quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Escondidinho de soja


Peguei essa receita deliciosa no blog Cantinho Vegetariano:

Ingredientes

Para o purê:
4 batatas grandes
2 colheres (sopa) de azeite
350 ml de leite de soja (eu usei leite de arroz)
Sal e pimenta a gosto

Recheio:
2 e 1/2 xícaras de carne de soja (PTS) granulada hidratada e escorrida
4 dentes de alho
1 cebola
Pimenta do reino, salsinha, cebolinha e cominho a gosto
Azeite para dourar os temperos
5 colheres (sopa) de shoyu

Preparo

Purê
Descasque as batatas, corte-as em pedaços menores e deixe cozinhar em água fervendo até ficarem macias. Em seguida, escorra a água e passe-as por um espremedor de batatas. Coloque as batatas espremidas em uma panela, leve ao fogo, junte os demais ingredientes e mexa por mais alguns poucos minutos. Reserve.

Recheio
Hidrate a proteína texturizada de soja (saiba como) e reserve. Numa panela, coloque o azeite e refogue o alho e a cebola até dourarem. Em seguida, coloque a salsinha, a cebolinha e a PTS. Refogue por alguns minutos e adicione o shoyu e o cominho. Refogue por mais alguns poucos minutos e desligue.

Montagem
Forre o fundo de um pirex com metade do purê. Em cima do purê, coloque o recheio de soja e finalize fazendo outra camada com o restante do purê. Leve ao forno por 15 minutos e está pronto!

sábado, 28 de julho de 2012

Tornar-se vegano -- o que muda?

Quando finalmente parei de comer peixes e crustáceos (já não me alimentava de nenhuma ave ou mamífero havia 15 anos) e me tornei ovo-lacto-vegetariana, já comecei a planejar uma transição para o veganismo. Não que seja necessário fazer transição. Conheço várias pessoas que foram de onívoras a veganas da noite pro dia. A maioria porque leu um livro que informava o que um onívoro está causando aos animais e ao planeta, ou porque assistiu a algum filme explicativo, como Terráqueos, por exemplo.

Mas cada um tem seu próprio tempo, sua maneira particular de mudar e se adaptar a novos hábitos. Eu decidi que pra mim seria melhor uma preparação mais cuidadosa, deixando aos poucos os laticínios e ovos cujo sabor eu tanto adorava. Descobri depois que na verdade laticínios viciam o organismo, então eu era mais “viciada” em queijos do que propriamente uma entusiasta de seu sabor.

Enquanto fazia a transição, comecei a procurar informação onde quer que pudesse. Li, ouvi, googlei, observei, comparei, assisti palestras... fui atrás de informação útil e prática sobre como me alimentar direitinho, mas também pra decidir se era mesmo necessário abandonar os queijos e ovos. Como muita gente, eu ainda não estava convicta de que prejudicava diretamente os animais, já que não precisava matá-los pra me alimentar. Grande ilusão. Já no primeiro panfleto informativo sobre a indústria mundial de ovos e laticínios, você descobre a sujeira, a tortura, o sofrimento e o descaso que envolvem alimentar-se de ovos ou leite, comprar couro, penas, lã.

Aí ficou fácil.

O barato de tornar-se vegano vai muito além da gente se sentir super bem logo de cara, e com mais energia, mais leve e saudável. Nossa mentalidade em relação ao próximo e ao planeta vai se transformando e cada escolha ética fica mais clara, mais óbvia. No meu caso, a atenção e o respeito que eu passei a dar aos animais todos (e não mais apenas aos gatinhos, coelhinhos, cães) e também às pessoas, ao planeta inteiro mudou.

Eu sempre adorei bichos, mas como vegana fiquei muito mais conectada com eles, mais sensível ao abuso que o ser humano inflige aos animais por considerar-se superior. Meus hábitos mudaram pra melhor assim como meu respeito pelo meio ambiente. Sou cada vez mais consciente do nosso poder de transformação individual. Estou sempre tentando fazer algo mais, seja reciclando, reutilizando ou tentando não desperdiçar. Tudo isso aconteceu depois que me tornei vegana. 

