sábado, 31 de março de 2012
Macarrão udon com molho tailandês de amendoim
Assim como o soba, o udon é um macarrão típico japonês, mas geralmente servido em sopa. Dessa vez fizemos no prato com um molho simples, tipo tailandês, de amendoim. Ficou bom demais.
Ingredientes:
1 pacote pequeno de macarrão japonês tipo udon
1/4 de xícara de manteiga de amendoim
1/4 de xícara de água filtrada
2 colheres (sopa) de molho shoyu
2 colheres (sopa) de sumo de limão
3 dentes de alho picados e amassados
1 colher (sopa) de vinagre de arroz
Preparo:
Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções do pacote. Aqueça todos os outros ingredientes numa frigideira ou panela pequena, mexendo sem parar, até que eles derretam e a mistura fique macia e cremosa. Adicione essa mistura ao macarrão pronto e misture bem.
Esse prato pan-asiático delicioso leva apenas 15 minutos pra ficar pronto. Você pode acrescentar ingredientes como alga marinha picada, gergelim, tofu frito em tirinhas, ou apimentá-lo bem. Pode também servi-lo com seus legumes e verduras favoritos grelhados, fritos ou cozidos no vapor. Use e abuse da imaginação na culinária vegana, que só oferece sabor e saúde!
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Vitela, ou o famoso "Baby Beef"
A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é trancado num compartimento, sem espaço para se movimentar.
Assim, o animal não cria músculo e a carne se mantém macia. ”Baby beef” é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras. Veja como é obtido esse “produto”:
Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo pelas suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões bem reduzidas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste de substituto para o leite materno. Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da alimentação, mantendo-os anêmicos e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morram até o abate.
A falta do ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral. Alguns produtores contornam esse problema colocando os animais sobre ripado de madeira, onde os excrementos possam cair para um piso de concreto ao qual os animais não têm acesso.
A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.
Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de janelas por onde entre a luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.
O mercado de vitelas é conhecido como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre essa questão.
Texto retirado na íntegra do livro "A Coragem de Fazer o Bem", do Instituto Nina Rosa.
Assim, o animal não cria músculo e a carne se mantém macia. ”Baby beef” é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras. Veja como é obtido esse “produto”:
Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo pelas suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões bem reduzidas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste de substituto para o leite materno. Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da alimentação, mantendo-os anêmicos e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morram até o abate.
A falta do ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral. Alguns produtores contornam esse problema colocando os animais sobre ripado de madeira, onde os excrementos possam cair para um piso de concreto ao qual os animais não têm acesso.
A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.
Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de janelas por onde entre a luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.
O mercado de vitelas é conhecido como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre essa questão.
Texto retirado na íntegra do livro "A Coragem de Fazer o Bem", do Instituto Nina Rosa.
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sábado, 24 de março de 2012
Queijo de macadâmia
Adaptei a receita sensacional da Renata (do site VegVida) para o que eu tinha em casa e acrescentei coisinhas do meu gosto pessoal. Ficou uma coisa de louco esse queijo. E é muito fácil.
Coloquei num liquidificador 1/2 xícara de macadâmias cruas, 1 colher (sopa) de levedura nutricional, 1 colher (chá) de sal, 1/2 colher (chá) de cúrcurma, 1/2 colher (chá) de páprica doce e uma pitada de pimenta-do-reino. Bati até virar uma farinha fina.
Numa panelinha em fogo alto, coloquei 1 e 1/2 xícara de água filtrada e 5 colheres (chá) de pozinho de ágar-ágar. Mexendo sempre, deixei ferver por quase 2 minutos e desliguei o fogo. Transferi essa mistura rapidamente para o liquidificador, onde estava a farinha de macadâmia, acrescentei 1 colher (sopa) de azeite e o sumo de 1/2 limão. Bati tudo de novo. Coloquei essa mistura num pote redondo untado com azeite e levei à geladeira. Ficou lá até endurecer - uma hora e pouco. Pronto!
