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domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Passeata pelos Direitos Animais em São Paulo
Em observação à movimentação em Copenhague, a temática da manifestação em São Paulo nesse ano será a relação da pecuária com o aquecimento global. Segundo a ONU, o setor pecuarista é o principal responsável pelo efeito estufa no mundo, gerando 18% dos gases responsáveis pelo aquecimento global. O setor de transportes representa apenas 15% das emissões. A pecuária ameaça não apenas o meio ambiente, mas também é uma das principais causas de degradação do solo e dos recursos hídricos. 80% do deflorestamento na Amazônia têm como finalidade a atividade agropecuária.
Data: 06 de dezembro de 2009
Horário: concentração e panfletagem: 10h30 / Início da passeata: meio-dia
Local: Avenida Paulista, na praça em frente ao Shopping Paulista (metrô Brigadeiro), São Paulo
Trajeto: até a altura do número 2.000 da Avenida Paulista (metrô Consolação)
Material fornecido pelos grupos.
Comparecer vestido de preto preferencialmente.
Via Holocausto Animal
sábado, 21 de novembro de 2009
Ação de Graças sem crueldade
O feriado americano mais famoso já está se aproximando, e com ele o terror dos perus que são sacrificados todo ano pra fazer a "alegria" das famílias que se reúnem numa mesa de jantar pra dar graças e se deliciar com a carcaça de um animal morto.
A foto acima faz parte de um video onde se descobriu que os perus, antes de mortos numa fazenda americana, eram torturados, pisados e jogados como se fossem coisas.
O anúncio abaixo, do PETA, com o ator Joaquin Phoenix, pode ser meio antiguinho, mas ainda é muito atual e importante. Em inglês.
Se você comemora o Dia de Ação de Graças com uma refeição em família, faça deste um feriado cheio de compaixão DE VERDADE. Deixe os perus, frangos, porcos, patos, coelhos, peixes... em paz. Cozinhe uma comidinha vegana bem gostosa e mostre a todos o real significado da Ação de Graças. Aqui você encontra receitas interessantes e criativas pra esse feriado (em inglês).
Quer ajudar mais ainda? Adote um peru da Fazenda Santuário! Eles resgatam perus que acabariam tendo os pescoços decepados nesse feriado. Agora, essas aves vivem felizes, soltas e tranquilas pra ciscar, sem precisar temer por suas vidas. Se puder, ajude essa organização maravilhosa.
A foto acima faz parte de um video onde se descobriu que os perus, antes de mortos numa fazenda americana, eram torturados, pisados e jogados como se fossem coisas.O anúncio abaixo, do PETA, com o ator Joaquin Phoenix, pode ser meio antiguinho, mas ainda é muito atual e importante. Em inglês.
Se você comemora o Dia de Ação de Graças com uma refeição em família, faça deste um feriado cheio de compaixão DE VERDADE. Deixe os perus, frangos, porcos, patos, coelhos, peixes... em paz. Cozinhe uma comidinha vegana bem gostosa e mostre a todos o real significado da Ação de Graças. Aqui você encontra receitas interessantes e criativas pra esse feriado (em inglês).
Quer ajudar mais ainda? Adote um peru da Fazenda Santuário! Eles resgatam perus que acabariam tendo os pescoços decepados nesse feriado. Agora, essas aves vivem felizes, soltas e tranquilas pra ciscar, sem precisar temer por suas vidas. Se puder, ajude essa organização maravilhosa.
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domingo, 18 de outubro de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Os incríveis - post excelente do Cleber
Matéria do Jornal Nacional de ontem celebra o experimento, feito por cientistas americanos, de implante de um chip no cérebro de macacos que conseguiram mover um braço robótico "com a força do pensamento".Veja aqui a reportagem, cujo tom empolgado com o incrível avanço científico acompanhou a cena compartilhada por milhões de espectadores.
O macaco está imobilizado, sedento, confinado num ambiente artificial, condenado a estar vivo para viver uma vida que não lhe pertence. O macaco é capaz de pensar, e exatamente por essa razão é escolhido e forçado a uma experiência que pouco se importa com o que ele pensa disso. O turbante improvisado que lhe colocaram, para esconder o crânio aberto dos estômagos mais sensíveis, é a cereja do bolo da cena horrorosa.
E então celebramos, pois somos incríveis. Somos realmente incríveis.
Post original no blog Vê de Vegano
sábado, 20 de junho de 2009
Voce mataria pra almoçar hoje?
Via Vista-seSe você jamais teria coragem de matar um animal, já que isso seria extremamente violento e terrívelmente doloroso, por que você deixaria que outros fizessem isso por você? Bom, se você ingere carne animal, é exatamente isso o que você está fazendo. Você está pagando pra alguém infligir uma morte horrível num ser que não tem nada a ver com o seu apetite e não é de maneira alguma responsável pela sua sobrevivência. Não participe mais desse hábito medieval e desnecessário. Torne-se vegano.
domingo, 31 de maio de 2009
Mas o que há de errado com os circos?