Veganismo é isso - uma filosofia que vai além do amor e respeito pelos animais não-humanos. É uma questão moral, científica, econômica e ecológica que precisa tornar-se o mais rápido possível o objetivo de todo mundo que realmente se preocupa com o próximo.


sábado, 21 de julho de 2012

Bolo de banana com castanha-do-Pará

Ingredientes:
  • 1 xícara e 1/2 de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de farinha integral
  • 1 colher e 1/2 (chá) de fermento em pó
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 1 xícara de açúcar demerara orgânico
  • 1/4 de xícara de óleo vegetal (usei de girassol)
  • 4 bananas nanicas ou 3 bananas brancas grandes (maduras) amassadas
  • 1 punhado de castanhas-do-Pará levemente trituradas
  • 1/4 de xícara de água filtrada
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha orgânica

Modus operandi:

Pré-aqueci o forno a 180 graus e untei uma fôrma de pão retangular (de uns 22 centímetros) com óleo de girassol apenas. Numa tigela pequena, misturei as farinhas, o fermento e o sal. Separei. Numa tigela grande, misturei o açúcar com o óleo e acrescentei a banana amassada, a castanha, a água e a baunilha. Misturei tudo bonitinho. Adicionei a mistura seca a essa tigelona e combinei todos os ingredientes muito bem. Assei por quase 1 hora, até ficar douradinho e o teste do palito sair sequinho.

Esse bolo é perfeito com um cafézinho preto bem forte. :)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bazar em Sampa e Arraiá no Rio


Participe do Bazar Vegano se puder. É domingo, dia 22. Vai ser demais!!

E se estiver no Rio dia 28, aproveite o Arraiá Vegano:

Clique nas fotos para ampliá-las.

sábado, 14 de julho de 2012

Massa para quiche

Quando eu morava no Zuza, comprava uma massa para quiche vegana, prontinha, congelada. A coisa mais fácil do mundo. Era só preparar o recheio e jogar por cima. Aqui no Brasil, meus amigos, a história é bem diferente. Tive que meter a mão na massa e descobrir uma receita caseira. Depois de consultar minha pequena coleção de livros de receita veganos, e claro, perguntar ao Santo Google, não é que eu consegui? Criei a minha própria versão. E é fácil, viu? Olha só:

Ingredientes:

1 xícara (chá) de farinha de trigo integral (ou use 1/2 xícara de farinha de trigo integral e 1/2 xícara de farinha de aveia. Funciona super bem)
1 xícara (chá) de farinha de trigo branca
2 colheres (sopa) de aveia em flocos
1 colher (sopa) de farinha de linhaça dourada
1/2 colher (chá) de sal marinho
1/2 xícara (chá) de óleo de girassol
1/3 xícara (chá) de água

Modo de fazer:

Pré-aqueça o forno a 180 graus Celsius. Coloque as farinhas, a aveia, a linhaça e o sal numa vasilha. Misture bem com uma colher. Forme um buraco no meio da mistura e acrescente o óleo e a água. Misture um pouco com uma colher e logo em seguida trabalhe essa massa com as mãos por alguns minutos, até que tudo esteja bem uniforme. Se a mistura ficar muito seca, adicione umas gotas a mais de óleo. Deixe que fique um pouco gordurosa, mas não muito mole ou molhada. Ela tem que parecer uma farofa grossa, mas com uma certa liga. Estique a massa numa superfície lisa com a ajuda de um rolo de macarrão e coloque-a numa fôrma média. Faça furos no fundo da massa - cuidadosamente - com a ajuda de um garfo. Isso é para a massa não estufar enquanto assa. Deixe assar em forno médio (180-200 graus Celsius) por 15 minutos e retire do forno.