Você pode salgar ou apimentar ao seu gosto, e também deixá-lo mais ou menos amarelinho - usando cúrcuma ou açafrão. Sirva como aperitivo, em torradinhas, ou faça queijo quente (foto acima). Você pode também ralar o queijo de macadâmia e servir sobre massa ou pizza... use a imaginação. Esse queijo não contém soja, glúten, gordura ruim ou sofrimento animal. É TUDO de bom! :)
Coloquei num liquidificador 1/2 xícara de macadâmias cruas, 1 colher (sopa) de levedura nutricional, 1 colher (chá) de sal, 1/2 colher (chá) de cúrcurma, 1/2 colher (chá) de páprica doce e uma pitada de pimenta-do-reino. Bati até virar uma farinha fina.
Numa panelinha em fogo alto, coloquei 1 e 1/2 xícara de água filtrada e 5 colheres (chá) de pozinho de ágar-ágar. Mexendo sempre, deixei ferver por quase 2 minutos e desliguei o fogo. Transferi essa mistura rapidamente para o liquidificador, onde estava a farinha de macadâmia, acrescentei 1 colher (sopa) de azeite e o sumo de 1/2 limão. Bati tudo de novo. Coloquei essa mistura num pote redondo untado com azeite e levei à geladeira. Ficou lá até endurecer - uma hora e pouco. Pronto!
Você pode salgar ou apimentar ao seu gosto, e também deixá-lo mais ou menos amarelinho - usando cúrcuma ou açafrão. Sirva como aperitivo, em torradinhas, ou faça queijo quente (foto acima). Você pode também ralar o queijo de macadâmia e servir sobre massa ou pizza... use a imaginação. Esse queijo não contém soja, glúten, gordura ruim ou sofrimento animal. É TUDO de bom! :)
quarta-feira, 21 de março de 2012
A verdade sobre a seda
Seda é o nome de um tecido macio e cintilante obtido de uma linha finíssima produzida por insetos. O mais comum é Bombyx mori, uma mariposa proveniente da China, chamada em português de bicho-da-seda.
O bicho-da-seda tem quatro ciclos de vida: o ovo, a larva (ou lagarta), a pupa (ou crisálida) e, finalmente o estágio de mariposa adulta. Enquanto lagarta, o bicho-da-seda se alimenta, durante mais ou menos um mês, de folhas de amoreira ou alface.
Antes de atingir o último estágio, ele produz um fio sedoso como proteção própria e cria um casulo. Ali dentro ele vai continuar se desenvolvendo e assim entrar em seu estágio final de metamorfose para o estado adulto. Esse “fio sedoso” é a matéria-prima da seda.
A mariposa, então, secreta um líquido que dissolve o casulo e assim, ela sai livre pra seguir sua vida adulta...Bom, pelo menos na teoria.
Os produtores de seda querem que aquele fio sedoso do casulo permaneça contínuo (cada casulo pode render de 450 a 1000 metros de seda), e pra evitar que o bicho-da-seda produza o líquido que dissolve o casulo, eles matam o bicho. Pra isso utilizam várias formas diferentes. A mais comum é colocar o casulo, com o inseto ainda vivo dentro dele, em água fervendo. Outros métodos incluem assá-los em forno quente ou deixá-los queimar ao calor do sol. Nenhum cuidado ou atenção especial é dada ao animal, que morre esturricado sem piedade.
Infelizmente, o Bombyx mori está extinto na natureza e só existe em fábricas de seda. Essas criaturas incríveis não vivem mais seu curso de vida natural nem experimentam todos os ciclos que seriam naturais a elas. A maioria dos bichos-da-seda é morta durante o estágio de crisálida, exceto os que são usados para reprodução. Esses são mantidos vivos até tornarem-se mariposas adultas.
Como você percebeu, mesmo com aparência brilhante e conotação de peça de vestuário cara e chique, a seda não passa de mais um item na lista de explorações crueis dos animais pela humanidade e, pra variar, sem a mínima necessidade. Veganos não compram seda ou produtos que contenham esse tecido.
Tamsin Blanchard, autora do livro de moda “Green is the New Black” disse: “A produção de seda comercial é cruel. A seda pode ser biodegradável, renovável, orgância e até “fair trade” ou comércio justo (quando não vêm da China). Mas seu processo tradicional de produção ainda requer que as mariposas nunca saiam vivas do casulo. Para prevenir que o fio seja danificado, as larvas são fervidas ou assadas vivas. Os casulos são assados a cerca de 100 graus centígrados por duas horas, o que mata as larvas e ainda faz com que os casulos sejam desenrolados sem quebrar o fio. E nós achando que a seda era uma fibra natural adorável.”