Se o circo não tem nenhum animal trabalhando nele, não há nada de errado. Mas circos com animais: macacos, elefantes, leões, tigres... são o que de pior existe para os animais. As torturas são horripilantes. Por favor, NÃO vá nem leve crianças a esses circos. Essa indústria precisa ACABAR.
Pra ajudar esses animais no Brasil, entre nesse site e vote SIM na proibição de animais em Circos.
Link do site brasileiro via ECO-CONSCIÊNCIA.
Pra ajudar esses animais no Brasil, entre nesse site e vote SIM na proibição de animais em Circos.
Link do site brasileiro via ECO-CONSCIÊNCIA.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Não vote em políticos que são contra animais
Liberação da briga de galo, caça ao pombo, farra do boi e vaquejada. Estas são apenas algumas das intenções de políticos que insistem em ir na contramão da tendência na política no mundo inteiro de fortalecer a proteção legal aos animais. O site SRZD e Marina W prepararam uma lista de políticos do legislativo e do executivo brasileiro que atuam pelo retrocesso dos direitos dos animais, com medidas que vêm contrariar seus interesses mais elementares. Contrariam com isso também, queremos crer, os interesses de parte significativa de seu eleitorado. Leia e passe adiante.
*Dep. Fed. Jose Thomaz Nono, do PFL de Alagoas - Autor do PL 4.548/98 que RETIRA proteção aos animais domésticos e domesticados, da Lei de crimes ambientais, para poder legalizar crueldade nos rodeios.
*Esperidião Amin - Governador de Santa Catarina - Vem violando frontalmente a decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF), que proíbe a Farra do Boi. Faz vistas grossas porque políticos da região dão bois para os farristas, em troca de votos. A farra do boi é uma das formas mais violentas e cruéis de tortura.
*Deputado Antonio Ebling PL 4790/98 - pretende isentar das penalidades do artigo 32 as atividades culturais, recreativas e desportivas, segundo ele, como briga-de-galo, tiro-ao-pombo, etc.
*Deputado Ronaldo Vasconcellos (PFL/MG) PL 1695/99 - pretende liberar a caça amadora e de subsistência em todo o país.
*Deputado Adelor Vieira (PFL) - apresentou projeto de lei pra derrubar a decisão do STF, regulamentando a Farra do Boi (inconstitucionalmente).
*Deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) - autor de projeto de Lei que atenta contra as reservas legais da Amazônia, que podem ser reduzidas de 80% para 50%,podendo chegar a apenas 20% na elaboração do zoneamento ecológico-econômico.
*Dep. Xico Graziano - Relator do PROJETO DE LEI Nº 4.495-A/98, do Deputado Jair Meneguelli. Deu parecer FAVORÁVEL, defende os rodeios e chama de ignorantes os que defendem os animais.
*Deputado Roberto Pessoa -(PFL - CE) PROJETO DE LEI 167/99 - Considera a vaquejada como prática desportiva formal.
*Deputado Paulo Lima (PFL - SP) PL 249/99 - Considera prática desportiva formal o rodeio completo.
*Dep. Milton Monti (PMDB - SP) PL. 388/99 - Regulamenta a realização de rodeios e similares e dá outras providências correlatas.
*Dep. JAIR MENEGUELLI (PT - SP) PL. 3456/97 - Institui normas gerais relativas a atividade de peão de rodeio.
*Ex Ministro dos Esportes, Rafael Grecca - A favor da regulamentação da profissão de peões como atletas.
*Senador Roberto Freire - ficou famoso entre os defensores dos animais após ter a seguinte frase publicada: “Detesto cachorros. Por mim, exterminaria todos” (PPS-PE).
*Governador Jayme Lerner, do Paraná - Legalizou a caça no seu estado, sancionando o projeto de lei de número 12.603, de autoria do Deputado Estadual Aníbal Khoury (já falecido), apoiando os lobbistas fabricantes de armas na região Sul do Brasil.
*Victor Hugo Ribeiro Burko, Prefeito de Guarapuava , Paraná - Instituio 1º FESTIVAL DE CAÇA E CARNES EXÓTICAS DE ANIMAIS SILVESTRES DE GUARAPUAVA. Apoiou o projeto de lei que legalizou a caça no Paraná, do falecido Dep. Anybal Coury.
*Deputado Estadual Sivuca do Rio de Janeiro Lei 3.207/99 (não foi regulamentada) proíbe permanência de animais ferozes em locais públicos, sendo que os animais ferozes desta Lei são cães que podem ser de pequeno, médio e grande porte que tem índole de fera e o animal deverá ser apreendido por órgão competente. (detalhe: os animais ferozes, para ele, são quaisquer cães que latem e/ou mordem quando provocados)
*Vereador Gilberto Palmares (RJ) - projeto de lei 8555/98 que proíbe a criação e circulação de pit-bulls. Todos os pit-bulls seriam levados para acautelamento e lá permaneceriam até o fim da vida.
