quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sopa creme de couve-flor

Mais uma receitinha de inverno, já que o frio daqui não parece que vai nos largar tão cedo.

Sopa creme de couve-flor:

1 couve-flor
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 colher e 1/2 (sopa) de azeite de oliva
4 xícaras de caldo de vegetais
1 batata, descascada e cortada em cubos
1 colher (chá) de noz-moscada fresca, ralada
sal e pimenta a gosto
Um tiquinho de páprica defumada

Corte a couve-flor em pequenos floretes e separe. Frite a cebola e o alho numa panela grande, em azeite de oliva. Quando estiverem dourados, adicione a couve-flor, a batata, o caldo de vegetais, sal e pimenta. Deixe ferver e reduza o fogo. Cozinhe em fogo bem baixinho até estar tudo macio (mais ou menos 20 minutos).

Usando um liquidificador comum ou mixer, bata tudo até virar um purê. Sirva em pequenas tigelas e salpique a páprica defumada e a noz-moscada por cima.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Na despensa

Tanto pra quem já é, quanto pra quem quer começar uma dieta vegana, é bom ter em casa algumas coisinhas básicas. Aqui vai uma lista com alguns dos itens indispensáveis que eu encontrei no site VegCooking (e editei, me baseando na cozinha brasileira):

• Frutas e verduras frescas: Não tenha medo de experimentar.

• Leite de soja, de arroz ou de amêndoas: São ótimos no cafezinho, vitaminas, e também em molhos e temperos.

• Leite de côco e creme de côco: Seu alto teor de gordura é ótimo para sorbets, sorvetes e bolos.

• Molho de soja e tamari: São ótimos como ingrediente básico de molhos.

• Caldo de legumes/vegetais: Existe uma variedade grande de caldos de legumes e vegetais (em substituição ao caldo de galinha ou de carne). Dá pra fazer bastante e guardar no freezer.

• Margarina não hidrogenada: Aqui nos EUA, Earth Balance e Soy Garden são ótimas marcas.

• Óleos e azeites de qualidade: Azeite de oliva extra virgem, óleo de cártamo (safflower), óleo de canola, e de côco.

• Cream cheese vegano: Aqui a marca Tofutti é famosa, mas dá pra fazer em casa tranquilo.

• Maple syrup: Alternativa ao açúcar e ao mel, mas eu prefiro o Agave nectar. No Brasil é mais comum usarmos açúcar mascavo ou demerara, ou ainda melaço.

Levedura nutricional (chamada aqui nos EUA de nutritional yeast): Tem um sabor forte, consistência cremosa e é ótima em substituição a molhos e pratos que levariam queijo. Também usa-se muito em sopas e massas. É fácil de achar aqui nos EUA. Se alguém souber onde vende no Brasil, por favor, avise. (Pesquisando na internet não tenho encontrado nenhuma loja ou site que venda).

• Agar-agar: Perfeito pra preparar gelatinas, pudins e geléias.

• Araruta e/ou amido de milho ou de batata: Ótimo pra engrossar sopas, caldos e molhos.

• Molho de tomate: Sempre útil pra preparar uma refeição de emergência.

• Essenciais: Feijão, arroz integral, legumes congelados e alho.

• Maionese de soja: Use em substituição à maionese tradicional, em saladas de batatas, sanduiches e molhos. Nossa marca favorita é Vegenaise.

• Frutas secas pra quando bate a fome fora de hora: ameixas, uvas-passas, abacaxi, maçã...

• Castanhas, idem: amendoins, amêndoas, nozes, avelãs...

• Um liquidificador

• Um processador

• Uma faca de cozinha

• Bons livros de receita veganos: aqui tem uma seleção.


Tradução/versão e adições minhas - baseados no site VegCooking.

Este site (em inglês), também é uma ótima fonte de informação sobre receitas e nutrição vegana.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

E dá-lhe selinhos!

O brazil nut acaba de ganhar mais dois prêmios, olha só que chique! A Dani ofereceu o selinho do Prêmio Dardos, que visa "reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras".

E ela ainda ofereceu também o Selo "Gentileza gera Gentileza". Fico muito agradecida e feliz de saber que esse blog contribui com valores éticos e com a gentileza. Isso nunca é demais no mundo!

