sexta-feira, 13 de março de 2009

Contra o uso do couro

As pessoas estão tão acostumadas a comprar couro, que esse nome já parece que virou algo simples e básico, como vidro ou borracha. Então, vamos acabar com a hipocrisia e falar abertamente sobre isso: o couro não é uma coisa criada do nada; não nasce em árvore; não é plantado. Couro é COURO ANIMAL. É PELE. Significa que alguém foi morto para a extração desse produto. Ele vem da morte. Pegue o seu cinto, bolsa ou sapato de couro, traga pra perto do seu rosto e cheire. É o cheiro de morte. De vida arrancada a sangue e sofrimento.

Existem mil razões pra não se comprar ou usar couro. Aqui estão apenas algumas delas:

O couro não é um subproduto da indústria da carne. Ele é um co-produto dessa indústria. O couro gera lucro para as fazendas-matadouros, enchendo os bolsos dos exploradores de animais cheios de cobiça. Aqueles mesmos que trancam os animais e extraem seu leite e carne.

O couro comprado nos Estados Unidos geralmente vem da India e da China, onde as condições dos animais são particularmente cruéis.

Os produtos químicos utilizados no processo de tratamento e coloração (formaldeída, crômio, arsênico, e ácido cianídrico) causam sérios riscos ao meio ambiente, e claro, à saúde humana.

Se você é vegetariano ou vegano e usa couro, vão chamar você de hipócrita sempre que você explicar a sua filosofia de amor aos animais.

O couro pode vir de vacas, porcos, bodes, ovelhas, jacarés, avestruzes, cangurus... até de cães e gatos. O couro geralmente não vem com etiqueta explicando exatamente sua origem, e isso é feito de propósito; pra você não saber de onde ele veio. Ele geralmente vem de bebês: o couro de animais jovens é preferido por ser mais macio e menos "manchado".

Hoje em dia há MUITA alternativa. Se você não quiser, não precisa usar couro. Existem inclusive materiais que não prejudicam tanto o meio-ambiente, como a borracha reciclada. Procure também por microfibra, couro sintético, couro-imitação, vinil, PVC, e o que chamam aqui de "all man-made materials". Como alternativa, você também encontra por aí produtos feitos de algodão, linho, cânhamo, borracha, canvas, chlorenol e outros materiais sintéticos.

Pra mais informações sobre o couro, visite esses sites (em inglês):

Leather Facts
Cows are cool
Alternatives to leather

Via Vegan Soapbox e Veg for Life
Photo via Their voice

terça-feira, 10 de março de 2009

Purê de batata doce, filés de grão de bico e cuscuz marroquino

Sabe aquela comidinha que enche a pança (eu falava assim quando era pequena, hehe) e deixa a gente feliz? Aquela sensação gostosa de saciedade e prazer que a comida deveria sempre dar e sem envolver nenhum sofrimento, nada que não seja verdadeiramente um ALIMENTO? Esse prato é mais um daqueles.

Descasquei e cortei a batata doce em pedaços grandes, como na foto acima, e puz numa panela com água pra cozinhar por alguns minutos. Quando ficaram macios, amassei num prato com uma pitada de sal e um pouquinho de margarina vegana, até virar um purê. Separei. Enquanto isso preparei os filés de grão de bico (da receita do livro Veganomicon).

Primeiro, amassei bem 1 xícara de grãos de bico cozidos com 2 colheres (sopa) de azeite de oliva. Na mesma tigela, adicionei 1/2 xícara de farinha de glúten, 1/2 xícara de farinha de rosca (ou de pão), 1/4 de xícara de caldo de vegetais ou água, 2 colheres (sopa) de molho de soja, 2 dentes de alho picados, 1/2 colher (chá) de tomilho, 1/2 colher (chá) de páprica, 1/4 de colher (chá) de sálvia seca. (Foto acima). Misturei tudo muito bem, primeiro com uma colher e depois com as mãos, até virar uma massa compacta como na foto abaixo.

Dividi a massa em quatro pedaços e, numa superfície lisa, com a ajuda de um rolo de macarrão estiquei bem cada pedaço e moldei até que ficassem com a forma parecida com a de quatro filés (foto abaixo).