Mais informações aqui (em inglês).
O bicho-da-seda tem quatro ciclos de vida: o ovo, a larva (ou lagarta), a pupa (ou crisálida) e, finalmente o estágio de mariposa adulta. Enquanto lagarta, o bicho-da-seda se alimenta, durante mais ou menos um mês, de folhas de amoreira ou alface.
Antes de atingir o último estágio, ele produz um fio sedoso como proteção própria e cria um casulo. Ali dentro ele vai continuar se desenvolvendo e assim entrar em seu estágio final de metamorfose para o estado adulto. Esse “fio sedoso” é a matéria-prima da seda.
A mariposa, então, secreta um líquido que dissolve o casulo e assim, ela sai livre pra seguir sua vida adulta...Bom, pelo menos na teoria.
Os produtores de seda querem que aquele fio sedoso do casulo permaneça contínuo (cada casulo pode render de 450 a 1000 metros de seda), e pra evitar que o bicho-da-seda produza o líquido que dissolve o casulo, eles matam o bicho. Pra isso utilizam várias formas diferentes. A mais comum é colocar o casulo, com o inseto ainda vivo dentro dele, em água fervendo. Outros métodos incluem assá-los em forno quente ou deixá-los queimar ao calor do sol. Nenhum cuidado ou atenção especial é dada ao animal, que morre esturricado sem piedade.
Infelizmente, o Bombyx mori está extinto na natureza e só existe em fábricas de seda. Essas criaturas incríveis não vivem mais seu curso de vida natural nem experimentam todos os ciclos que seriam naturais a elas. A maioria dos bichos-da-seda é morta durante o estágio de crisálida, exceto os que são usados para reprodução. Esses são mantidos vivos até tornarem-se mariposas adultas.
Como você percebeu, mesmo com aparência brilhante e conotação de peça de vestuário cara e chique, a seda não passa de mais um item na lista de explorações crueis dos animais pela humanidade e, pra variar, sem a mínima necessidade. Veganos não compram seda ou produtos que contenham esse tecido.
Tamsin Blanchard, autora do livro de moda “Green is the New Black” disse: “A produção de seda comercial é cruel. A seda pode ser biodegradável, renovável, orgância e até “fair trade” ou comércio justo (quando não vêm da China). Mas seu processo tradicional de produção ainda requer que as mariposas nunca saiam vivas do casulo. Para prevenir que o fio seja danificado, as larvas são fervidas ou assadas vivas. Os casulos são assados a cerca de 100 graus centígrados por duas horas, o que mata as larvas e ainda faz com que os casulos sejam desenrolados sem quebrar o fio. E nós achando que a seda era uma fibra natural adorável.”
Mais informações aqui (em inglês).
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sexta-feira, 16 de março de 2012
Muffins de coco
A receita básica eu peguei no blog Vegan Sweet Tooth, mas adaptei para o que eu tinha na despensa. Por exemplo, eu não tinha farinha de trigo suficiente, então completei com farinha de grão-de-bico, que eu ADORO. Também não tinha 2 garrafinhas de leite de coco, então completei com leite de arroz caseiro.
Vamos aos muffins de coco.
Ingredientes:
1 xícara e 1/2 de farinha de trigo
1/2 xícara de farinha de grão-de-bico
1 xícara de açúcar (usei açúcar demerara orgânico)
1 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara de leite de coco + 1/2 xícara de leite de soja ou de arroz (se quiser, pode usar 1 e 1/2 só de leite de coco)
1/3 de xícara de polpa de 1 maçã (é só mandar brasa no processador)
1 colher (chá) de essência de baunilha
1/2 xícara de coco ralado - e mais um pouquinho pra polvilhar por cima.
Pré-aqueça o forno a 200ºC. Numa tigela grande, misture as farinhas, o açúcar, o fermento e o sal. Numa tigela separada, misture os leites vegetais, a polpa de maçã e a baunilha. Despeje com cuidado a mistura seca nessa tigela e misture tudo muito bem. Adicione então o coco ralado e misture novamente. Coloque a massa a colheradas na fôrma de muffin untada (eu usei óleo de canola) e polvilhe coco ralado por cima. Leve ao forno por 20 minutos. Espere esfriar antes de desenformar. Rende 12 muffins.