Obrigadíssima, querida Dani! E saiba que o seu blog é um grande transmissor de informação, ética e gentileza, e também de muita inspiração. Adorei o nosso jantar vegano aqui em Nova York no ano passado e espero que dê pra gente se encontrar de novo esse ano!

Bom domingão!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Bolinhos de arroz

Veganizei a receita da minha mãe! Eu tinha dito que queria muito, pois morro de saudade dos bolinhos de arroz dela, só que eles levam ovo e queijo ralado. Eu finalmente consegui exatamente o mesmo efeito sem precisar usar os ingredientes animais! Olha só:

- 3 colheres de farinha de trigo integral
- sal a gosto
- 2 colheres de amido de batata dissolvido em 3 colheres (sopa) de água (substituindo 1 ovo)
- 2 colheres de levedura nutricional (substituindo o queijo ralado)
- 1 colher (sopa) de azeite de oliva (ajuda a dar mais liga)
- salsinha seca
- pimenta-do-reino a gosto
- 1/2 xícara de água
- 1 colher (chá) de sementes de erva-doce
- Pitada de estragão em pó
- 2 xícaras de arroz branco ou integral cozido (aquele que sobrou do dia anterior e foi pra geladeira, sabe?)

Com exceção do arroz, misture todos os ingredientes acima muito bem e então adicione o arroz no final. Misture bem novamente. Frite em óleo quente a colheradas. Eu usei óleo de canola numa panela de ferro. Minha mãe enrola cada bolinho na mão e passa na farinha de rosca (ou de pão) antes de fritar. Também fica delicioso.

Esta receita rendeu uns 20 bolinhos. Ahh... me esbaldei!

Bom final de semana!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sorvete vegano em NY

O ator Rob Sedgwick, irmão da Kyra, acaba de abrir uma sorveteria vegana aqui em Nova York: Lula's Sweet Apothecary. Ele nem vegetariano é, está apenas se aproveitando desse mercado que cresce demais a cada dia que passa. Mas, quem ganha somos nós (e os bichos!), he. Nota 10 pra ele, então.

Via Ecorazzi

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Desafio vegano

E a doce Borboleta da Cozinha das Cores me indicou pra esse desafio. As regras seguem abaixo:

1. - linkar a pessoa que me indicou
2. - escrever as regras no meu blog
3. - contar 6 coisas aleatórias sobre mim
4. - indicar mais seis pessoas e colocar os links delas no fim do post
5. - transmitir o desafio aos escolhidos deixando um comentário no blog deles

Como este é um blog vegano, vou falar sobre 6 coisas relacionadas ao veganismo.
  • Eu quase não como doces ou sobremesas (acho que é porque quando eu era pequena, era viciada em balas e chicletes). Na rua ou em festas, não como doces que tenham sido preparados com açúcar branco (o processo de refinamento usa ingredientes animais). Hoje em dia, quando bate uma vontade de comer doce, ou eu compro um chocolate vegano meio-amargo que vende numa lojinha orgânica aqui perto, ou peço pro marido preparar um bolo de chocolate - que aqui em casa, dura na geladeira mais de uma semana.

  • O veganismo me deixou mais consciente e hoje eu penso muito mais no planeta e em como posso contribuir para a sua sustentabilidade. Por causa do veganismo, nós aqui em casa ficamos mais cuidadosos e tentamos reciclar ao máximo, produzir o mínimo lixo possível, desperdiçar ao mínimo... Viramos fãs das mercearias e feiras livres cujos alimentos são sempre frescos e produzidos pelos agricultores locais, e dos brechós.

  • Estou lendo um livro sensacional chamado "Vegan, The New Ethics of Eating", que conta em detalhes sobre o impacto negativo que a dieta onívora provoca na saúde das pessoas e no nosso planeta. E mostra a filosofia vegana pelo prisma ético - já que o veganismo é a ética na prática.

  • Está nevando lá fora enquanto eu escrevo estas linhas. Adoro a neve e o inverno é a minha estação favorita. Mas sempre que esfria e neva, eu fico pensando nos animais abandonados e no quanto eles devem estar sofrendo. Já que não temos espaço suficiente aqui em casa pra adotar mais bichinhos, nós fazemos a nossa parte contribuindo mensalmente com a ASPCA, uma organização que trabalha essencialmente resgatando animais abandonados. A quantia que podemos doar é pequena (e contribuímos com outras organizações também), mas se cada um fizer a sua parte...

