esse papo de "galinhas criadas soltas". Não acredite nos rótulos que dizem isso. Não há um padrão definido por lei para animais criados soltos. A maioria é criada em confinamento. Além disso, nas granjas de produção de ovos, os pintos machos são mortos logo após nascerem. Assisti à um video há pouco tempo, que mostra os galos sendo atirados vivos dentro de sacos plásticos (como se fossem objetos) e passados num moedor industrial.

Porque o couro não é sub-produto da indústria de carne; é um co-produto, um negócio que tem prosperado em criadouros e abatedouros, onde as vacas estão muitas vezes completamente conscientes enquanto sua pele é arrancada ou enquanto são escaldadas em tanques de água quente. Até pêlo de cães e gatos na Ásia é usado sem ser marcado na etiqueta, então nem dá pra saber que tipo de pele contém um casaco de couro comprado. Lã e pele também são obtidos de forma cruel. Quando a produção de lã das ovelhas mais velhas começa a diminuir, elas são degoladas, quase sempre conscientes. Raposas, minks, chinchilas e outros animais abatidos por sua pele são asfixiados ou afogados ou ainda mortos através de choque elétrico anal- métodos usados pra preservar a qualidade da pele e não manchá-la com sangue.

Porque existem variações fisiológicas entre as espécies, e reações humanas à remédios são diferentes das reações dos animais. Milhões de coelhos, porquinhos-da-India, ratos e outros mamíferos são forçados a ingerir cosméticos e materiais de limpeza, que os fazem convulsionar, vomitar, e sangrar pelos olhos, nariz e boca. Mantidos em jaulas ou gaiolas, eles desenvolvem comportamento neurótico e se auto-mutilam. Geralmente, o único contato que eles têm com humanos é quando são pegos à força e submetidos à procedimentos dolorosos.

Porque os circos forçam animais que antes viviam dignamente, livres e selvagens, a viverem acorrentados, presos em trailers, viajando centenas de quilômetros e sendo obrigados a se apresentar sob ameaça e punição constantes. Chimpanzés, elefantes, ursos e outros animais são rotineiramente chicoteados, surrados e levam choques pra serem treinados- muitas vezes enlouquecendo e tornando-se destrutivos.

E tem muito mais. Mas por hoje, vou parar por aqui.

Leia: Peta (em inglês)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Metendo a mão na massa

Se você já é vegano há de concordar comigo. Se não, acostume-se com o fato de que é muito mais fácil preparar e cozinhar seus próprios alimentos (com todos os ingredientes específicos de sua preferência) do que encontrar comidinha vegana pronta por aí. Pelo menos no Brasil. Se você não tem muito tempo pra isso, prepare os pratos no final de semana e congele. Lembre-se também que a maior parte da culinária vegana é natural, então tudo já vem ou pronto (frutas, castanhas, sementes, saladas) ou então o tempo de preparo é muito rápido. E quando você começa a preparar e apreciar as comidinhas, lanches e beliscos frescos e orgânicos, dá um orgulho... Dá a exata sensação de que você (e só você) decide exatamente - ingrediente por ingrediente - o que vai no seu prato. Sem opressão, sem tortura, sem dor, sem mortes. E com a máxima qualidade possível. Não há nada mais saudável. A sensação é maravilhosa, garanto!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quem é radical?

Muita gente chama o veganismo de radical, mas se você der uma olhada no que acontece dentro dos matadouros e granjas e nos bastidores da indústria de couro e pele, verá que é exatamente o oposto. Aquilo é radical. Aquilo é cruel e inaceitável.

Ser vegano não é apenas alimentar-se de verduras, legumes, frutas e grãos. O veganismo tenta promover meios livres de produtos animais, em benefício das pessoas, dos animais e do planeta.

Se você pudesse fazer alguma coisa pra evitar o sofrimento dos animais e a destruição gradual do nosso planeta, você não faria? Pois através do veganismo a gente pode fazer a nossa parte. E se cada um fizer a sua parte...

De onde veio o alimento que você comprou ou preparou? E as roupas que você está usando? Os sapatos? Acessórios? E o que essas perguntas têm a ver com a sustentabilidade do planeta? Você já pensou nessas coisas? Se não, está mais do que na hora. Seja bem-vindo!


*Se quiser mandar sugestões, receitas ou dúvidas: brazilnutblog@live.com

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