Para os onívoros que estão lendo isso, o truque aqui foi substituir o leite e os ovos. Os leites de coco e arroz deram conta do primeiro, e a polpa de maçã deu conta do segundo ingrediente. Como vocês podem ver, nenhum ingrediente animal foi usado no preparo dessa delícia, e posso garantir que ficou da pontinha da orelha. É muito fáci substituir os ingredientes que nos acostumamos a usar por tradição. E é maravilhoso não participar de nenhum tipo de exploração ou tortura animal. Eu recomendo. É gostoso no paladar e na consciência.
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terça-feira, 13 de março de 2012
Como fazer manteiga de amendoim
Um dos meus lanchinhos favoritos é uma fatia de pão integral torrado com manteiga de amendoim, banana fatiada por cima, e canela pra finalizar. É delicioso e mata aquela fome que aparece fora de hora de vez em quando. Experimente.
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sábado, 10 de março de 2012
Veganando
Como eu já disse aqui antes, o meu outro blog, o Animalista, que existia no portal da MTV Brasil, foi sumariamente executado ano passado pelo novo diretor de conteúdo da MTV - sem aviso prévio, sem explicação, sem dó nem piedade.
Quando descobri isso, por acaso, simplesmente tentando acessar o site, percebi que ele já estava fora do ar. Tentei em vão cobrar uma explicação e reaver os posts que tinham sido publicados. Nada. Fiquei a ver navios, só com os rascunhos que eu tinha guardados.
Pra que aquelas informações preciosas não se percam, resolvi começar à partir de hoje a republicar aqui no brazil nut os posts, recauchutados, do falecido Animalista - revezando-os com posts novos. Espero que vocês curtam.
--------------
O que é um "vegano"?
Vegano é alguém que tenta evitar tanto quanto é possível todas as formas de exploração dos animais por comida, roupas e qualquer outro motivo. Isso é praticado em benefício das pessoas, dos animais e do meio-ambiente. Veganos se alimentam de uma dieta vegetal, livre de quaisquer produtos animais como carne (e isso inclui peixes, crustáceos e moluscos, tá?), leite animal, ovos, mel e gelatina. Mas os veganos vão além da dieta. Também evitamos produtos animais como couro, lã e seda para a vestimenta e outros propósitos.
Seguindo essa filosofia de não-exploração animal, veganos também não apoiam circos com animais, corridas de cavalos ou cães, touradas, rinhas, rodeios... enfim, qualquer atividade que explore os animais, seja por entretenimento, vestimenta, experimentos, etc.
Essa é uma diferença básica entre veganos e vegetarianos. Alguém que se diz vegetariano, provavelmente está falando somente de sua dieta, e provavelmente consome laticínios e/ou ovos.
Se você não sabia o que era veganismo, agora já sabe.
Quando descobri isso, por acaso, simplesmente tentando acessar o site, percebi que ele já estava fora do ar. Tentei em vão cobrar uma explicação e reaver os posts que tinham sido publicados. Nada. Fiquei a ver navios, só com os rascunhos que eu tinha guardados.
Pra que aquelas informações preciosas não se percam, resolvi começar à partir de hoje a republicar aqui no brazil nut os posts, recauchutados, do falecido Animalista - revezando-os com posts novos. Espero que vocês curtam.
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O que é um "vegano"?
Vegano é alguém que tenta evitar tanto quanto é possível todas as formas de exploração dos animais por comida, roupas e qualquer outro motivo. Isso é praticado em benefício das pessoas, dos animais e do meio-ambiente. Veganos se alimentam de uma dieta vegetal, livre de quaisquer produtos animais como carne (e isso inclui peixes, crustáceos e moluscos, tá?), leite animal, ovos, mel e gelatina. Mas os veganos vão além da dieta. Também evitamos produtos animais como couro, lã e seda para a vestimenta e outros propósitos.
Seguindo essa filosofia de não-exploração animal, veganos também não apoiam circos com animais, corridas de cavalos ou cães, touradas, rinhas, rodeios... enfim, qualquer atividade que explore os animais, seja por entretenimento, vestimenta, experimentos, etc.