  • Todos os meus casacos de inverno têm um broche do PETA contra o uso de peles. Não sei como é por aí onde você mora, mas aqui em Nova York, nessa época do ano - e inacreditavelmente nos dias de hoje - ainda vejo MUITA gente usando pele. Não entendo tamanha falta de gosto e de sensibilidade, e por isso não deixo de fazer meu protesto silencioso através dos broches.

  • Tenho três tatuagens relacionadas com o veganismo (5 ao todo). E ainda pretendo ter muitas mais! :) Uma eu já mostrei aqui. As outras duas são uma borboleta no alto das costas e uma joaninha na altura do ombro esquerdo.
Vou indicar quem quiser participar. Se você quiser responder a esse desafio, fique à vontade. Você pode usar a caixa de comentários ali embaixo ou o seu blog (se vc tem um, claro). E por favor me avise pra eu ir ler. Adoraria saber mais sobre você!

Lá vem mais um selinho!

A Carla, doce como sempre, enfeita este singelo blog com mais um selinho de presente. Obrigada, Carla, querida! E blog maneiro é o seu!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Batata doce, feijão fradinho e couve à mineira

A batata doce foi feita no forno - cortada ao meio e assada a uma temperatura de 230 graus Celsius. O feijão fradinho foi escolhido, lavado, e cozido em água com um pouquinho de missô (aquela pasta de soja altamente nutritiva). Antes de juntar a água e o missô, frite cebola e alho numa panela funda em azeite de oliva. Só quando estiver dourado e cheiroso você adiciona o feijão, a água e o missô e deixa cozinhar bem devagarinho até ficar macio. A couve-manteiga, foi preparada à mineira. Servimos com pimenta fresca moída salpicada por cima de tudo. Mmmm... Perfeito para o friozinho daqui!

Bom apetite!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

E as plantas?

Estava filosofando com uma amiga outro dia, durante um almoço vegetariano delicioso no restaurante Zen Palate (Na 9th Ave com a rua 46th) e ela comentou que já que as plantas também são seres vivos e que morrem assim que são ceifadas de sua raiz, porque não nos sentimos culpados ou mesmo paramos de comer as plantas?

Respondi comparando o sistema nervoso dos animais com o dos humanos, inclusive e principalmente quando se trata da dor física. Mas queria explicar melhor o que eu acho sobre isso, e acabei esses dias "tropeçando" nesse artigo bacana do Professor Francione. Então, deixo-o explicar por mim...

UMA PERGUNTA FREQÜENTE: E AS PLANTAS?

© 2006 Gary L. Francione
gfrancione@kinoy.rutgers.edu

© Tradução: Regina Rheda
regina.rheda@yahoo.com.br

© Ediciones Ánima - Publicado em http://www.anima.org.ar/

Texto do Blog de Gary L. Francione
13 de dezembro de 2006

Uma das perguntas feitas com mais freqüência a um vegano é: “e as plantas?”.

Na realidade, eu não conheço nenhum vegano que não tenha ouvido essa pergunta ao menos uma vez, e a maioria de nós já a ouviu muitas vezes.

Claro que ninguém que faz tal pergunta realmente acha que não podemos distinguir entre, digamos, uma galinha e um maço de alface. Isto é, se no próximo jantar você cortar um maço de alface na frente dos seus convidados, eles terão uma reação diferente daquela que teriam se você fosse cortar uma galinha viva. Se, ao caminhar pelo seu jardim, eu pisar em uma flor de propósito, você poderá, com toda razão, ficar irritado comigo, mas, se eu chutasse de propósito seu cachorro, você ficaria irritado comigo de um modo diferente. Ninguém considera esses dois atos equivalentes. Todo mundo reconhece que há uma importante diferença entre a planta e o cachorro, diferença essa que torna o ato de chutar o cachorro mais grave, no plano moral, do que o ato de pisar em uma flor.