Pronto! Agora a massa está pronta para receber o recheio que você quiser e voltar para o forno para se transformar num quiche vegano inesquecível. ;)

A foto logo acima é de um quiche de abóbora e abobrinha. Ficou delicioso! Essa massa, depois de assada com o recheio, fica macia e crocante ao mesmo tempo. É tudo de bom.


sábado, 7 de julho de 2012

O que os veganos NÃO consomem

Por pura necessidade, nós veganos nos tornamos experts em bater o olho em listas de ingredientes e rótulos e saber na hora se um produto contém algum ingrediente animal. Pode parecer fácil, mas não é. Tem muita palavrinha que confunde, substâncias complicadas e é sempre bom saber o que se está consumindo. Claro que a gente acaba se acostumando e ficando rápido na leitura de rótulos e cardápios. :)

Atendendo a pedidos, aqui vai uma lista do que evitar. Se você comprar um produto e vir na lista de ingredientes um (ou mais) dos nomes abaixo, esqueça - aquele produto não é vegano. Se um ingrediente específico pode ter origem animal ou vegetal, pergunte ao fabricante ou ao comerciante. Tente descobrir a fonte. Minha decisão final se baseia em: na dúvida, eu não compro.

  • Ácidos alfa-hidróxidos/Hidroxiácidos: podem ser de origem vegetal ou animal (leite).
  • Ácido esteárico: ácido graxo saturado. Uso: suplementos para atletas.
  • Ácido oleico: líquido que pode ser obtido do sebo (gordura animal) ou de fonte vegetal. Uso: manteigas, margarinas, cosméticos.
  • Albumina/Albumen: proteína presente na clara do ovo.
  • Almíscar (em inglês: musk): substância de forte odor secretada pela glândula do cervo-almiscarado. Usada na confecção de vários perfumes.
  • Âmbar gris ou Âmbar cinza: extraído do intestino de baleias. Usado em perfumaria.
  • Anchova: peixe pequeno, preparado em mistura salgada, usado em pizzas ou em molhos como o Worcester.
  • Angorá: fibra macia obtida de coelhos e cabras. Usada em roupas.
  • Aspic: geleia ou líquido derivado de carne e peixe. Usado na culinária, na preparação  de mousses ou bolos, pra dar efeito “glaceado” ou “vidrado”.
  • Astracã: pele de filhote de cabra originária de Astracã, na Rússia. Usada em roupas.
  • Banha: gordura que envolve o estômago e rins dos porcos, ovelhas e gado. Usada na culinária.
  • Camurça: pele de porco ou cabra, tingida. Uso: roupas e sapatos.
  • Caseína: principal proteína do leite. Usada como aditivo em vários alimentos, e para dar textura a sorvetes, sorbets, etc.
  • Casimira ou caxemira: lã fina retirada do pêlo de cabra-da-Caxemira, ou de cabra selvagem do Tibet. Usada em roupas.
  • Castóreo: secreção obtida das glândulas sexuais de castores. Usada em perfurmaria.
  • Catgut: fibra de grandes elasticidade obtida dos intestinos de cavalos e carneiros. Usada para instrumentos musicais de cordas e pontos cirúrgicos (suturas).
  • Caviar: ovas de esturjão ou outro peixe. Usada na culinária, como aperitivo ou em sushi.
  • Cera de espermacete: substância gordurosa encontrada principalmente na cabeça de baleias cachalotes e outras baleias e golfinhos. Uso: remédios, produção de velas, cosméticos.
  • Cerdas: pelo duro animal, geralmente de porcos. Usado em escovas.
  • Chamois: couro macio de pele de antílope, ovelha, cabra, cervo, etc. Usado em tecidos e panos de limpeza.
  • Cochonilha: corante carmim extraído de um pequeno inseto (Dactylopius coccus). Usado em tintas, cosméticos, bebidas e alimentos.
  • Cola de peixe (em inglês: isinglass): substância gelatinosa obtida da bexiga de peixes. Usada pra clarear algumas bebidas como vinhos brancos e rosés, cervejas,etc., e em geléias.
  • Couro: pele tingida de gado, ovelhas ou cabras. Usado em roupas, calçados, acessórios, mobília, etc.
  • Couro cru (em inglês: hide): pele animal. Uso: roupas, calçados, acessórios, mobília.
  • D3 (colecalciferol): vitamina derivada da lanolina ou óleo de peixe. Usada como vitamina e suplemento alimentar.
  • Elastina: proteína obtida das fibras dos músculos (carne). Usada em cosméticos.
  • Espermacete ou cetina: óleo encontrado na cabeça de várias espécies de baleias. Usado pra fabricar velas.