Essa é uma diferença básica entre veganos e vegetarianos. Alguém que se diz vegetariano, provavelmente está falando somente de sua dieta, e provavelmente consome laticínios e/ou ovos.
Se você não sabia o que era veganismo, agora já sabe.
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domingo, 4 de março de 2012
Franchia
Mais um dos meus restaurantes favoritos em Nova York. Franchia serve comida vegana coreana, e eles têm todos os tipos de chás que você puder imaginar.
Tanto para o almoço quanto para o jantar, o cardápio é o mesmo, mas é sempre incrível. Tudo o que eu comi lá estava sempre perfeito.
Você pode escolher sentar-se na parte de baixo, perto da entrada, ou no andar de cima. A decoração do lugar é linda.
O restaurante fica em Midtown East. O ambiente é tranquilo, silencioso, uma delícia. As mesas todas têm um botãozinho pra você apertar quando precisar chamar o garçon, só pra ninguém te importunar. Isso é incrível. Nunca vi em outro lugar.
Os pratos são pequenas obras de arte. Além de deliciosos são lindos, muito bem decorados - uma festa para os olhos. O Franchia apesar disso tudo, não é um lugar caro. É perfeito pra comemorações íntimas. Você vai impressionar seu(s) convidado(s).
Franchia
12 Park Avenue (entre as ruas 34 e 35)
Tel: 212-213-1001
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Está vendo este focinho?
Este é um dos dez mil bovinos que neste momento estão amontoados em um navio-curral de vários andares, viajando em direção ao Egito e não é para conhecer as pirâmides. Eles estão submetidos às piores condições, nas quais passarão quase um mês, tempo que dura esta viagem absurda.
Tudo porque estão sendo exportados como se fossem coisas, como se não tivessem apego à vida, como se não estivessem em pânico, como este da foto, que busca um pouco de ar, tem a sorte de estar numa beirada, e tenta entender onde está, entender como foi parar tão longe de onde vivera até então e o que fez para merecer estar ali. Sem seus conhecidos, sem a alimentação que estava acostumado a buscar nos campos, sem um espacinho para deitar e ruminar.
Está esmagado, porque o lucro depende de quantos cabem em cada compartimento. Não sabe ainda que muitos morrerão no caminho e serão jogados no mar, que talvez ele seja um deles e que morrer no caminho talvez seja um prêmio.
Quem não morrer prosseguirá, dia após dia, até chegar ao ponto final onde não encontrará pastagens verdejantes, mas sim os homens que os conduzirão à morte. Como são mortos os bois no Egito? Nem imaginamos. Talvez seja até pior do que é no Brasil. Quem tem o direito de tirar as vidas destes animais que nada fazem a não ser se submeter a tudo? Que crime eles cometeram que não o de serem dóceis? O de ter uma carne que os egípcios e os brasileiros e tantos outros gostam de ter à mesa por nunca terem pensado nos direitos animais ou por puro egoísmo.
Fonte: GAE - Grupo pela Abolição do Especismo
Tudo porque estão sendo exportados como se fossem coisas, como se não tivessem apego à vida, como se não estivessem em pânico, como este da foto, que busca um pouco de ar, tem a sorte de estar numa beirada, e tenta entender onde está, entender como foi parar tão longe de onde vivera até então e o que fez para merecer estar ali. Sem seus conhecidos, sem a alimentação que estava acostumado a buscar nos campos, sem um espacinho para deitar e ruminar.
Está esmagado, porque o lucro depende de quantos cabem em cada compartimento. Não sabe ainda que muitos morrerão no caminho e serão jogados no mar, que talvez ele seja um deles e que morrer no caminho talvez seja um prêmio.
Quem não morrer prosseguirá, dia após dia, até chegar ao ponto final onde não encontrará pastagens verdejantes, mas sim os homens que os conduzirão à morte. Como são mortos os bois no Egito? Nem imaginamos. Talvez seja até pior do que é no Brasil. Quem tem o direito de tirar as vidas destes animais que nada fazem a não ser se submeter a tudo? Que crime eles cometeram que não o de serem dóceis? O de ter uma carne que os egípcios e os brasileiros e tantos outros gostam de ter à mesa por nunca terem pensado nos direitos animais ou por puro egoísmo.