Numa frigideira de ferro grande, pré-aquecida, coloquei uma camada fina de azeite e fritei os filés - cada lado por uns 6 ou 7 minutos. Quando virar os filés pra fritar do outro lado, acrescente um pouquinho mais de azeite se for necessário. Estão prontos quando estiverem dourados e firmes. E você pode assá-los no forno se não quiser fritá-los.

Pra aquecer o purê de batata doce, coloquei de volta na panela e acrescentei um pouquinho de leite de soja (sem sabor). Fui misturando tudo até ficar macio e quentinho, pronto pra servir.

Servi os filés de grão de bico e o purê de batata doce (salpicado com cebolinha) com uma salada simples de alface picada, sal e pimenta-do-reino, e um pouquinho de cuscuz marroquino. Ficou show.

Deu água na boca? Então prepare também uma refeição assim, deliciosa e sem ingrediente animal e depois me conte aqui!

domingo, 8 de março de 2009

Os Quatro Novos Grupos Alimentares

Muitos de nós cresceram com os antigos quatro grupos alimentares básicos do USDA (o "ministério da agricultura" americano) , criados em 1956. Com o tempo, aprendemos sobre a importância das fibras, o alto risco do colesterol e das gorduras, e o poder preventivo de muitos nutrientes encontrados exclusivamente em alimentos vegetais. Também descobrimos que o reino das plantas também provê excelentes fontes de nutrientes que antigamente só eram associados à carne e laticínios, como a proteína e o cálcio, por exemplo.

O USDA revisou suas recomendações com a pirâmide alimentar, um plano de agrupamento alimentar que reduziu as porções sugeridas de produtos animais e gorduras vegetais. Após determinar que o consumo regular desses alimentos - mesmo em pequenas quantidades - traz sérios e desnecessários riscos à saúde, o grupo de médicos do PCRM (Physicians Committee for Responsible Medicine) desenvolveu Os Quatro Novos Grupos Alimentares em 1991. Esse plano de colesterol zero e baixo teor de gordura supre todos os requisitos nutricionais de um adulto médio, incluindo uma quantidade substancial de fibras.

Os maiores assassinos dos americanos - doença cardíaca, câncer e derrame - têm uma incidência drásticamente menor entre as pessoas que consomem dietas à base de vegetais. A obesidade - que contribui para uma série de problemas de saúde - também pode ser controlada se as recomendações dos Quatro Novos Grupos Alimentares forem seguidas.

Experimente os Quatro Novos Grupos Alimentares e descubra uma maneira mais saudável de viver!

VERDURAS
3 ou mais porções por dia

Verduras são cheias de nutrientes; elas contêm vitamina C, beta-caroteno, riboflavina, ferro, cálcio, fibras e outros nutrientes. Verduras de folhas verde-escuro como o brócoli, couve-manteiga, couve crespa, mostarda e nabo, chicória, ou couve chinesa são especialmente ricas nesses nutrientes. Vegetais amarelo-escuros e cor-de-laranja como as cenouras, abóbora e batata doce, oferecem extra beta-caroteno. Inclua porções generosas de verduras variadas na sua dieta.
Porção: 1 xícara de verduras cruas, 1/2 xícara de verduras cozidas.

GRÃOS INTEGRAIS
5 ou mais porções diárias

Esse grupo inclui pão, arroz, massa, cereal frio ou quente, milho, quinoa (ou quínua), millet (painço), cevada, triguilho, trigo-sarraceno, e tortillas. Tenha sempre em suas refeições um grão integral - eles são ricos em fibras e outros carboidratos complexos, e também em proteína, vitaminas do complexo B, e zinco.
Porção: 1/2 xícara de cereal quente, 2 colheres (sopa) cereal seco, 1 fatia de pão

FRUTAS
3 ou mais porções diárias

As frutas são ricas em fibra, vitamina C e beta-caroteno. Inclua pelo menos uma porção por dia de frutas ricas em vitamina C - frutas cítricas, melões e morangos são ótimas opções. Prefira frutas inteiras aos sucos (eles não contêm muita fibra).
Porção: 1 pedaço médio de fruta, 1/2 xícara de fruta cozida, 1/2 copo de suco.