*Vereador Gerson Bergher (Thereza Bergher - sua esposa - “prefeitinha” de Copacabana ) - retira animais dos mendigos e chama a carrocinha (detalhe: nunca fizeram nada para ajudar os mendigos)
*Leila Malwee ( Leila do Flamengo ) - perseguia e chamava carrocinha para os gatos do Parque do Flamengo. Elaborou o projeto de lei 1441/99 que determinava o extermínio dos pit-bulls e rotweillers e proibia que andassem na rua, mesmo na coleira.
Texto inteiro via Vista-se
*Dep. Fed. Jose Thomaz Nono, do PFL de Alagoas - Autor do PL 4.548/98 que RETIRA proteção aos animais domésticos e domesticados, da Lei de crimes ambientais, para poder legalizar crueldade nos rodeios.
*Esperidião Amin - Governador de Santa Catarina - Vem violando frontalmente a decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF), que proíbe a Farra do Boi. Faz vistas grossas porque políticos da região dão bois para os farristas, em troca de votos. A farra do boi é uma das formas mais violentas e cruéis de tortura.
*Deputado Antonio Ebling PL 4790/98 - pretende isentar das penalidades do artigo 32 as atividades culturais, recreativas e desportivas, segundo ele, como briga-de-galo, tiro-ao-pombo, etc.
*Deputado Ronaldo Vasconcellos (PFL/MG) PL 1695/99 - pretende liberar a caça amadora e de subsistência em todo o país.
*Deputado Adelor Vieira (PFL) - apresentou projeto de lei pra derrubar a decisão do STF, regulamentando a Farra do Boi (inconstitucionalmente).
*Deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) - autor de projeto de Lei que atenta contra as reservas legais da Amazônia, que podem ser reduzidas de 80% para 50%,podendo chegar a apenas 20% na elaboração do zoneamento ecológico-econômico.
*Dep. Xico Graziano - Relator do PROJETO DE LEI Nº 4.495-A/98, do Deputado Jair Meneguelli. Deu parecer FAVORÁVEL, defende os rodeios e chama de ignorantes os que defendem os animais.
*Deputado Roberto Pessoa -(PFL - CE) PROJETO DE LEI 167/99 - Considera a vaquejada como prática desportiva formal.
*Deputado Paulo Lima (PFL - SP) PL 249/99 - Considera prática desportiva formal o rodeio completo.
*Dep. Milton Monti (PMDB - SP) PL. 388/99 - Regulamenta a realização de rodeios e similares e dá outras providências correlatas.
*Dep. JAIR MENEGUELLI (PT - SP) PL. 3456/97 - Institui normas gerais relativas a atividade de peão de rodeio.
*Ex Ministro dos Esportes, Rafael Grecca - A favor da regulamentação da profissão de peões como atletas.
*Senador Roberto Freire - ficou famoso entre os defensores dos animais após ter a seguinte frase publicada: “Detesto cachorros. Por mim, exterminaria todos” (PPS-PE).
*Governador Jayme Lerner, do Paraná - Legalizou a caça no seu estado, sancionando o projeto de lei de número 12.603, de autoria do Deputado Estadual Aníbal Khoury (já falecido), apoiando os lobbistas fabricantes de armas na região Sul do Brasil.
*Victor Hugo Ribeiro Burko, Prefeito de Guarapuava , Paraná - Instituio 1º FESTIVAL DE CAÇA E CARNES EXÓTICAS DE ANIMAIS SILVESTRES DE GUARAPUAVA. Apoiou o projeto de lei que legalizou a caça no Paraná, do falecido Dep. Anybal Coury.
*Deputado Estadual Sivuca do Rio de Janeiro Lei 3.207/99 (não foi regulamentada) proíbe permanência de animais ferozes em locais públicos, sendo que os animais ferozes desta Lei são cães que podem ser de pequeno, médio e grande porte que tem índole de fera e o animal deverá ser apreendido por órgão competente. (detalhe: os animais ferozes, para ele, são quaisquer cães que latem e/ou mordem quando provocados)
*Vereador Gilberto Palmares (RJ) - projeto de lei 8555/98 que proíbe a criação e circulação de pit-bulls. Todos os pit-bulls seriam levados para acautelamento e lá permaneceriam até o fim da vida.
*Vereador Gerson Bergher (Thereza Bergher - sua esposa - “prefeitinha” de Copacabana ) - retira animais dos mendigos e chama a carrocinha (detalhe: nunca fizeram nada para ajudar os mendigos)
*Leila Malwee ( Leila do Flamengo ) - perseguia e chamava carrocinha para os gatos do Parque do Flamengo. Elaborou o projeto de lei 1441/99 que determinava o extermínio dos pit-bulls e rotweillers e proibia que andassem na rua, mesmo na coleira.
Texto inteiro via Vista-se
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Carruagens no Central Park
Parece mesmo um passeio romântico, né? Não se iluda.Quando você estiver em Nova York e resolver dar um pulinho no Central Park, se tudo der certo essas carruagens já não existirão mais. Mas por enquanto, elas ainda não foram banidas e os pobres cavalos ainda estão lá, sendo obrigados a trabalhar por horas e horas e viver cansados, explorados, doentes.