A diferença entre o animal e a planta envolve a senciência. Isto é, os animais não-humanos—ou pelo menos aqueles que costumamos explorar—sem dúvida são conscientes de suas percepções sensoriais. Os animais sencientes têm mentes; eles têm preferências, desejos ou vontades. Isso não quer dizer que as mentes dos animais sejam como as mentes dos humanos. Por exemplo, pode ser que as mentes dos humanos, que usam uma linguagem simbólica para se orientar pelo seu mundo, sejam bem diferentes das mentes dos morcegos, que usam a ecolocalização para se orientar no mundo deles. É difícil saber ao certo. Mas isso é irrelevante; o que importa é que tanto o humano quanto o morcego são sencientes. Ambos são aqueles tipos de seres que têm interesses; ambos têm preferências, desejos ou vontades. O humano e o morcego podem pensar diferentemente sobre tais interesses, mas não pode haver a menor dúvida de que ambos têm interesses, inclusive o interesse em evitar a dor e o sofrimento, e o interesse em continuar a viver.

As plantas são diferentes, no plano qualitativo, dos animais humanos e dos animais não-humanos sencientes, pois as plantas com certeza são seres vivos, mas não são sencientes. As plantas não têm interesses. Não há nada que a planta deseje, ou queira, ou prefira, porque não há nenhuma mente, ali, para se incumbir de tais atividades cognitivas. Quando dizemos que uma planta “precisa” de água ou “quer” água, não estamos afirmando nada sobre o estado mental da planta, assim como não estamos afirmando nada sobre o estado mental do motor de um carro quando dizemos que ele “precisa” de óleo ou “quer” óleo. Pode ser do meu interesse pôr óleo no meu carro. Mas não é do interesse do meu carro: meu carro não tem interesses.

Uma planta pode reagir à luz do sol e a outros estímulos, mas isso não significa que a planta seja senciente. Se eu fizer uma corrente elétrica passar por um fio ligado a uma campainha, a campainha toca. Mas isso não significa que a campainha seja senciente. As plantas não têm sistema nervoso, receptores benzodiazepínicos, nem qualquer outra característica que associamos à senciência. E tudo isso faz sentido em termos científicos. Por que as plantas desenvolveriam a capacidade de ser sencientes, se elas não podem fazer nada para reagir a um ato que as danifica? Se você encostar uma chama em uma planta, a planta não pode fugir; ela continua exatamente onde está e queima. Mas se você encostasse uma chama em um cachorro, o cachorro faria exatamente o que você faria—gritaria de dor e tentaria fugir da chama. A senciência é uma característica que evoluiu em certos seres para capacitá-los a sobreviver escapando de um estímulo nocivo. A senciência não seria de nenhuma utilidade para uma planta; as plantas não podem “escapar”.

Eu não estou querendo dizer que não podemos ter obrigações morais concernentes às plantas, mas sim que não podemos ter obrigações morais para com as plantas. Isto é, podemos ter a obrigação moral de não cortar uma árvore, mas essa não é uma obrigação moral que temos para com a árvore. A árvore não é o tipo de entidade para com o qual podemos ter obrigações morais. Podemos ter uma obrigação moral, isso sim, para com todas as criaturas sencientes que vivem na árvore ou dependem dela para sua sobrevivência. Podemos ter a obrigação moral para com os outros animais humanos e não-humanos que habitam o planeta de não derrubar árvores de modo irresponsável. Mas não podemos ter quaisquer obrigações morais para com a árvore; podemos ter obrigações morais apenas para com os seres sencientes, e a árvore não é senciente nem tem interesses. Não há nada que a árvore prefira, queira ou deseje. A árvore não é o tipo de entidade que se importa com o que fazemos a ela. O esquilo e os pássaros que vivem na árvore certamente têm interesse em que não cortemos a árvore, mas a árvore não. Pode ser errado, no plano moral, cortar uma árvore irresponsavelmente, mas esse é um ato qualitativamente diferente do ato de atirar em um veado, por exemplo.

Falar sobre os “direitos” das árvores, como algumas pessoas fazem, é um convite a equiparar árvores a animais não-humanos, e isso só pode funcionar em detrimento dos animais. De fato, é comum ouvirmos os ambientalistas falarem sobre nossa responsabilidade no gerenciamento dos nossos recursos naturais e incluírem os animais não-humanos entre os “recursos” a serem gerenciados. Isso é um problema para aqueles de nós que não vêem os animais não-humanos como “recursos” para nosso uso. As árvores e as outras plantas são recursos que podemos usar. Temos a obrigação de usar tais recursos com sabedoria, mas essa é uma obrigação que temos apenas para com outras pessoas, sejam elas humanas ou não-humanas.