LEGUMES
2 ou mais porções diárias

Feijões, ervilhas e lentilhas são ótimas fontes de fibra, proteína, ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Esse grupo também inclui grãos-de-bico, favas, vagens, leite de soja, tempeh, e proteína vegetal texturizada (PVT).
Porção: 1/2 xícara de feijões cozidos, 1 xícara de tofu ou tempeh, 1 copo de leite de soja

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Via Vegan: the New Ethics of Eating, um livro fantástico. Texto produzido pelo grupo Physicians Committee for Responsible Medicine. Tradução livre minha.


*Lembrete: a vitamina B12 é a única que não se obtem em nenhum desses grupos, já que ela é produzida por bactérias. Nossso organismo precisa de muito pouco dela, mas precisa. É fácil contornar esse problema já que muitos cereias e leites vegetais vêm enriquecidos com B12. Mas a gente tem que ficar esperto. Pergunte ao seu médico sobre suplementos de B12.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Absolute Bagels

O melhor bagel de Nova York! E adivinha? Eles preparam um delicioso tofutti cream cheese. Peço sempre de alho com ervas (foto). Adoro. Mas eles também têm o básico puro, ou com vegetais, com cebolinha, com tomates secos e passas... E todos os tipos de bagels que você imaginar: integral, de cebola, alho, gergelim, preto...

O endereço do Absolute Bagels é 2788 Broadway (entre as ruas 107 e 108). Telefone: 212-932-2052.

Tenha um excelente final de semana e Go Vegan! Vai por mim, é MUITO mais gostoso. ;)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Empurrãozinho de leve

Aqui vai um empurrãozinho, pra todos os que amam os animais, em direção ao veganismo.

Assista e me diga se não é urgente que você entre pra nossa turma. ;)

terça-feira, 3 de março de 2009

O poder da couve crespa

A couve crespa é da mesma família que o brócoli, a couve-flor e a couve-de-Bruxelas e extremamente parecida geneticamente com a couve-manteiga. Aqui nos EUA chama-se "kale".

A couve crespa parece ser a mais nova vedete entre veganos e nutricionistas por aqui. Ela é considerada altamente nutritiva, com forte poder antioxidante e anti-inflamatório e tem aparecido bastante em revistas e blogs veggies.

E tem mais: alta concentração de beta caroteno, vitamina K, vitamina C e cálcio. Além disso, a couve crespa, assim como o brócoli, contém uma substância química (sulforaphane) famosa entre os homeopatas e naturalistas por ser super potente no combate ao câncer.

Dá pra prepará-la de várias maneiras, mas a mais simples é como a gente sempre faz aqui em casa. Depois de limpá-la, a gente corta em tiras ou em pedaços menores e salteia na frigideira com óleo de gergelim, alho ou cebola e um pouquinho de molho de soja tamari.

Dessa vez a gente adicionou à couve crespa, abobrinha (outro alimento riquíssimo e delicioso) e cogumelos. O tofu, depois de drenado, foi grelhado na própria frigideira de ferro onde a couve foi preparada e salpicado com um pouquinho de sal marinho e pimenta-do-reino.

Sabor, saúde e compaixão. Tudo isso no seu prato - não dá pra pedir mais, né?!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Você sabia que...


... o pimentão contém mais vitamina C do que a laranja? A maneira mais simples de prepará-lo é simplesmente limpando bem, tirando as sementes, cortando em tiras e servindo numa salada colorida.

E uma semana bem colorida pra você!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Torradas Fantásticas

Inspiradas na receita "Cogumelos com Alho sobre Tostas", do "Livro Completo da Cozinha Vegetariana", que meu querido amigo Márcio Tadeu me deu de presente. Essas torradas são um prato delicioso de café da manhã ou brunch, ou então um ótimo aperitivo antes do jantar. Servidas como acompanhamento pra sopa também ficam perfeitas. Versátil é a palavra aqui. E são 100% veganas!

Escolha o pão de sua preferência. Italiano é uma ótima pedida. Corte em fatias grossas e torre. Numa frigideira, derreta margarina vegana ou creme vegetal e frite em fogo baixo todos os legumes (fatiados) que você quiser. Nós usamos cogumelo, cebola, pimentão vermelho e abobrinha.