Os cavalos que trabalham nas carruagens do Central Park têm permissão por lei de trabalhar nove horas por dia, sete dias por semana. Você sabia disso?
Além de ter que respirar toda aquela fumaça, poeira e gasolina dos carros e ônibus que passam bem ao lado, e suportar o barulho ensurdecedor das buzinas, esses cavalos não têm um campo onde possam correr, brincar, pastar, não podem se deitar ao sol e nem socializar com outros cavalos.
Eles trabalham em temperaturas muitas vezes tão altas quanto 37 graus e tão baixas quanto -7 graus, sem nada que os proteja dos ventos gelados ou da humidade excessiva.
Muitos desses cavalos terminam suas vidas num matadouro.
Numa auditoria realizada aqui em Nova York, foi descoberto que os estábulos não tinham sido examinados pelo veterinário responsável do Departamento de Saúde e Higiene Mental, por um ano inteiro. Foi descoberto ainda que os cavalos que ficavam nas ruas não tinham acesso a água nem sombra suficientes durante o calor. E aqui em Nova York, no verão, o calor e a humidade são insuportáveis.
Faça um favor a esses pobres animais: JAMAIS alimente esse comércio de exploração. Diga NÃO às carruagens do Central Park e espalhe a notícia; explique aos seus familiares e amigos o porquê.Romântico mesmo é dar um passeio a pé, de mãos dadas, pelo parque mais famoso do mundo.
Leia mais aqui.
E veja também o documentário Blinders.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Meu pitaco sobre a Gripe Suína
Parece que aos poucos a mídia está caindo em si e percebendo o que na minha opinião é a raíz dessas gripes - a Suína, e antes dela, a Aviária. O tratamento cruel e opressivo com que são criados os animais de abate é onde está o começo de tudo isso.
As pessoas precisam começar a perceber que quando se põe centenas de animais juntos em espaços minúsculos e sujos, sem poder se mexer, sendo alimentados à força e cruelmente punidos e torturados, esses animais estressados vão desenvolver vírus e bactérias que vão acabar atingindo o ser humano.
É PRECISO ACABAR COM A CRIAÇÃO E O COMÉRCIO DE ANIMAIS PARA O USO HUMANO. Quer fazer a sua parte? Go vegan!
Leia mais sobre o assunto:
As pessoas precisam começar a perceber que quando se põe centenas de animais juntos em espaços minúsculos e sujos, sem poder se mexer, sendo alimentados à força e cruelmente punidos e torturados, esses animais estressados vão desenvolver vírus e bactérias que vão acabar atingindo o ser humano.
É PRECISO ACABAR COM A CRIAÇÃO E O COMÉRCIO DE ANIMAIS PARA O USO HUMANO. Quer fazer a sua parte? Go vegan!
Leia mais sobre o assunto:
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Carne X Meio Ambiente,
Protestos
sábado, 11 de abril de 2009
KFC - Kentucky Fried "CRUELTY"
Eu já falei por aqui dos horrores que a rede de fast food KFC causa aos animais. A KFC Brasil não é diferente, viu? Os padrões são iguais em todas as lojas da rede, no mundo inteiro.Outro dia a KFC do Canadá disse que finalmente cedeu às pressões do grupo PETA, e estreou em algumas de suas lojas, o hamburger veggie. Isso ainda não me faria pisar numa KFC nem morta, porque não é um veggie burger que vai me convencer de que todas as carnes que eles usam não são mais provenientes de tortura. Mas pra completar meu raciocínio, li esses dias num blog vegano, que ao pedir hamburgers veganos na KFC do Canadá, o casal perguntou ao vendedor se estes eram preparados numa grelha separada, ao que ele respondeu, adivinha!, que não. Os veggie burgers do KFC são mergulhados no mesmo óleo que os hamburgers de carne. E você achou mesmo que seria diferente? Não caia nessa ladainha.
Billy Corgan, da banda Smashing Pumpkins, juntou-se recentemente ao ex-baterista, Jimmy Chamberlin, e a vários outros músicos que estão indignados com o tratamento que o KFC dá às galinhas criadas e mortas em suas fábricas-matadouros. Corgan e Chamberlin assinaram uma petição pra tentar ajudar a acabar com o sofrimento que a rede KFC causa às pobres aves.
Assine a petição você também!
Todo ano, centenas de milhares de galinhas são escaldadas ainda vivas. Esses seres tão sensíveis e inteligentes são enfurnados em gaiolas sujas e mínimas, onde vão passar o resto de suas vidas miseráveis. Os bicos dessas galinhas são cortados a ferro quente, quando ainda são pintinhos, e elas são cruzadas de maneira a crescerem muito maiores do que seu próprio peso suporta, fazendo com que fiquem aleijadas, mal podendo se mexer, e tendo seus ossos quebrados por conta disso - como na foto lá em cima. Nas fábricas-matadouros, essas aves gentis são penduradas de cabeça pra baixo em correntes de metal pra serem degoladas em massa. São então jogadas em tanques de água fervendo, frequentemente ainda conscientes.