Fonte: GAE - Grupo pela Abolição do Especismo
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Purê de batatas com couve-flor
Essa receita eu peguei no livro "Appetite for Reduction", mais uma obra prima da Isa Chandra Moskowitz. Esse livro contém dicas e receitas sensacionais que têm por objetivo reduzir: reduzir o consumo de ingredientes não muito saudáveis, reduzir nosso impacto no meio ambiente, reduzir a conta do supermercado, e claro, reduzir o sofrimento animal. Todas as receitas acompanham a quantidade de calorias e dados nutricionais. Recomendo MUITO.
O purê de batatas com couve-flor, chamado no livro de "Caulipots", é um exemplo de acompanhamento clássico ("purê de batatas"), meio pesado, ótimo para o inverno, que nessa variação recebe um toque light e fica perfeito para o verão brasileiro.
Purê de batatas com couve-flor
Ingredientes:
- 2 batatas grandes, cortadas em pedaços médios (eu lavo bem e deixo com a casca)
- 1/2 couve-flor, cortada em pequenos floretes (3 xícaras)
- 1 colher (sopa) de azeite
- 2 a 4 colheres (sopa) de caldo de legumes
- 1/2 colher (chá) de sal
- Várias pitadas de pimenta-de-reino fresca, moída
Coloque as batatas numa panela grande e cubra com água. Ponha água a mais na panela para a couve-flor que virá em seguida. Deixe ferver. Baixe o fogo, adicione a couve-flor e deixe cozinhar até que a batata e a couve-flor fiquem macias - uns 15 minutos.
Escorra a água e ponha tudo de volta na panela. Com a ajuda de um amassador de batatas, amasse tudo muito bem. Acrescente o azeite, 2 colheres de caldo de legumes, o sal e a pimenta. Eu gosto de misturar também um pouquinho de pimenta chili em pó (além de deliciosa, ela é um ótimo estimulante das secreções gastro-intestinais).
Use um garfo pra ter certeza de que todos os ingredientes estão bem misturadinhos. Se necessário, adicione mais 2 colheres de caldo de legumes. Experimente pra ver se está bom de sal. Sirva morno.
Serve 4 porções
Tempo de cozimento: 15 minutos
Tempo total de preparação: 40 minutos
Cada porção (1/4 desta receita) tem:
- 190 calorias
- 3.5g de gordura total
- 0.5g de gordura saturada
- 0g de gordura trans
- 5g de fibras
- 6g de proteínas
- 0mg de colesterol
- 370mg de sódio
- 100% de vitamina C
- 4% de cálcio
- 10% de ferro
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sacos de lixo em casa
Plástico faz mal ao meio ambiente e mata animais marinhos - disso todo mundo já sabe. Forre suas cestas de lixo com jornal usado. Aqui está o passo-a-passo. Clique na foto abaixo, feita por Juliana Valentini, do blog De Verde Casa, pra vê-la maior:
Seja vegano, pelos animais e pelo planeta!
Seja vegano, pelos animais e pelo planeta!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Waffle de milho
Essa receita está num dos meus livros favoritos, o Vegan Brunch, da Isa Chandra Moskowitz.Você pode pensar que os waffles ficarão muito densos por causa da farinha de milho, mas não. Por incrível que pareça ficam leves, fofos, deliciosos.
Ingredientes:
Pré-aqueça a chapa (maquininha) de waffle. Ponha o leite numa tigela pequena e adicione o vinagre. Misture os dois e deixe de lado por alguns minutos pra que coalhe.
Numa tigela grande, misture a farinha de milho, a farinha de trigo, o fermento em pó, o sal e o açúcar. Faça um buraco no centro e adicione a mistura de leite e o óleo também. Misture tudo cuidadosamente com uma colher até que fique tudo mais ou menos macio. Use um spray ou pincel de cozinha pra untar a chapa de waffle. Ponha a massa a colheradas na chapa e deixe cozinhar de acordo com as instruções da maquininha.