Quando os legumes começarem a amaciar na panela, junte uma pitada de sal, pimenta-do-reino moída, salsinha e algumas gotas de molho de soja tamari. Misture tudo muito bem e desligue o fogo. Coloque com cuidado os legumes sobre as fatias de torrada e sirva-as ainda quentes.

E agora, o motivo pelo qual eu chamei as torradas de fantásticas: o pão! Preparamos em casa. Ficou bom demais! Achei uma receita aqui (em inglês) e passo pra você. ;)


E um ótimo final de semana pra todos nós!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Clicando TODO DIA pra ajudar

Os sites abaixo são sérios e ajudam de verdade. Pra você também poder ajudar, basta clicar nesses links diariamente. SÓ ISSO. É que os patrocinadores que anunciam nesses sites, oferecem ajuda de acordo com os acessos que eles recebem. Salve a lista abaixo nos seus favoritos e faça a sua parte sem precisar mandar dinheiro. Um clique por dia vale como dinheiro vivo - e é só o que você precisa fazer pra ajudar. Vai lá e clica, vai?

www.theanimalrescuesite.com - cada clique disponibiliza um prato de comida para um animal necessitado, sem custo algum pra você.

www.care2.com/go/z/primates - cada clique seu vai disponibilizar comida para chimpanzés e outros primatas.

http://pets.care2.com - oferece cirurgias gratuitas e suporte hospitalar para animais necessitados.

http://babyseals.care2.com - ajuda a proteger as focas bebês da caçada insana que ocorre todos os anos no Canadá, onde infelizmente essa atrocidade ainda é permitida pelo governo.

Obrigada por ajudar os animais!

Entrevista com a "Skinny Bitch" Rory Freedman

(Em inglês)



Go Rory!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Tempeh ao molho teriyaki

O molho teriyaki dá ao tempeh uma aparência dourada e um sabor agridoce fenomenal. Depois de marinado, dá pra prepará-lo frito ou grelhado. Dessa vez fritei.

Ingredientes:

1 pacote de tempeh
2 colheres (sopa) de molho de soja tamari
1 colher e 1/2 (sopa) de sumo de 1 limão (ou laranja)
2 dentes de alho amassados
1 colher (sopa) de óleo de gergelim torrado
1 colher (sopa) de maple syrup (ou melaço)
Pimenta-do-reino moída
1 colher e 1/2 (sopa) de óleo de amendoim

Preparação:

Antes de fazer qualquer coisa com o tempeh, aprendi que é bom "prepará-lo" pra receber o marinado. Corte-o em dois, e depois corte cada metade na diagonal, formando 2 triângulos. Ponha água num panela em fogo alto. Quando começar a ferver, diminua bem o fogo, mergulhe os quatro triângulos de tempeh e deixe cozinhando por 10 minutos. Escorra e separe. Além de eliminar o "amargo" do tempeh, esse processo o prepara para absorver mais fácil qualquer molho que você use pra marinar.

Para o molho teriyaki: Misture bem numa tigela o molho de soja, o sumo de limão ou laranja, o alho amassado, o óleo de gergelim torrado, maple syrup ou melaço e pimenta a gosto.

Coloque o tempeh num recipiente meio fundo com tampa. Despeje o marinado sobre os triângulos, feche a tampa, e mexendo e virando cuidadosamente o recipiente, faça com que todo o molho envolva o tempeh. Deixe marinando por pelo menos 1 hora, virando de vez em quando para absorver o molho por igual. Se quiser deixar marinar por mais tempo, ponha o recipiente na geladeira.

Numa frigideira, aqueça o óleo de amendoim e frite os triângulos de tempeh em temperatura média até que fiquem uniformemente dourados. Baixe bem o fogo, adicione o resto do molho teriyaki e deixe mais uns 5 minutos. Sirva quente.

Servi com brócolis cozido no vapor e spaghetti com um molho suave de alho, azeite e ervas frescas (orégano e salsinha picados) - pra não disputar com o sabor forte do molho teriyaki. Salpiquei nozes (moídas com a mão) por cima do spaghetti. Ficou D.I.V.I.N.O.