Falando nisso, outro dia alguém mencionou aqui que é tudo balela e que não existe prova concreta disso. Mas é claro que existe! Se você já lê este blog há algum tempo, sabe que eu geralmente prefiro não postar os videos aqui porque são muito fortes. Sempre acho que minha palavra basta pra você, leitor, acreditar. Mas quer saber, vamos acabar com o álibi de quem na verdade simplesmente não quer acreditar. Aqui está o video:
E você pode assistir a mais videos no site KentuckyFriedCruelty.com.
Ajude a acabar com esse sofrimento horrível. Assine a petição e jamais pise numa loja da rede de fast-food KFC.
Clique aqui pra criar um cartaz no seu blog e ajudar a espalhar a nossa indignação.
Via Fish & Chimps
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Panfletando pelos animais
Uma forma pacífica e muito eficiente de protesto é panfletar. Quando você distribui folhetos informativos - seja sobre a alimentação vegana e sua relação com a prevenção de doenças ou sobre as torturas que os animais criados para o abate sofrem... seja o que for - você está ajudando os animais de duas formas: alertando pra algum assunto específico e despertando o interesse de pessoas que podem vir a fazer uma grande diferença.Já ouvi bastante gente por aqui dizer que virou vegetariano ou vegano depois que viu um video ou leu sobre algo que afeta os animais de forma violenta e que, claro, não é comentado na mídia. É aí que entra a importância da panfletagem. E sempre que eu faço, me sinto tão bem. Dá uma injeção de energia e você sabe que está ativamente contribuindo para um mundo mais compassivo. Além disso, acaba conhecendo pessoas interessantes e aprendendo coisas também. Sem contar que é mais uma maneira de fazer da sua voz a voz dos animais. Informação é a melhor arma contra a ignorância. Vamos disseminá-la ao máximo.
A princípio parece difícil, especialmente para os tímidos. Mas isso é ilusão. Bastam 2 minutos panfletando e você já pega o jeito; já sabe como sorrir, o que dizer, como se colocar. Claro que se der pra levar um/uns amigo/s fica mais divertido ainda, mas dá pra panfletar sozinho numa boa - num dia, horário e local que VOCÊ escolher de acordo com a SUA disponibilidade e onde você quiser ou puder: ponto de ônibus, shopping center, entrada/saída de metrô, parque, perto da sua rua...
Então, não hesite, não perca mais tempo - os animais precisam da sua ajuda AGORA. Mande brasa na panfletagem! Pegue folhetos em português, pra imprimir e distribuir, AQUI no site do PEA.!
Algumas dicas que eu vi no site Vegan Soapbox ajudam quem estiver começando no ativismo pelos animais. Eu recomendo muitíssimo:
1. Esteja de preferência bem-vestido. Um look básico é suficiente.
2. Enquanto distribui os panfletos, seja gentil e sorridente.
3. Se conversar com alguém, concentre-se no assunto sobre o qual está panfletando.
4. Ignore se alguém for mal-educado ou grosso com você.
5. Seja super educado e facilite pras pessoas pegarem os folhetos.
Aquela na foto lá em cima sou eu, faz umas 3 semanas, panfletando no Lower East Side sobre o foie gras e mostrando como esse prato envolve uma crueldade inimaginável com patos e gansos. Isso na calçada oposta a um restaurante que serve essa "delicada iguaria".
Go vegan!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Adeus, Travis
Tudo estava muito bem até a semana passada, quando a "dona" do Travis recebia uma pessoa em casa. Ele atacou a visita e não largou de jeito nenhum, nem quando foi espancado com uma pá e esfaqueado pela própria "dona", que ligou pro 9-1-1 desesperada pedindo ajuda. Aí a polícia chegou e deu vários tiros no Travis, finalmente matando-o. E a vítima humana ainda está no hospital, gravemente ferida.
NADA disso teria acontecido se as pessoas respeitassem algo muito simples que é JAMAIS fazer com que animais selvagens se tornem bichos de estimação. O chimpanzé Travis era tratado como uma criança - uma criança de 100 kilos e com a força de três homens juntos. Podia ter vivido uma velhice calma e tranquila e em vez disso terminou sua vida violentamente assassinado. Como bem disse o pessoal do blog Fish & Chimps, é desumano e perigoso manter um animal selvagem como um "pet", e mais ainda usá-lo com fins de entretenimento.
OS ANIMAIS NÃO EXISTEM PARA A NOSSA DIVERSÃO e nem pra vender refrigerantes. Ajude você também a manter a vida e a dignidade dos chimpanzés, fazendo uma reclamação sempre que vir um deles sendo usado num anúncio de TV, jornal, outdoor, revista...
OS ANIMAIS SELVAGENS NÃO SÃO BICHOS DE ESTIMAÇÃO. Repita isso sempre que souber de alguém que quer ter um em casa.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
José Saramago contra o abuso animal
O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, é de autoria de José Saramago (aquele mesmo) e aparece em seu blog, hoje. Tive que reproduzir aqui - não dá pra deixar passar.