  • Esponja: animal aquático ou colônia de animais chamada Porifera, cuja característica é um esqueleto elástico duro de fibras entrelaçadas. Usada para banho.
  • Esqualeno: encontrado no fígado de tubarões (e de ratos). Uso: perfumaria e cosméticos.
  • Estearina: éster formado pelo ácido esteárico e glicerol. Uso: remédios, amaciante pra pele (cosméticos).
  • Estrogênio: hormônio feminino produzido nos ovários de vacas ou obtido na urina de éguas prenhes. Uso: cosméticos, suplementos para atletas, cremes hormonais.
  • Fluido amniótico: líquido que envolve o feto ou embrião. Usado em cosméticos.
  • Gelatina: geléia obtida fervendo-se tecido animal (pele, tendões, ligamentos, etc.) ou osso. Uso: doces, biscoitos, cápsulas, geléias, filme fotográfico, etc.
  • Glicerina ou glicerol: líquido transparente que pode ser derivado de gordura animal, sintetizado do propileno ou da fermentação de açúcares. Uso: sabores, texturas, umectantes, sabonetes.
  • Inosinato dissódico: ocorre naturalmente no músculo. Obtido de peixes. Uso: incrementar o sabor de alimentos
  • Lã: pelo de cordeiros domesticados. Uso: roupas
  • Laca: secreção de insetos. Uso: spray de cabelo, produto usado para polir ou glacear e no acabamento final de instrumentos musicais.
  • Lactose: açúcar do leite. Usado como adoçante, aditivo de sabor, etc.
  • L cisteína: substância que pode ser obtida sinteticamente com pixe de carvão ou através de pelo animal ou penas de galinhas. Uso: xampu e alguns tipos de farinhas.
  • Lanolina: gordura extraída da lã de carneiros. Uso: produtos de limpeza, emoliente para cosméticos, principalmente batons, etc.
  • Lecitina: substância gordurosa encontrada em tecido nervoso, gema de ovos, sangue e outros tecidos. Usada na culinária: assados e confeitaria.
  • Luteína ou lipocromo: substância amarelada encontrada na gema de ovo. Usada na  coloração de alimentos.
  • Óleo de fígado de bacalhau: óleo extraído do fígado do bacalhau e outros peixes. Usado como suplemento alimentar.
  • Ovas: obtidas das fêmeas de peixe. Uso: culinária.
  • Penas e plumas: retiradas de patos e gansos. Usadas para alcolchoados, duvets, travesseiros, sacos de dormir, roupas, fantasias de Carnaval.
  • Pérola e Madrepérola: material orgânico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo. Uso: jóias, bijouterias e  decoração.
  • Pepsina: enzima digestiva produzida no estômago de animais. Uso: preparo de queijos.
  • Placenta: orgão pelo qual o feto se liga ao cordão umbilical. Uso: cosméticos.
  • Progesterona: hormônio sexual. Uso: cremes hormonais.
  • Própolis: substância resinosa obtida pelas abelhas. Uso: perfumaria, medicina natural e cosméticos.
  • Queratina ou ceratina: proteína encontrada em pelos, chifres, cascos e penas de animais. Uso: xampus, condiciondores, fertilizantes.
  • Quitina ou quitosana: base orgânica obtida das paredes celulares de fungos, parte externa dura (exoesqueleto) de artrópodes como crustáceos (caranguejo, camarão, etc. ) e insetos (formigas, abelhas, borboletas). Usada em condicionadores, xampus e produtos pra pele.
  • Renina, quimosina ou coalho: extraído do estômago da vitela. Enzima utilizada pra fazer queijo.
  • Sebo: gordura sólida obtida dos rins de gado e ovelhas. Uso: culinária.
  • Seda: tecido feito da fibra produzida por uma larva (o bicho-da-seda). Para a obtenção do material é preciso destruir o inseto. Uso: roupas e cosméticos.
  • Soro ou soro de leite: resíduo de leite quando se remove a caseína e grande parte da gordura. Sub-produto da produção do queijo. Uso: margarina, biscoitos, produtos de limpeza.
  • Testosterona: hormônio masculino. Uso: suplementos para atletas.
  • Ureia: dejeto tóxico de nitrogênio formado no fígado e excretado nos rins. Uso: perfumaria e cosméticos.
  • Vellum (Papel de vellum): papel fino preparado com a pele de bezerros ou cordeiros. Uso: material para escrita.
  • Vitamina A (retinol): derivado do óleo de fígado de peixes ou gema de ovo. Uso: cosméticos, suplemento alimentício.
  • Zibelina e Marta: mamíferos procurados por seu pelo. Uso: roupas, pincéis e escovas.