Finalmente, uma variante da pergunta sobre as plantas é esta: “e o insetos—eles são sencientes?”.

Eu não tenho conhecimento de ninguém que de fato saiba a resposta a essa questão. Eu certamente concedo aos insetos o benefício da dúvida. Não mato insetos na minha casa e tento nunca pisar neles quando estou andando. No caso desses animais, talvez seja difícil traçar o limite, mas isso não quer dizer que um limite não possa ser traçado—e com clareza—na maioria das vezes. A cada ano, só nos EUA, matamos e comemos pelo menos dez bilhões de animais terrestres. Esse número não inclui os animais marinhos que também matamos e comemos. Talvez haja uma dúvida sobre os moluscos serem sencientes ou não, mas não há a menor dúvida de que todas as vacas, galinhas, porcos, perus, peixes, etc. são sencientes. Os animais não-humanos dos quais tiramos o leite e os ovos são, indubitavelmente, sencientes.

O fato de não sabermos, ao certo, se os insetos são sencientes não significa que temos alguma dúvida quanto à senciência destes outros animais não-humanos; não temos. E é claro que é um absurdo dizer que, já que não sabemos, ao certo, se os insetos são sencientes, então não podemos avaliar a moralidade de comer a carne dos não-humanos que, temos certeza, são sencientes, ou de usar os produtos provenientes desses não-humanos, ou de trazer esses não-humanos domesticados à existência para o propósito de usá-los como nossos “recursos”.

Via Sentiens

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Macarrão de arroz

Cozinha típica oriental

Macarrão de arroz é a coisa mais fácil de preparar. Coloque-os numa tigela. Ponha água pra ferver e então despeje a água fervente em cima deles. Deixe-os absorver a água por uns 10 minutos e drene-os. Pronto!, agora é so acrescentar um pouquinho de sal e pimenta ou molho de soja, ou apenas vinagre de arroz (e mexer bem), e estão prontos pra servir. No caso da foto acima, também salteamos cubos de tofu com abobrinha e servimos com uma salada de alface, repolho roxo cru e feijão branco.

Happy Friday!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Brazil nut por aí

Este bloguinho já está batendo suas asas e aparecendo por aí. Agora, as receitas deliciosas que preparamos aqui em casa também podem ser vistas num portal brasileiro de Yoga, o Yoga Vital. Fico aqui cheia de orgulho e feliz de saber que o veganismo se espalha pelo meu querido Brasil. Esse é o objetivo deste blog desde o primeiro post - espalhar essa filosofia maravilhosa e mostrar pras pessoas que é possivel viver na prática o que a gente acredita.

Obrigada ao pessoal do Yoga Vital, e sucesso pra vocês!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Torta de lentilha vermelha e alho-poró

Meu amigo Márcio Tadeu me deu um livro sensacional chamado "O Livro Completo da Cozinha Vegetariana", quando veio nos visitar no final do ano passado. Ficou um pouquinho chateado quando descobriu que o livro não era completamente vegano, mas eu o acalmei dizendo que posso, hoje em dia, veganizar virtualmente qualquer receita e que, além do mais, esse livro tem algo que eu adoro e que nem todo livro de receitas tem: fotos de tudo - dos pratos prontos e do passo-a-passo. Eu só consigo improvisar se puder ver como a receita normalmente fica quando pronta. :)

A minha torta é baseada na receita da página 162: Tarte Saborosa. Mas eu mudei bastante os ingredientes. Acrescentei o alho-poró, o molho apimentado e um bando de ervas que eu tinha em casa e adoro. Ficou um escândalo! Vamos lá...