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Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.
Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?
P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado - que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.
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Go Saramago!
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Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.
Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?
P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado - que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.
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Go Saramago!
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Circos e Zoológicos,
Protestos
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Sobre cretinos covardes
Kid Rock, uma das criaturas mais ridículas deste país, e sem o mínimo talento, mandou publicamente mais uma de suas pérolas dia desses. Ele disse a um jornal britânico que quer mesmo um boa briga com o Peta (aquela associação de proteção aos animais). E acrescentou: "My biggest extravagance is fur coats - I’ve got every kind of animal in my wardrobe.’ [...] I’m just willing the animal rights protesters to chuck some red paint on me.”Versão minha do que o imbecil disse: "Minha maior extravagância são casacos de pele - eu tenho todos os tipos de pele animal no meu guarda-roupa. Só estou querendo que os defensores de direitos animais me joguem tinta vermelha."
Esse infeliz colabora com uma indústria que traz um enorme sofrimento aos pobres bichos. É sabido mundialmente que os casacos de pele, de couro e aqueles com capuz de pele são obtidos de forma horripilante. É um absurdo que esse tipo de comércio ainda seja legal.
Mas já que eu não posso fazer muito mais do que isso, espero sinceramente que a lei do karma volte com tudo pra cima desse cara um dia desses. Fico aqui no aguardo.
Se você quiser se informar um pouco mais sobre as indústrias da pele e do couro (o que é ótimo pois você vai poder espalhar a mensagem por aí) e comprovar como essa figura ridícula da foto acima está colaborando com uma crueldade sem limites contra animais inocentes, dê um pulo no site do PEA, uma organização brasileira sensacional.
Inspired by Elaine Vigneault.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Sexta Feira Mundial Sem Pele, dia 28
28 de Novembro - Sexta Feira Mundial Sem Pele
A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (Fur Free Friday, em inglês) aqui nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, perto do Natal.
A Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Nesse dia, mais de quarenta manifestações contra o uso de pele animal acontecerão ao redor do mundo.
Em São Paulo o protesto será realizado pelo Grupo Holocausto Animal:
Data: 28/11 - Sexta-Feira
Local: Av. Paulista, 900 (em frente ao Ed. Gazeta)
Horário: à partir das 10h.
Como chegar: descer no metrô Brigadeiro ou metrô Trianon.
Informações via Fabio Paiva do Holocausto Animal e Anti-fur Coalition
Aqui em Nova York, o protesto começa a partir da 1 da tarde em frente à loja Lord & Taylor, na Quinta Avenida com a rua 38. A marcha segue rua abaixo até a Macy's da 1:45 às 3 da tarde. O endereço da Macy's é o número 151 da rua 34 (entre a Sétima Avenida e a Broadway).
*Fotos via Peta
Posts relacionados:
Lobos em pele de raposa
Quando moda vira sinônimo de burrice
Protesto real
A matança recomeça
Sobre pele e mau gosto
Contra o uso de pele e couro
Por amor, não compre couro nem pele!
A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (Fur Free Friday, em inglês) aqui nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, perto do Natal.
A Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Nesse dia, mais de quarenta manifestações contra o uso de pele animal acontecerão ao redor do mundo.Em São Paulo o protesto será realizado pelo Grupo Holocausto Animal:
Data: 28/11 - Sexta-Feira
Local: Av. Paulista, 900 (em frente ao Ed. Gazeta)
Horário: à partir das 10h.
Como chegar: descer no metrô Brigadeiro ou metrô Trianon.
Informações via Fabio Paiva do Holocausto Animal e Anti-fur Coalition
Aqui em Nova York, o protesto começa a partir da 1 da tarde em frente à loja Lord & Taylor, na Quinta Avenida com a rua 38. A marcha segue rua abaixo até a Macy's da 1:45 às 3 da tarde. O endereço da Macy's é o número 151 da rua 34 (entre a Sétima Avenida e a Broadway).
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Cheios de boas intenções
O texto abaixo, copiado inteirinho do blog O errante navegante, é do Rafael Jacobsen.
O que há de comum entre a modelo Isabeli Fontana, o ornitólogo Alexandre Aleixo e um macaco bonzinho? Para responder essa pergunta aparentemente sem nexo, é melhor conhecermos um pouco mais de cada um deles.
Isabeli Fontana é uma famosa modelo brasileira que, no dia 24 de outubro de 2008, teve a felicidade de comemorar os dois aninhos de seu caçula, o Lucas. Isabeli montou um pequeno zoológico na festa. “Fiz questão de colocar os bichinhos para as crianças terem esse contato com a natureza, que eu acho muito importante”, explicou. A decisão da fez sucesso entre os pequenos convidados do aniversário. O aniversariante adorou a surpresa e mostrou afinidade com os coelhos e seus filhotinhos. “Levar para casa, nem pensar”, alertou a top. As fotos veiculadas pela imprensa mostram um pouco de como foi lúdico e bucólico esse pretenso “contato com a natureza”: patos, coelhos , galinhas e outros bichos se espremiam em gaiolas minúsculas, muito provavelmente em um ambiente cheio de gritos de crianças entremeados às mais novas pérolas da música infantil. A imprensa não entrou em detalhes a respeito do cardápio, mas não é difícil adivinhar que cachorrinhos-quentes, coxinhas e doces atolados e ovos e laticínios marcaram presença.