* O Tempeh ao molho teriyaki foi inspirado na receita "Teriyaki-Glazed Tempeh" do livro Vegan Planet da Robin Robertson

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Adeus, Travis

Semana passada aconteceu uma trágica fatalidade que a gente precisa ficar repetindo pra não ser esquecida. O chimpanzé Travis, que tinha sido uma "estrela" aqui nos EUA em comerciais e shows de televisão, vivia como um bicho de estimação na casa de uma americana. Travis já tinha 15 anos e era tratado como uma criança pela família. Afinal, ele se comportava como uma. Aprendeu tudo direitinho. Até tomava banho e se trocava sozinho.

Tudo estava muito bem até a semana passada, quando a "dona" do Travis recebia uma pessoa em casa. Ele atacou a visita e não largou de jeito nenhum, nem quando foi espancado com uma pá e esfaqueado pela própria "dona", que ligou pro 9-1-1 desesperada pedindo ajuda. Aí a polícia chegou e deu vários tiros no Travis, finalmente matando-o. E a vítima humana ainda está no hospital, gravemente ferida.

NADA disso teria acontecido se as pessoas respeitassem algo muito simples que é JAMAIS fazer com que animais selvagens se tornem bichos de estimação. O chimpanzé Travis era tratado como uma criança - uma criança de 100 kilos e com a força de três homens juntos. Podia ter vivido uma velhice calma e tranquila e em vez disso terminou sua vida violentamente assassinado. Como bem disse o pessoal do blog Fish & Chimps, é desumano e perigoso manter um animal selvagem como um "pet", e mais ainda usá-lo com fins de entretenimento.

OS ANIMAIS NÃO EXISTEM PARA A NOSSA DIVERSÃO e nem pra vender refrigerantes. Ajude você também a manter a vida e a dignidade dos chimpanzés, fazendo uma reclamação sempre que vir um deles sendo usado num anúncio de TV, jornal, outdoor, revista...

OS ANIMAIS SELVAGENS NÃO SÃO BICHOS DE ESTIMAÇÃO. Repita isso sempre que souber de alguém que quer ter um em casa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Fritada vegana

Inspirada na receita "Fritada de batata com repolho" da Isis (comunidade Receitas Éticas do orkut - um espetáculo de comunidade).

1/2 xícara de margarina vegana
2 colheres (sopa) de sal
500 g de repolho picado
5 batatas médias descascadas
1/2 cebola média picada
Pimenta-do-reino moída
Noz-moscada
Turmérico em pó

Cozinhe a batata com metade do sal e amasse. Cozinhe o repolho com o sal restante e 2 colheres (sopa) de água, numa frigideira (foto acima), até ficar macio e absorver toda a água.

Numa tigela, misture o purê de batatas com o repolho até ficar homogêneo. Acrescente a pimenta, a noz-moscada e uma pitada de turmérico só pra dar cor (foto abaixo). Separe.

Numa frigideira média de ferro, derreta metade da margarina e refogue a cebola até começar a dourar. Acrescente-a ao purê de batata e ao repolho e misture tudo bem. Derreta o restante da margarina na panela de ferro e adicione a mistura, alisando com uma espátula, cobrindo bem o fundo. Frite em fogo médio por 5 minutos.

Agora você tem duas opções: você pode, com a ajuda de um prato, virar a fritada e voltá-la à frigideira pra dourar o outro lado; ou levar a panela de ferro ao forno, previamente aquecido a 200˚C por uns 20 minutos. Dessa vez nós deixamos o forno aquecer enquanto preparávamos as batatas e o repolho e aí, em vez de virar a fritada na panela, deixamos assar. Ficou D-E-L-I-C-I-O-S-O.

Obrigada pela dica, Isis. Poderosa Isis! ;)

E pra quem curte, feliz Carnaval!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

José Saramago contra o abuso animal

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, é de autoria de José Saramago (aquele mesmo) e aparece em seu blog, hoje. Tive que reproduzir aqui - não dá pra deixar passar.

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Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado - que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

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Go Saramago!

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