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sábado, 21 de abril de 2012

Leite? Não, obrigada.

Por quê? Vamos aos fatos:

Vacas leiteiras, criadas em grandes fazendas de laticínios, não vivem uma vidinha tranquila. É comum dizerem por aí que o consumo de leite ou ovos não requer que o animal seja abatido, e portanto, tudo bem. Isso é uma tremenda ilusão em que muita gente quer acreditar só pra não ficar de consciência pesada por comer o seu omeletinho de queijo. As indústrias de laticínios e ovos são das mais cruéis para os animais.

Mas dessa vez eu não vou falar em galinhas e ovos. O assunto hoje é a vaca e seus “derivados”.


Uma vaca, assim como uma mulher (!), não produz leite permanentemente, a não ser que esteja grávida. Então, nas fazendas de laticínios, ela vai ser emprenhada constantemente (alguém aí falou em estupro?). Essas vacas vivem em espaços minúsculos e são injetadas regularmente com hormônios. Animais criados para o abate não são protegidos contra tratamento desumano.

Continuando a historinha, elas dão a luz bezerrinhos que são imediatamente separados delas. Quando isso acontece, elas choram e gritam. Mais da metade dos bezerros nascidos em fazendas de gado leiteiro nunca vão mamar nas tetas de suas mães. Eles são separados delas e a maioria vira carne de vitelo mais ou menos aos 4 meses de idade (atenção, amigos lacto-vegetarianos! Consumir laticínios contribui com a indústria da carne).

A vida para a mãe desse bezerro, vai durar apenas alguns anos. Não é lucrativo manter as vacas vivas depois que sua produção de leite diminui, então elas são geralmente mortas aos 5 anos de idade. A média de vida de uma vaca, que é de 25 anos, é cortada em 20 anos, apenas pra manter os custos baixos e maximizar a produção.

Mamíferos só se alimentam do leite da mesma espécie e, claro, só durante a infância. O ser humano é o unico que tem o estranho hábito de estender essa fase até a idade adulta e às custas de sofrimento animal. Leite de vaca, aquele branquinho, embalado na caixinha, contém pus e bactérias e é o causador número 1 de alergia alimentar em bebês e crianças-- os sintomas mais comuns são gases, cólica, vômito, dor-de-cabeça, asma.

É tão sem sentido essa prática, além de não passar de uma tradição e crença ultrapassadas. Está mais do que na hora de pararmos com isso.

Fontes excelentes de cálcio: figos, arroz, cereais enriquecidos, castanhas, sementes de gergelim, quínua, verduras escuras (brócoli, couve-de-bruxelas, repolho, couves em geral), algas marinhas, melado escuro e soja (leite de soja, tofu, tempeh, etc.).

Leite gostoso e nutritivo é leite vegetal (soja, amêndoa, aveia, arroz, côco, cânhamo). Queijos veganos também são uma novidade fenomenal. Hoje em dia dá pra comprar ou preparar em casa iogurte, margarina, queijos, vitaminas (smoothies)... tudo vegano.

Vamos combinar que não tem desculpa. Seja vegano: pelos animais, pelo planeta e pela sua saúde.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vitela, ou o famoso "Baby Beef"

A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é trancado num compartimento, sem espaço para se movimentar.

Assim, o animal não cria músculo e a carne se mantém macia. ”Baby beef” é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras. Veja como é obtido esse “produto”:

Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo pelas suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões bem reduzidas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste de substituto para o leite materno. Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da alimentação, mantendo-os anêmicos e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morram até o abate.

A falta do ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral. Alguns produtores contornam esse problema colocando os animais sobre ripado de madeira, onde os excrementos possam cair para um piso de concreto ao qual os animais não têm acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de janelas por onde entre a luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

O mercado de vitelas é conhecido como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre essa questão.

Texto retirado na íntegra do livro "A Coragem de Fazer o Bem", do Instituto Nina Rosa.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Está vendo este focinho?

Este é um dos dez mil bovinos que neste momento estão amontoados em um navio-curral de vários andares, viajando em direção ao Egito e não é para conhecer as pirâmides. Eles estão submetidos às piores condições, nas quais passarão quase um mês, tempo que dura esta viagem absurda.