Já Alexandre Aleixo é um ícone da ornitologia e da preservação ambiental no Brasil. Além disso, é exímio caçador de passarinhos. Em suas pesquisas na floresta, sempre leva uma espingarda calibre 16. Derruba das árvores tucanos, mutuns e arapaçus. À bala. Os animais abatidos são empalhados e levados para a coleção de ornitologia de um museu no Pará. Apesar de admitir que, no começo, não foi fácil matar os animais para estudá-los, hoje se sente tranqüilo com o ato, pois, como aprendeu com seus sábios professores, não há alternativa senão “coletá-los”. Outro aspecto que lhe serve para apascentar a alma e dormir em paz de noite com seu travesseirinho é, em suas próprias palavras, o fato de não se considerar “um indivíduo de uma espécie especial e glorificada da natureza, como muitos entendem a humanidade”. Essa lição de humildade o fez ver que o hábito humano de sacrificar animais não é isolado na natureza, pois os predadores fazem isso como atividade essencial para sua sobrevivência. De acordo com a lógica nada lógica de Aleixo, se o leão da savana africana está com fome e ataca o gnu, podemos fuzilar pássaros tranqüilamente. Uma coisa leva à outra, é claro.
E o macaquinho? Pois bem: num canto do Brasil, vivia um macaco que era conhecido por sua extrema bondade e por gostar de ajudar os outros animais. Um dia, o macaco aproximou-se de um rio e ficou observando suas águas claras. Viu um pequeno peixe que passeava em busca de alimento, sem se preocupar com a sua presença. O macaco ficou então muito preocupado, achando que o peixe estava com frio e poderia morrer afogado naquele imenso rio. Resolveu ajudar o pobre peixinho. Arriscando-se em cima de um tronco que flutuava, conseguiu agarrar o peixe em seu passeio. Sentiu então que ele estava gelado e pensou no frio que ele, pobrezinho, tinha passado, sem que ninguém o ajudasse. Decidiu então levá-lo para casa e esquentá-lo em seus pêlos. Ao acordar na manhã seguinte, viu que o peixinho estava morto. Ficou triste, mas não se preocupou demais, pois sabia que tinha tentado tudo para ajudar o amigo.
E então: o que há de comum entre eles? Basicamente duas coisas. A primeira é que adoram os animais e a natureza. A segunda (e mais perigosa) é que estão cheios de boas intenções.
O que nenhum dos três aparentemente sabe é que para “cuidar” dos animais e da natureza não precisamos gostar deles, nem ao menos ter boas intenções. Basta que respeitemos os animais como seres sensíveis e conscientes que são e a natureza toda como o mecanismo poderoso que é e do qual somos apenas uma ínfima peça. Não precisamos fazer muito. Aliás, não precisamos fazer nada. Precisamos, sim, deixar de fazer muitas coisas. Precisamos parar de encarar animais como produtos, que servem para tudo, desde nos fornecer comida até fazerem as vezes de objetos de decoração em nossas festas, lado a lado com balões e bonecos de plástico. Precisamos parar de encarcerar animais para exibi-los e, ainda, acreditarmos que, com isso, fazemos o bem. Precisamos parar de, pretensiosamente, acreditar que a salvação da natureza está em nossas mãos e que, se julgarmos preciso, devemos fuzilar animais para catalogá-los. Precisamos parar de pensar de maneira antropocêntrica e aceitar as mais simples verdades: animais não gostam de estar em gaiolas, animais não querem ser comidos, animais têm o seu ambiente natural e não se importam nem um pouco com nossos catálogos. Assim procedendo, estaremos aptos para encarar a mais elementar (mas também a mais desconcertante) dessas verdades: a natureza não precisa de nós, humanos, para nada. Pelo contrário, o que de melhor podemos fazer por ela é deixá-la em paz.
Na ânsia de conhecer, de compreender, de admirar a beleza associada à natureza e aos animais, fazemos as piores atrocidades possíveis. Mas sempre cheios de boas intenções.
Esquecemos, porém, que há um “certo lugar” que está repleto de pessoas assim como nós, cheias de boas intenções. O inferno? Sim, mas não um mítico e sulfuroso inferno post mortem: com tantas boas intenções, o inferno é aqui e agora.
O que há de comum entre a modelo Isabeli Fontana, o ornitólogo Alexandre Aleixo e um macaco bonzinho? Para responder essa pergunta aparentemente sem nexo, é melhor conhecermos um pouco mais de cada um deles.