Acorde tarde no domingo, faça café e compre jornal. Faça os waffles de milho, sirva com margarina vegana por cima, esparrame-se no chão enquanto lê o seu jornal tijolão e ouve sua música favorita. *Segredo de felicidade*
Happy Valentine's Day! ♡
Ingredientes:
- 2 xícaras de leite de amêndoas (ou o seu leite vegetal favorito - eu uso leite de arroz caseiro)
- 1 colher (chá) de vinagre de maçã
- 1 xícara e 1/2 de farinha de milho
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 1/2 colher (chá) de sal
- 1/4 de xícara de açúcar (ou 2 colheres de açúcar pra não ficar muito doce - eu uso uma só)
- 1/4 de xícara de óleo de canola
- Óleo pra untar a chapa de waffle
Pré-aqueça a chapa (maquininha) de waffle. Ponha o leite numa tigela pequena e adicione o vinagre. Misture os dois e deixe de lado por alguns minutos pra que coalhe.
Numa tigela grande, misture a farinha de milho, a farinha de trigo, o fermento em pó, o sal e o açúcar. Faça um buraco no centro e adicione a mistura de leite e o óleo também. Misture tudo cuidadosamente com uma colher até que fique tudo mais ou menos macio. Use um spray ou pincel de cozinha pra untar a chapa de waffle. Ponha a massa a colheradas na chapa e deixe cozinhar de acordo com as instruções da maquininha.
Acorde tarde no domingo, faça café e compre jornal. Faça os waffles de milho, sirva com margarina vegana por cima, esparrame-se no chão enquanto lê o seu jornal tijolão e ouve sua música favorita. *Segredo de felicidade*
Happy Valentine's Day! ♡
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Café da manhã ou Brunch,
Milho
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Yakimeshi vegano
"Yakimeshi" ou "Chāhan" significa "arroz frito" e parece tão simples, né? E é, mas ainda assim é também uma refeição completa, satisfatória e rápida no preparo. Quer ver?
Dessa vez usamos: 1 xícara e 1/2 de arroz integral cozido, cebolinha picada, um pouco de alho-poró picado, 300 gramas de tofu firme cortado em cubos, óleo de canola (pra fritar), sal, molho de soja, gergelim preto torrado, tempero chinês em pó (5-spices) e coentro em pó. Rendeu 2 porções. Você pode adicionar os ingredientes que quiser e os temperos que preferir. Esse prato é ótimo pra quando se quer "limpar" a geladeira.
Leve uma frigideira grande ou panela wok ao fogo alto e espere-a esquentar bem, antes de colocar o óleo (1 colher de sopa) pra fritar. Adicione a cebolinha e o alho-poró. Deixe fritar por 1 minuto enquanto mexe. Acrescente o tofu e vá mexendo tudo enquanto ele doura. Agora adicione o arroz e o resto dos ingredientes e de novo, vá mexendo tudo -- uns 3 ou 4 minutos. Se perceber que está muito seco, pode acrescentar um pouquinho de água, mas bem pouco. Quando estiver tudo dourado, é hora de tirar do fogo e servir.
Esse prato oriental é um ótimo exemplo de como é fácil e barato preparar comida vegana. Comida gostosa, cheirosa e sem um traço de violência, exploração ou sangue. Do jeito que a gente gosta.
E FELIZ ANO DO DRAGÃO!
Dessa vez usamos: 1 xícara e 1/2 de arroz integral cozido, cebolinha picada, um pouco de alho-poró picado, 300 gramas de tofu firme cortado em cubos, óleo de canola (pra fritar), sal, molho de soja, gergelim preto torrado, tempero chinês em pó (5-spices) e coentro em pó. Rendeu 2 porções. Você pode adicionar os ingredientes que quiser e os temperos que preferir. Esse prato é ótimo pra quando se quer "limpar" a geladeira.
Leve uma frigideira grande ou panela wok ao fogo alto e espere-a esquentar bem, antes de colocar o óleo (1 colher de sopa) pra fritar. Adicione a cebolinha e o alho-poró. Deixe fritar por 1 minuto enquanto mexe. Acrescente o tofu e vá mexendo tudo enquanto ele doura. Agora adicione o arroz e o resto dos ingredientes e de novo, vá mexendo tudo -- uns 3 ou 4 minutos. Se perceber que está muito seco, pode acrescentar um pouquinho de água, mas bem pouco. Quando estiver tudo dourado, é hora de tirar do fogo e servir.
Esse prato oriental é um ótimo exemplo de como é fácil e barato preparar comida vegana. Comida gostosa, cheirosa e sem um traço de violência, exploração ou sangue. Do jeito que a gente gosta.
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