Via Veganet. Tradução minha.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Molho pesto de espinafre e sementes de girassol

Esse molho é uma receita crudívora que eu descobri por acaso porque eram os únicos ingredientes que eu tinha em casa. Deu super certo e funciona bem com massas ou saladas. O resultado é um molho forte, encorpado, e rende 1 xícara e 1/3.

Ingredientes: 3 dentes de alho, 1/2 xícara de sementes de girassol (sem casca, claro), 1 colher (sopa) de levedura nutricional, 1 colher (chá) de sal, 3 xícaras de espinafre, 2/3 de xícara de azeite de oliva extra virgem.

Preparo: Jogue o alho no processador. Pique. Adicione as sementes de girassol, a levedura nutricional, o sal e o espinafre. Processe tudo até ficar bem picadinho. Com o processador ainda ligado, vá adicionando o azeite devagarinho e deixe bater até a mistura ficar consistente, como na foto.

domingo, 24 de junho de 2012

Direitos Animais

Direitos Animais significam o mesmo que Abolicionismo. Eu sou uma vegana abolicionista. Essa teoria, ou corrente filosófica, afirma que não existe justificativa moral pra que usemos os animais em qualquer sentido e por melhor que eles sejam tratados. O objetivo do Abolicionismo, como o nome diz,  é acabar com o uso dos animais. Deixá-los em paz.

Já a teoria do bem-estar animal, ou o bem-estarismo, afirma que  é moralmente aceitável usarmos animais não-humanos para fins humanos, contanto que esses animais sejam tratados “humanitariamente”. O objetivo do bem-estarismo é regulamentar o uso de animais não-humanos.

Como você vê, as duas teorias são BEM DIFERENTES.

O filósofo Tom Regan afirma que os animais não-humanos deveriam ter os mesmo direitos morais que os humanos, e não serem tratados como nossa propriedade. Eu concordo. E antes que os onívoros venham com gracinhas, eu não estou sugerindo que os animais deveriam ter o direito de votar, por exemplo. Mas estou afirmando que acredito que eles têm o direito à vida e à não-interferência e que isso é fundamental se quisermos ser moralmente corretos em relação aos animais.

Muita gente acredita que com a regulamentação, aos poucos vamos acabar conseguindo o fim da exploração dos animais. Acreditam que conseguindo transformar em lei o abate humanitário, por exemplo, um dia o assassinato de animais por sua carne ou pele vai acabar.

Eu discordo. Aparentemente as mudanças graduais das leis em defesa dos animais são uma boa saída, mas quanto mais se regulamenta o uso dos animais, mais confortáveis as pessoas se sentem para usá-los e abatê-los, pois acreditam que 1) os bichos existem para servi-los, e 2) os bichos estão sendo bem tratados ou abatidos humanitariamente.

Não existe evidência de que com o aumento da regulamentação o uso dos animais esteja diminuindo – pelo contrário, só tem aumentado no mundo inteiro. Nunca se usou tanto os animais e de formas tão horrendas em toda a história da humanidade como acontece hoje em dia.

Um exemplo: acreditar que as galinhas poedeiras têm um espaço um pouquinho maior pra se moverem dentro das gaiolas, incentiva as pessoas a consumir mais ovos, em vez de pereceberem como é errado privar essas aves de liberdade e mantê-las doentes e medicadas com antibióticos e hormônios, pra depois serem degoladas ou jogadas em água fervendo ainda vivas. E esse é só um exemplo.