Tudo porque estão sendo exportados como se fossem coisas, como se não tivessem apego à vida, como se não estivessem em pânico, como este da foto, que busca um pouco de ar, tem a sorte de estar numa beirada, e tenta entender onde está, entender como foi parar tão longe de onde vivera até então e o que fez para merecer estar ali. Sem seus conhecidos, sem a alimentação que estava acostumado a buscar nos campos, sem um espacinho para deitar e ruminar.

Está esmagado, porque o lucro depende de quantos cabem em cada compartimento. Não sabe ainda que muitos morrerão no caminho e serão jogados no mar, que talvez ele seja um deles e que morrer no caminho talvez seja um prêmio.

Quem não morrer prosseguirá, dia após dia, até chegar ao ponto final onde não encontrará pastagens verdejantes, mas sim os homens que os conduzirão à morte. Como são mortos os bois no Egito? Nem imaginamos. Talvez seja até pior do que é no Brasil. Quem tem o direito de tirar as vidas destes animais que nada fazem a não ser se submeter a tudo? Que crime eles cometeram que não o de serem dóceis? O de ter uma carne que os egípcios e os brasileiros e tantos outros gostam de ter à mesa por nunca terem pensado nos direitos animais ou por puro egoísmo.

Fonte: GAE - Grupo pela Abolição do Especismo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pense nisso

Essa pegadinha é incrível. O video está em Português. Vejam como é incrível a reação das pessoas. As mesmas que se importam com os porquinhos, comem tranquilamente a linguiça pronta. De onde elas acham que veio a carne??

sábado, 24 de dezembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A selvageria da rede de fast-food McDonald's

O que eu recebi de reclamação e comentários malcriados aqui no blog por causa dos posts sobre o KFC não foi bolinho. Agora esse pessoal vai poder se sentir vingadinho porque o video mais recente da Mercy for Animals mostra as atrocidades cometidas nos bastidores do concorrente deles, o McDonald's.

Fãs de franquias de fast-food: me deixem em paz agora, tá bom? E pelamordedeus não venham me dizer que essas imagens foram forjadas e que as redes de fast-food são SUPER preocupadas com o bem-estar animal. Tenham peito pra assistir essas imagens e admitir que vocês ajudam a patrocinar esses horrores. Agradecida.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cara nova

Este blog está passando por algumas mudanças, revisões e atualizações, e já já volta com novidades. Agradeço a paciência dos leitores.

Enquanto isso, eu gostaria de poder convidá-los a ler o meu outro blog, o Animalista, mas infelizmente o Portal MTV tirou o blog do ar há alguns meses sem ao menos me informar que isso iria acontecer. A sorte é que ainda tenho os rascunhos dos posts que publiquei e em breve vou repostá-los aqui. Muito triste essa falta de consideração e de educação. Se eu tivesse grana para processá-los, com certeza o faria.

Abraços e até breve...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Twitaço em protesto à Festa do Peão de Barretos

O VegTemas está convidando todos os ativistas pelos Direitos Animais a participarem do Twitaço marcado para amanhã, terça-feira (dia 23/08), em protesto à festa do Peão de Barretos.

A manifestação digital ocorrerá a partir das 19hs. O twitaço dura enquanto os particpantes tiverem energia pra postar suas mensagens de protesto.

Via Vista-se.

domingo, 26 de junho de 2011

Notícias do mundo de lá

China:
Os 300 zoológicos do governo chinês não têm mais permissão pra vender animais vivos, como galinhas, cabras e cavalos, para convidados assistirem-nos serem devorados por leões ou tigres. Os zoológicos agora também estão proibidos de vender carne de animais exóticos em seus restaurantes.

Rússia:
Depois do sucesso da Campanha do Urso Polar, a Rússia concordou em banir a caça ao urso polar até o final do ano. Os Estados Unidos e a Rússia têm um acordo de só caçar 29 ursos por país, mas a Rússia decidiu abrir mão desse número. Atualmente, a população de ursos polares na região do Estreito de Bering é de aproximadamente 2.000 animais.

