Já a teoria do bem-estar animal, ou o bem-estarismo, afirma que é moralmente aceitável usarmos animais não-humanos para fins humanos, contanto que esses animais sejam tratados “humanitariamente”. O objetivo do bem-estarismo é regulamentar o uso de animais não-humanos.
Como você vê, as duas teorias são BEM DIFERENTES.
O filósofo Tom Regan afirma que os animais não-humanos deveriam ter os mesmo direitos morais que os humanos, e não serem tratados como nossa propriedade. Eu concordo. E antes que os onívoros venham com gracinhas, eu não estou sugerindo que os animais deveriam ter o direito de votar, por exemplo. Mas estou afirmando que acredito que eles têm o direito à vida e à não-interferência e que isso é fundamental se quisermos ser moralmente corretos em relação aos animais.
Muita gente acredita que com a regulamentação, aos poucos vamos acabar conseguindo o fim da exploração dos animais. Acreditam que conseguindo transformar em lei o abate humanitário, por exemplo, um dia o assassinato de animais por sua carne ou pele vai acabar.
Eu discordo. Aparentemente as mudanças graduais das leis em defesa dos animais são uma boa saída, mas quanto mais se regulamenta o uso dos animais, mais confortáveis as pessoas se sentem para usá-los e abatê-los, pois acreditam que 1) os bichos existem para servi-los, e 2) os bichos estão sendo bem tratados ou abatidos humanitariamente.
Não existe evidência de que com o aumento da regulamentação o uso dos animais esteja diminuindo – pelo contrário, só tem aumentado no mundo inteiro. Nunca se usou tanto os animais e de formas tão horrendas em toda a história da humanidade como acontece hoje em dia.
Um exemplo: acreditar que as galinhas poedeiras têm um espaço um pouquinho maior pra se moverem dentro das gaiolas, incentiva as pessoas a consumir mais ovos, em vez de pereceberem como é errado privar essas aves de liberdade e mantê-las doentes e medicadas com antibióticos e hormônios, pra depois serem degoladas ou jogadas em água fervendo ainda vivas. E esse é só um exemplo.
Exploradores de animais faturam em cima do sofrimento deles, mas eles querem que você acredite que os bichols são queridos e bem cuidados. Todo mundo sabe que o interior dos matadouros é um inferno que só é documentado através de câmeras escondidas. Os animais nesses lugares não têm qualquer valor moral e são tratados como mercadoria.
Não se deixe enganar. E não finja que acredita só pra poder continuar saboreando o seu churrasco ou omelete com queijo.
Se você concorda que os animais não existem pra nos servir e que estão sendo explorados das formas mais hediondas nesse exato momento – em granjas, fazendas-fábricas, matadouros, circos, rodeios – SEJA VEGANO. Comece já. Essa é a única forma de forçar o fim da exploração e sofrimento animal.
Pense nisso. Haja agora.
Para mais informações, assista ao video Direitos Animais vs. Bem-estar Animal (em Português). Leia mais aqui também.



