Exploradores de animais faturam em cima do sofrimento deles, mas eles querem que você acredite que os bichols são queridos e bem cuidados. Todo mundo sabe que o interior dos matadouros é um inferno que só é documentado através de câmeras escondidas. Os animais nesses lugares não têm qualquer valor moral e são tratados como mercadoria.

Não se deixe enganar. E não finja que acredita só pra poder continuar saboreando o seu churrasco ou omelete com queijo.

Se você concorda que os animais não existem pra nos servir e que estão sendo explorados das formas mais hediondas nesse exato momento – em granjas, fazendas-fábricas, matadouros, circos, rodeios – SEJA VEGANO. Comece já. Essa é a única forma de forçar o fim da exploração e sofrimento animal.

Pense nisso. Haja agora.

Para mais informações, assista ao video Direitos Animais vs. Bem-estar Animal (em Português). Leia mais aqui também.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Moqueca de palmito


Combinei duas receitas pra fazer esse prato típico do nordeste brasileiro, uma que saiu na página da Fogás no Facebook e outra do livro Tofu Mágico, da Ana Maria Curcelli. Ficou absolutamente deliciosa. Acho que foi a receita típica mais bem sucedida que eu já veganizei na vida. :)

Ingredientes:

4 colheres (sopa) de óleo de girassol
2 colheres (sopa) de azeite de dendê
4 dentes de alho picados
1 cebola grande cortada em arcos
3 tomates cortados em cubos
1 pimentão amarelo cortado em arcos
Sal a gosto
1 pimenta forte, picada (usei a dedo-de-moça da minha horta)


1 vidro de leite de côco (200ml)
100ml de água
Suco de 1 limão
1 vidro grande de palmito cortado em rodelas
1 colher (sopa) de coentro fresco picado

1/2 colher (sopa) de cebolinha picada
1/2 colher (sopa) de salsinha picada

Preparo:

1. Aqueça os dois óleos numa panela grande. Junte o alho e deixe dourar, mexendo sempre. Acrescente a cebola, o tomate, o pimentão, o sal e a pimenta. Deixe refogar por uns 10 minutos em fogo médio-baixo.


2. Adicione o leite de côco, a água e o suco de 1 limão, e aumente o fogo. Assim que começar a ferver, baixe o fogo e deixe cozinhar por 10 minutos com a panela tampada.

3. Acrescente o palmito, o coentro, a cebolinha e a salsinha (separe um pouco das ervas para decorar o prato). Deixe cozinhar com a panela semi-tampada por mais 10 minutos. Pronto!

Sirva com arroz branco. Rende 6 sensacionais porções.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Restaurante Vegetariano Capim Limão

 
Numa casa bonita e arejada, de dois andares na Vila Mathias, fica esse espaço de comida vegetariana da boa, aqui em Santos. É ovo-lacto vegetariano, mas todos os dias eles têm uma opção vegana. Eu já fui várias vezes, e todas as refeições veganas foram sensacionais. Comidinha caseira mesmo. Meu prato favorito é o churrasco vegano (foto abaixo), mas a feijoada deles também não fica atrás. Tem ainda porpetone, torta de alho poró, bacalhoada veg, "bife" à moda... e eu nem falei nas sobremesas.

Aberto de segunda a sábado (só para o almoço), eles oferecem diariamente duas opções de refeições vegetarianas e uma vegana. E o tradicional suco de hortelã está incluído no preço da refeição. Eu já pedi em casa também, e entregaram com uma rapidez surpreendente (e olha que eu moro do outro lado da cidade) - a responsável por isso é a Roberta, irmã do Júnior.

O sucesso desse estabelecimento vem de um esforço familiar conjunto. O Júnior fica na recepção, garantindo que todo mundo seja bem atendido e curta essa experiência vegetariana caseira, mesmo (e talvez principalmente) os onívoros. Ele adora quando alguém que não conhece tofu - ou não gosta - vai lá e se delicia. Também adoro essas coisas. :) A Terezinha é a mãe. Ela é quem cria as maravilhas servidas por lá e é responsável, por exemplo, pelas pizzas congeladas, uma novidade do Capim Limão.