Cingapura:
Um restaurante de fast food chamado Vegan Burg acaba de abrir sua primeira locação em Cingapura. Com um cardápio muito comum nos EUA - variações de hambúrguers como Tangy Tartar e Cracked Pepper Mayo - a companhia espera começar em breve uma franquia.

Alemanha:
No início do ano houve um protesto em Berlim por práticas agrícolas melhores. Mais de 15 mil pessoas foram às ruas protestar contra fazendas industriais e o uso de organismos geneticamente projetados. A passeata, que foi a maior desse tipo na Alemanha, coincidiu com a International Green Week (algo como "Semana Verde Internacional"), uma exposição agrícola anual em Berlim.

Reino Unido:
O departamento de ciência do Reino Unido lançou um relatório entitulado "Foresight. The Future of Food and Farming (2011)" (em português seria: "Previsão. O futuro dos alimentos e da agricultura"). O relatório discute a produção global de alimentos e recomenda a redução no consumo de carne, prevendo que a demanda por carne em países como o Brasil e a China vai afetar significativamente a economia global de alimentos. O relatório ainda afirma que os governos federais deveriam usar a preocupação ambiental e da saúde para convencer seus cidadãos a diminuir o consumo de carne.
 

*Informações obtidas nos dois exemplares recentes da Revista VegNews.

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O veganismo e a liberdade para os seres não humanos, infelizmente, vai caminhando a passos de formiguinha nesse mundo. Mas a boa notícia é que a coisa vai. Devagar, mas vai. É importante que a gente não desista e que continuemos espalhando informação e mostrando através do exemplo que o veganismo não só é possível como é fácil e gostoso - e também a única solução possível para o fim da exploração e da violência contra os animais. Um dia a gente chega lá...

domingo, 19 de setembro de 2010

Carta aberta à Lady Gaga

No meu outro blog, o Animalista, postei hoje a tradução da carta aberta à Lady Gaga, que Nathan Runkle, fundador da ONG Mercy for Animals, escreveu. Como fã da Lady Gaga, ele (e muita gente, incluindo eu) achou de extremo mau gosto o vestido de carne (de verdade) que ela usou na premiação da MTV, semana passada.

Nathan aproveitou a oportunidade pra fazer ativismo em defesa dos animais de qualidade, e de forma educada e inteligente. A carta original, você lê aqui.

Boa leitura e bom domingão!

domingo, 9 de maio de 2010

Nesse Dia das Mães, pense também nas vacas.

Nessa data especial em que se comemora o amor mais puro do mundo, eu gostaria de lembrar da mãe vaca, símbolo mundial da maternidade.

Nos anos 40, a média de leite por vaca numa fazenda-fábrica de leite era de 2.3 toneladas por ano. Hoje, a média de leite retirado anualmente de cada vaca nesses lugares já passou de 30 toneladas. Essa alta produção de leite frequentemente leva ao colapso do animal, levando-o ao abate muito cedo.


Não é lucrativo manter as vacas vivas quando sua produção de leite declina. Elas então  são mortas geralmente aos 5 ou 6 anos de idade, quando sua média normal de vida seria de mais de 20 anos.

Atenção você que não come carne, mas não quer abrir mão do milk shake, chocolate ao leite, iogurte e queijinho quente: o destino final de vacas leiteiras é o abate pra que sua carne seja também “aproveitada”.

Durante suas vidas exaustivas, as vacas leiteiras são diariamente confinadas, têm partos forçados, são superalimentadas e injetadas com antibióticos e hormônios.

VACAS LEITEIRAS SÃO MÃES. Para que produzam leite, elas têm que estar grávidas. E para que façam isso sem parar, durante toda a sua vida, as vacas nas fazendas-fábricas são CONTINUAMENTE emprenhadas.

Os bezerrinhos são separados de suas mães nas primeiras 24 horas de vida. 50% deles nunca mamarão em suas mães.


Destino da maioria dos bezerros machos aos 4 meses de idade: baby beef. Se forem fêmeas, essas vaquinhas já terão automaticamente o mesmo destino escravo de suas mães.