Isabeli Fontana é uma famosa modelo brasileira que, no dia 24 de outubro de 2008, teve a felicidade de comemorar os dois aninhos de seu caçula, o Lucas. Isabeli montou um pequeno zoológico na festa. “Fiz questão de colocar os bichinhos para as crianças terem esse contato com a natureza, que eu acho muito importante”, explicou. A decisão da fez sucesso entre os pequenos convidados do aniversário. O aniversariante adorou a surpresa e mostrou afinidade com os coelhos e seus filhotinhos. “Levar para casa, nem pensar”, alertou a top. As fotos veiculadas pela imprensa mostram um pouco de como foi lúdico e bucólico esse pretenso “contato com a natureza”: patos, coelhos , galinhas e outros bichos se espremiam em gaiolas minúsculas, muito provavelmente em um ambiente cheio de gritos de crianças entremeados às mais novas pérolas da música infantil. A imprensa não entrou em detalhes a respeito do cardápio, mas não é difícil adivinhar que cachorrinhos-quentes, coxinhas e doces atolados e ovos e laticínios marcaram presença.
Já Alexandre Aleixo é um ícone da ornitologia e da preservação ambiental no Brasil. Além disso, é exímio caçador de passarinhos. Em suas pesquisas na floresta, sempre leva uma espingarda calibre 16. Derruba das árvores tucanos, mutuns e arapaçus. À bala. Os animais abatidos são empalhados e levados para a coleção de ornitologia de um museu no Pará. Apesar de admitir que, no começo, não foi fácil matar os animais para estudá-los, hoje se sente tranqüilo com o ato, pois, como aprendeu com seus sábios professores, não há alternativa senão “coletá-los”. Outro aspecto que lhe serve para apascentar a alma e dormir em paz de noite com seu travesseirinho é, em suas próprias palavras, o fato de não se considerar “um indivíduo de uma espécie especial e glorificada da natureza, como muitos entendem a humanidade”. Essa lição de humildade o fez ver que o hábito humano de sacrificar animais não é isolado na natureza, pois os predadores fazem isso como atividade essencial para sua sobrevivência. De acordo com a lógica nada lógica de Aleixo, se o leão da savana africana está com fome e ataca o gnu, podemos fuzilar pássaros tranqüilamente. Uma coisa leva à outra, é claro.
E o macaquinho? Pois bem: num canto do Brasil, vivia um macaco que era conhecido por sua extrema bondade e por gostar de ajudar os outros animais. Um dia, o macaco aproximou-se de um rio e ficou observando suas águas claras. Viu um pequeno peixe que passeava em busca de alimento, sem se preocupar com a sua presença. O macaco ficou então muito preocupado, achando que o peixe estava com frio e poderia morrer afogado naquele imenso rio. Resolveu ajudar o pobre peixinho. Arriscando-se em cima de um tronco que flutuava, conseguiu agarrar o peixe em seu passeio. Sentiu então que ele estava gelado e pensou no frio que ele, pobrezinho, tinha passado, sem que ninguém o ajudasse. Decidiu então levá-lo para casa e esquentá-lo em seus pêlos. Ao acordar na manhã seguinte, viu que o peixinho estava morto. Ficou triste, mas não se preocupou demais, pois sabia que tinha tentado tudo para ajudar o amigo.
E então: o que há de comum entre eles? Basicamente duas coisas. A primeira é que adoram os animais e a natureza. A segunda (e mais perigosa) é que estão cheios de boas intenções.
O que nenhum dos três aparentemente sabe é que para “cuidar” dos animais e da natureza não precisamos gostar deles, nem ao menos ter boas intenções. Basta que respeitemos os animais como seres sensíveis e conscientes que são e a natureza toda como o mecanismo poderoso que é e do qual somos apenas uma ínfima peça. Não precisamos fazer muito. Aliás, não precisamos fazer nada. Precisamos, sim, deixar de fazer muitas coisas. Precisamos parar de encarar animais como produtos, que servem para tudo, desde nos fornecer comida até fazerem as vezes de objetos de decoração em nossas festas, lado a lado com balões e bonecos de plástico. Precisamos parar de encarcerar animais para exibi-los e, ainda, acreditarmos que, com isso, fazemos o bem. Precisamos parar de, pretensiosamente, acreditar que a salvação da natureza está em nossas mãos e que, se julgarmos preciso, devemos fuzilar animais para catalogá-los. Precisamos parar de pensar de maneira antropocêntrica e aceitar as mais simples verdades: animais não gostam de estar em gaiolas, animais não querem ser comidos, animais têm o seu ambiente natural e não se importam nem um pouco com nossos catálogos. Assim procedendo, estaremos aptos para encarar a mais elementar (mas também a mais desconcertante) dessas verdades: a natureza não precisa de nós, humanos, para nada. Pelo contrário, o que de melhor podemos fazer por ela é deixá-la em paz.
Na ânsia de conhecer, de compreender, de admirar a beleza associada à natureza e aos animais, fazemos as piores atrocidades possíveis. Mas sempre cheios de boas intenções.
Esquecemos, porém, que há um “certo lugar” que está repleto de pessoas assim como nós, cheias de boas intenções. O inferno? Sim, mas não um mítico e sulfuroso inferno post mortem: com tantas boas intenções, o inferno é aqui e agora.
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