A simpática Carolina, irmã do Júnior e da Roberta, cuida do atendimento. Aliás, as meninas que servem no restaurante são todas sempre super atenciosas. E as fotos que eles postam diariamente no Facebook, vou te contar, sempre me deixam aguada. Quando estiver em Santos, experimente você também!

Restaurante Vegetariano Capim Limão
Aberto de segunda à sábado das 11:30 às 15:00
Delivery - segunda à sábado - das 12:00 até 14:30
Rua: Prudente de Moraes, 63 - Vila Mathias - Santos
Telefone: (13) 3221-5938
restaurantecapimlimao@gmail.com
Para reservas de mesas em caso de eventos: (13) 3224-1037
www.restaurantecapimlimao.com.br

domingo, 3 de junho de 2012

Pão de queijo sem queijo


A melhor pedida para um domingão cheio de preguiça. A receita é do sensacional blog "Vegetariano Come o Quê?" e eu já queria fazê-la faz tempo. É muito simples e o resultado é perfeito. Por causa do polvilho esse pãozinho tem o mesmo sabor de um pão de queijo com queijo.

Ingredientes:
  • 2 xícaras de polvilho doce
  • 1/2 xícara de polvilho azedo
  • 2 xícaras de batatas cozidas e amassadas
  • Sal a gosto
  • 1/2 xícara de água filtrada
  • 1/3 de xícara de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó 

Adições minhas, totalmente opcionais:
  • Algumas gotinhas de essência de queijo
  • 1 colher (sopa) de levedura nutricional

Preparo:

Coloque a água e o óleo para ferver. Misture os polvilhos, o sal e, quando a água estiver fervente, escalde os polvilhos, mexendo rapidamente. Junte a batata e amasse tudo bem até que fique uma massa lisa. Adicione o fermento em pó e misture bem, até incorporar na massa.

Unte suas mãos com um pouquinho de óleo e faça bolinhas do tamanho que desejar. Asse em forno quente, até que fiquem amarelinhos - uns 30 minutos. Podem ser congelados.

Aqui está o video com o passo-a-passo:


Bom domingão!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O veganismo e a conservação do meio ambiente - Parte 2

Continuando nossa conversa sobre a incrível diferença que um vegano faz agindo sobre o meio ambiente e o planeta como um todo, simplesmente por se recusar a consumir qualquer produto animal, veja agora mais exemplos de como as nossas escolhas individuais afetam diretamente o planeta muito além dos animais.

Biodiversidade:

A pecuária é líder na redução da biodiversidade mundial, já que é o maior causador do desmatamento. Ela está envolvida diretamente na destruição das florestas, na degradação da terra, poluição, mudanças climáticas, pesca predatória, sedimentação de áreas costeiras e outros problemas ambientais, tanto brasileiros quanto mundiais.

De acordo com o Instituto de Recursos Mundiais, dois especialistas em agricultura do Banco Mundial concluiram que fazendas pecuaristas em áreas de floresta tropical têm provocado uma perda significativa de biodiversidade animal e vegetal, principalmente na América Central e na América do Sul. Esse processo ficou conhecido com “hamburguerização” das florestas.

Trocando em miúdos, quando você escolhe se alimentar de carne (boi, porco, peixe, galinha), leite, queijo ou ovos, vestir couro ou assistir a rodeios, você está contribuindo para a diminuição da biodiversidade do planeta. A palavra-chave aqui é extinção.

Mudanças climáticas:

Com o aumento das temperaturas, a elevação do nível do mar, o derretimento das geleiras e calotas polares, a mudança nas correntes oceânicas e nos padrões de temperatura, o aquecimento global é um dos mais sérios desafios que atingem a raça humana. A pecuária, olha ela aí de novo!, é a maior vilã, sendo responsável por 18% das emissões de gases de efeito estufa. Ela é também responsável por quase dois terços (64%) das emissões de amônia antropogênica, que contribui para a chuva ácida e a acidificação dos ecossistemas.