A maioria do gado de abate é criada em escala industrial. Tratados como objetos, esse animais prestes a virar comida são forçados por meses, até anos, a permanecer em locais escuros, apertados e superlotados.

As vacas são muito parecidas com os humanos no sentido de que sentem dor, medo, querem preservar suas vidas, e têm tanto (ou mais) cuidado com suas crias quanto nós. A natureza delas é viver em liberdade.

Nesse dia das mães, faça uma homenagem a TODAS elas e comemore com uma decisão que vai mudar a sua vida pra melhor. Não participe mais do horror que é o uso e a tortura de animais.

Seja vegano - pelos animais, pelo planeta, e pela sua saúde.

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*Publiquei esse post no Animalista faz 2 dias, mas o blog da MTV está fora do ar por motivos técnicos, então resolvi publicar aqui também. Feliz Dia das Mães!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ATAVE - a agricultura escancarada

É muito importante que você assista esse video, se você come frango ou ovos. Essa é a indústria que você aprova e ajuda cada vez que compra esses ingredientes.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Como as vacas viram bife


Não é difícil imaginar por que a indústria da carne não deixa nem o mais entusiasta dos carnívoros chegar perto de seus matadouros. Até mesmo nos matadouros onde o gado morre rapidamente, é dificil imaginar um dia sem que vários animais (dezenas, centenas?) sejam mortos de maneira horripilante.

Num matadouro típico, o gado é conduzido por uma rampa até um receptáculo cilíndrico por onde sua cabeça vai se encaixar. O funcionário encarregado de abater, ou chamado “batedor”, atira com uma pistola pneumática entre os olhos da vaca. Um parafuso de aço penetra o crânio do animal normalmente levando-o à inconsciência ou à morte. Às vezes o tiro só atordoa o animal, que permanece consciente ou mais tarde acorda enquanto está sendo “processado”. Vamos ao que interessa aqui: os animais são sangrados, pelados e esquartejads enquanto conscientes. Isso acontece o tempo todo. A combinação velocidade de linha de produção, que aumentou 800% nos últimos 100 anos, e o pouco treinamento dos funcionários, que trabalham sob péssimas condições, é garantia de erros.

Em 12 segundos ou menos, a vaca que recebeu o tiro de pistola vai para o final da rampa e chega até o próximo funcionário, que vai amarrar uma corrente em volta das pernas traseiras e assim levantar o animal, deixando-o pendurado. Ele é agora mecanicamente transportado até o próximo funcionário, que corta as artérias da carótida e a veia jugular no pescoço da vaca. Ela é transportada novamente até a linha de sangramento, onde seu sangue será drenado por vários minutos.

Cortar o fluxo de sangue que irriga o cérebro do animal vai matá-lo, mas não instantâneamente. Se a incisão for feita de forma errada, isso pode restringir o fluxo de sangue, prolongando ainda mais o estado consciente do animal. “Eles piscam os olhos e esticam o pescoço de um lado pro outro, desesperados”, explicou um funcionário.

A vaca então é transportada pela linha até o “pelador de cabeças” - a parada onde a pele da cabeça do animal é arrancada. A porcentagem de gado ainda consciente nesse estágio é baixa, mas não é zero. Um dos funcionários acostumados com esse procedimento explicou: “Muitas vezes o “pelador” percebe que o animal ainda está consciente e começa a chutar enlouquecidamente. Se isso acontece, o pelador enfia uma faca na parte de trás da cabeça do bicho pra cortar a espinha”.

Essa prática, descobriu-se, imobiliza o animal, mas não o torna insensível. Não dá pra saber quantos animais passam por isso porque ninguém tem permissão de investigar isso a fundo.

Depois do pelador-de cabeças, a carcaça (a vaca) passa pelos encarregados das pernas, que são os funcionários que cortam as partes inferiores das pernas do animal. “Já os animais que voltam à vida nessa parte do processo”, disse um dos funcionários, “parece até que eles tentam escalar as paredes. E um funcionário não vai querer esperar até que chegue alguém lá pra tentar matá-los, então ele simplesmente corta a ponta das pernas com um tesourão. Quando se faz isso, o gado fica maluco, chutando pra todos os lados”.