Torta de lentilha vermelha e alho-poró

Ingredientes:
  • 200g de lentilhas vermelhas, enxagüadas (não, eu nunca vou desistir do trema)
  • 300 ml de caldo de legumes
  • 1 colher (sopa) de margarina vegana
  • 1 talo de alho-poró picado
  • 1 pimentão vermelho, sem sementes, picado
  • 1 tomate, sem sementes, picado
  • 2 colheres (sopa) de levedura nutricional
  • 2 colheres (sopa) de salsinha (fresca ou seca) picada
  • 1 colher (chá) de molho de alho/chili (molho picante fácil de achar em loja oriental, mas você pode usar pimenta-do-reino ou o que quiser, na verdade)
  • 1 colher (sopa) de coentro seco
  • 1 colher (chá) de erva-doce
  • Sal a gosto
Modus Operandi:

Eu já tinha no congelador aquela massa integral pra torta ou quiche, pronta. Para o recheio: puz as lentilhas numa panela pequena com o caldo, uma pitada de sal e deixei ferver. Baixei o fogo e deixei cozinhar por 10 minutos, até o líquido ser absorvido e a lentilha estar tenra, quase um purê. Separei.

Enquanto o forno aquece a 200 graus Celsius (ou 430F), faça o seguinte: numa frigideira (foto acima), derreta a margarina, junte o alho-poró, o pimentão e o tomate e deixe cozinhar mexendo o tempo todo, até ficar tudo macio. Aí, adicione o purê de lentilhas, a levedura nutricional, a salsinha, o molho de alho com chili (fortíssimo!), o coentro, a erva-doce e mais um pouquinho de sal. Misture tudo muito bem na frigideira, até a mistura ficar, sei lá, perfeita. :)

Ponha com cuidado essa mistura sobre a massa de torta, como na foto acima, e leve ao forno por 30 minutos ou até o recheio estar firme. Voilá!

Marcito, obrigada querido! Mission accomplished!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Chegou o dia!

É uma viagem imaginar que esse garotinho fofo não tinha a mínima idéia do que o aguardava no futuro. Nem sua mãe imaginava isso. Os Estados Unidos se orgulham e se unem hoje em comemoração à posse do presidente mais esperado do século!

Que Deus o abençoe e ilumine (e o proteja) pra que ele cumpra com seriedade e competência as promessas que fez em campanha. Eu boto fé nele. E tô feliz da vida!

Good luck, President Obama!

domingo, 18 de janeiro de 2009

The V Spot Cafe

Restaurante 100% vegano no Brooklyn. Sensacional. Fui uma vez no final do ano passado e já voltei 3 vezes. O cardápio é variado e TUDO é garantidamente vegano. A gente não precisa se preocupar nem perguntar como é preparado isso, o que leva naquilo, etc.

O lugar é simples, mas acolhedor. A música é fantástica. Super eclética, vai de Bebel Gilberto a Roberto Carlos. Sim, toca-se muita música brasileira ali. Um dos donos é Colombiano e faz questão de ter uma cozinha, ambiente e música tipicamente sul-americanos. Levei meus pais uma vez, e um casal de amigos noutra, só pra que eles pudessem experimentar variações veganas que imitam o sabor e a aparência da carne. Acho divertido fazer isso com onívoros, especialmente.


Quando for, experimente o aperitivo "chiken wings". Eu sei, é muito estranho pedir "frango" num restaurante vegano. Aliás, é estranho pra mim pedir frango em qualquer lugar. Eu não fazia isso há uns 17 anos. :) Esse "Buffalo Chicken" do V spot vem com um molho super picante e tem gosto de coxinha de galinha. Juro. Você tinha que ver a cara de surpresa do pessoal que eu levei comigo, hehe.

Experimente também o "frango à parmigiana" (da foto acima). Eu sei, eu sei. Não é frango, e o queijo da "parmigiana" é de soja. E eu prometo que você vai AMAR. Ele vem servido com massa e um molho de tomate espetacular. E dessa vez, quem fez cara de chocada fui eu, que nunca imaginei comer nada parecido com o sabor do frango (e que não fosse frango) na minha vida. Foi engraçado e estranho. Senti um pouquinho de culpa. Mas aí me lembrei que a filosofia desse restaurante é a mesma que a minha. NADA de ingredientes animais. NADA de tortura nem sangue. NADA de choro nem gritos. Tudo do Bem. E TUDO delícia!

O endereço do V spot Cafe é 156 5th Ave (entre as ruas Douglass e Degraw), no Brooklyn. Telefone: (718) 622-2275.

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