Porque eu não quero participar de nenhum tipo de exploração animal. Animais sentem dor e medo tanto quanto eu e você. E assim como eu não tolero a exploração de pessoas, seja por sua raça, orientação sexual, religião ou qualquer outro motivo, não posso admitir a exploração animal- seja por comida, roupas, experimentos ou entretenimento.
Porque fazendas de criação de aves, gado e porcos, granjas e abatedouros são campos de concentração. Os bezerros são separados das mães assim que nascem, pra que o leite delas seja vendido para o consumo humano- o leite que deveria ir para seus filhotes. Animais são mantidos em jaulas de metal tão pequenas que eles nem conseguem virar de lado. Galinhas têm seus bicos decepados com lâmina quente; porcos têm seus rabos talhados e assim como vacas e ovelhas, eles são castrados sem nenhum tipo de anestésico. Eles também são superalimentados com uma mistura que inclui hormônios e pesticidas, ganhando tanto peso e tão rápido que ficam aleijados e mal sobrevivem ao inferno do lugar onde são mantidos.
Porque não existe esse papo de "galinhas criadas soltas". Não acredite nos rótulos que dizem isso. Não há um padrão definido por lei para animais criados soltos. A maioria é criada em confinamento. Além disso, nas granjas de produção de ovos, os pintos machos são mortos logo após nascerem. Assisti à um video há pouco tempo, que mostra os galos sendo atirados vivos dentro de sacos plásticos (como se fossem objetos) e passados num moedor industrial.
Porque o couro não é sub-produto da indústria de carne; é um co-produto, um negócio que tem prosperado em criadouros e abatedouros, onde as vacas estão muitas vezes completamente conscientes enquanto sua pele é arrancada ou enquanto são escaldadas em tanques de água quente. Até pêlo de cães e gatos na Ásia é usado sem ser marcado na etiqueta, então nem dá pra saber que tipo de pele contém um casaco de couro comprado. Lã e pele também são obtidos de forma cruel. Quando a produção de lã das ovelhas mais velhas começa a diminuir, elas são degoladas, quase sempre conscientes. Raposas, minks, chinchilas e outros animais abatidos por sua pele são asfixiados ou afogados ou ainda mortos através de choque elétrico anal- métodos usados pra preservar a qualidade da pele e não manchá-la com sangue.
Porque existem variações fisiológicas entre as espécies, e reações humanas à remédios são diferentes das reações dos animais. Milhões de coelhos, porquinhos-da-India, ratos e outros mamíferos são forçados a ingerir cosméticos e materiais de limpeza, que os fazem convulsionar, vomitar, e sangrar pelos olhos, nariz e boca. Mantidos em jaulas ou gaiolas, eles desenvolvem comportamento neurótico e se auto-mutilam. Geralmente, o único contato que eles têm com humanos é quando são pegos à força e submetidos à procedimentos dolorosos.
Porque os circos forçam animais que antes viviam dignamente, livres e selvagens, a viverem acorrentados, presos em trailers, viajando centenas de quilômetros e sendo obrigados a se apresentar sob ameaça e punição constantes. Chimpanzés, elefantes, ursos e outros animais são rotineiramente chicoteados, surrados e levam choques pra serem treinados- muitas vezes enlouquecendo e tornando-se destrutivos.
E tem muito mais. Mas por hoje, vou parar por aqui.
Leia: Peta (em inglês)
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Metendo a mão na massa
Se você já é vegano há de concordar comigo. Se não, acostume-se com o fato de que é muito mais fácil preparar e cozinhar seus próprios alimentos (com todos os ingredientes específicos de sua preferência) do que encontrar comidinha vegana pronta por aí. Pelo menos no Brasil. Se você não tem muito tempo pra isso, prepare os pratos no final de semana e congele. Lembre-se também que a maior parte da culinária vegana é natural, então tudo já vem ou pronto (frutas, castanhas, sementes, saladas) ou então o tempo de preparo é muito rápido. E quando você começa a preparar e apreciar as comidinhas, lanches e beliscos frescos e orgânicos, dá um orgulho... Dá a exata sensação de que você (e só você) decide exatamente - ingrediente por ingrediente - o que vai no seu prato. Sem opressão, sem tortura, sem dor, sem mortes. E com a máxima qualidade possível. Não há nada mais saudável. A sensação é maravilhosa, garanto!
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Dicas dentro e fora da cozinha
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Quem é radical?
Muita gente chama o veganismo de radical, mas se você der uma olhada no que acontece dentro dos matadouros e granjas e nos bastidores da indústria de couro e pele, verá que é exatamente o oposto. Aquilo é radical. Aquilo é cruel e inaceitável.
Ser vegano não é apenas alimentar-se de verduras, legumes, frutas e grãos. O veganismo tenta promover meios livres de produtos animais, em benefício das pessoas, dos animais e do planeta.
Se você pudesse fazer alguma coisa pra evitar o sofrimento dos animais e a destruição gradual do nosso planeta, você não faria? Pois através do veganismo a gente pode fazer a nossa parte. E se cada um fizer a sua parte...
De onde veio o alimento que você comprou ou preparou? E as roupas que você está usando? Os sapatos? Acessórios? E o que essas perguntas têm a ver com a sustentabilidade do planeta? Você já pensou nessas coisas? Se não, está mais do que na hora. Seja bem-vindo!
*Se quiser mandar sugestões, receitas ou dúvidas: brazilnutblog@live.com
Ser vegano não é apenas alimentar-se de verduras, legumes, frutas e grãos. O veganismo tenta promover meios livres de produtos animais, em benefício das pessoas, dos animais e do planeta.
Se você pudesse fazer alguma coisa pra evitar o sofrimento dos animais e a destruição gradual do nosso planeta, você não faria? Pois através do veganismo a gente pode fazer a nossa parte. E se cada um fizer a sua parte...
De onde veio o alimento que você comprou ou preparou? E as roupas que você está usando? Os sapatos? Acessórios? E o que essas perguntas têm a ver com a sustentabilidade do planeta? Você já pensou nessas coisas? Se não, está mais do que na hora. Seja bem-vindo!
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