O animal então é completamente pelado, eviscerado e cortado ao meio, e a essas alturas ele finalmente já está parecido com o bife - aquele que a gente vê pendurado na geladeiras e freezers, assustadoramente imóvel.

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O original desse texto, assinado por Jonathan Safran Foer, foi publicado hoje no periódico britânico The Guardian. O título, em inglês, é "How cows become beef". Tradução minha. Clique aqui pra ler o artigo original em inglês.

Foer é o autor do best seller "Eating Animals".

Atualização: a querida Adriana Lisboa é a responsável pela tradução para o português do livro "Eating Animals". Fiquem de olho aí no Brasil porque vai sair pela editora Rocco ainda este ano. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crueldade numa Fazenda de Leite em Nova York

Há pouco tempo eu conheci melhor uma organização da qual já tinha ouvido falar muito e muito bem: a Mercy for Animals.


Eles têm uma sede em Chicago, no estado de Illinois, e outra em Columbus, Ohio, e trabalham para criar uma sociedade em que os animais sejam tratados com o respeito e a compaixão que merecem. E, assim como a Farm Sanctuary, concentram-se no resgate de animais de fazenda, já que mais de 99% da crueldade contra os animais nos EUA ocorre dentro das indústrias da carne, laticínios e ovos - onde mais de 9 bilhões de animais são confinados, mutilados e assassinados a cada ano.

Ano passado eu tinha assistido a um documentário sério e muito bem produzido pela HBO, chamado Death on a Factory Farm, algo como "Morte numa Fazenda Matadouro". Assisti aos prantos à investigação de um voluntário da Mercy for Animals que se disfarçou, se infiltrou e filmou os horrores que aconteciam naquele lugar.

Aí, semana passada, quando fui a um jantar, organizado por eles aqui em Nova York, chamado "Celebrating Compassion" (Celebrando a Compaixão), sabe quem estava lá? O carinha que participou da investigação do documentário da HBO. Um herói de verdade, sentado ali pertinho de mim. O evento inteiro foi emocionante, com videos e premiações, uma comida vegana deliciosa, e até uma apresentação muito bacana da cantora Nellie McKay - que eu adoro. Mas o ponto alto mesmo da noite, pra mim, foi poder apertar a mão e agradecer em pessoa àquele herói anônimo, que faz um trabalho tão importante e tão difícil e que eu jamais teria a coragem de fazer.

Recentemente, uma nova investigação da Mercy for Animals revelou os segredos de uma fazenda de leite no estado de Nova York, chamada Willet Dairy. Outro investigador disfarçado trabalhou lá e documentou em video e audio atos de tremenda crueldade animal, e essa revelação virou até notícia no jornalismo televisivo daqui, já que essa fazenda é responsável por fornecer laticínios à produtores de queijos que atendem a grandes redes americanas, como Pizza Hut, Dominos e Papa John's.



Essa investigação da Mercy for Animals revelou, entre outras atrocidades, vacas doentes, abandonadas sem cuidado veterinário, com feridas abertas e infecções terríveis; empregados batendo, chutando, esmurrando e dando choques elétricos em vacas e bezerros; vacas vivendo em espaços apertados cujo chão de concreto é coberto de fezes e sujeira; bezerros recém-nascidos sendo arrastados pra longe de suas mães pelas pernas, gritando e chorando, causando desespero nas pobres vacas...

Você tem o poder de ajudar a acabar com esse horror. Torne-se vegano. E mostre que você se importa. Seja já a mudança que você quer ver no mundo.

Assista ao video acima e recomende a todos aqueles que dizem: "ah, eu acho que jamais conseguiria deixar de comer queijo; é tão gostoso". E, claro, sempre que puder, suporte organizações como a Mercy for Animals, que sobrevive da ajuda de voluntários incansáveis e que resgata animais de fazenda e educa atraves da informação - a melhor arma contra a ignorância e a violência.

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