Doenças que afetam os humanos:

Quem consome carne animal hoje em dia, recebe uma quantidade enorme de antibióticos, hormônios, esteróides e pesticidas que serviram de alimentos pra esses animais. O uso de tantos remédios acaba criando bactérias resistentes. 76 milhões de casos de envenenamento e intoxicação alimentar aparecem a cada ano, de acordo com os centros de controle e prevenção de doenças em todo o mundo. Uma em cada 4 vacas nos abatedouros está contaminada com E. coli. Bactérias estão presentes em 42% dos 500 frangos comprados em mercearias. A salmonella aparece em 12% dos frangos. Todo ano, pra cada 50 consumidores de ovos, pelo menos uma pessoa corre risco de se intoxicar com salmonella.

Em fazendas industriais de aves, a alta concentração de animais e a constante exposição a fezes, saliva e outras secreções oferecem condições ideais pra que novas formas de vírus e bactérias se reproduzam, sofram mutações, se espalhem e afetem o ser humano de forma cada vez mais letal.

Pobreza e fome no mundo:

As sociedades consumidoras de carne são a maior causa da fome mundial porque usam uma porcentagem desproporcional de grãos para alimentar mais de 50 bilhões de animais criados para o abate por sua carne, e dezenas de bilhões de animais marinhos, ao invés de alimentar as 6.5 milhões de pessoas do planeta.

A cada 2 ou 3 segundos um ser humano (mais provavelmente uma criança) morre de fome, enquanto porcos e vacas são continuamente engordados. Até o conselho de Agricultura, Ciência e Tecnologia americano admite que 10 bilhões de pessoas poderiam ser alimentadas através dos campos de plantação de grãos nos EUA se todos se tornassem veganos. 1 acre (ou 0.40 hectares) de terra pode comportar mais de 13 mil quilos de cenouras, mais de 18 mil quilos de batatas e mais de 22 mil quilos de tomates.

O veganismo:

Uma dieta vegana gasta muito menos energia do que qualquer outra baseada em consumo de produtos animais. Essa energia é derivada de combustíveis fósseis, o que faz com que o consumo de carne e leite (e seus derivados) contribua para a poluição do ar, da água, a acidificação, o derramamento de óleo, a destruição do habitat e o aquecimento global.

As Nações Unidas já apresentaram relatório informando que uma dieta vegana pode alimentar muito mais pessoas do que qualquer outra dieta. Por exemplo, as projeções estimam que o suprimento de comida no ano de 1992 poderia ter alimentado aproximadamente 6.3 bilhões de pessoas numa dieta vegana, 4.2 bilhões de pessoas numa dieta 85% vegetariana, e 3.2 bilhões de pessoas numa dieta 75% vegetariana.

Agora pense nisso tudo e, por favor, pesquise por aí porque informação não falta nesse mundão cibernético.

Seja vegano: pelos animais, pelo planeta e pela sua saúde!


Fontes: World Resources Institute, Negotiation is Over, All Creatures, Instituto Aqualung.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hambúrguer de amendoim e tofu

Peguei essa receita no livro "The Tofu Cookbook" (Becky Johnson), que tem receitas vegetarianas e onívoras, mas é cheio de dicas fáceis pra veganizar qualquer receita com tofu. Essa foi um sucesso aqui em casa.

Hambúrguer de amendoim e tofu

Ingredientes:
  • 1/2 xícara de arroz integral cozido
  • 1 colher (sopa) de óleo vegetal (eu usei canola)
  • 1 cebola picada fininho
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 xícara e 3/4 de amendoim torrado (eu só tinha 3/4 de xícara, o que é bem menos do que a receita pede, mas deu muito certo. Fiquei achando que 1 xícara a mais seria demais)
  • Coentro em pó a gosto ou um punhado de salsinha fresca picada (usei os dois)
  • 250g de tofu firme, drenado (quebre-o em pedaços com as mãos)
  • 2 colheres (sopa) de molho de soja
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva, pra fritar
Modus operandi:
  1.  Aqueça o óleo numa panela e frite a cebola junto com o alho, mexendo (em fogo baixo) por alguns minutos, até ficarem douradinhos. 
  2. Ponha o amendoim, a cebola, alho, arroz, tofu, pó de coentro, salsinha e molho de soja num processador e bata tudo até que fique uma pasta grossa, uniforme.
  3. Formate os hambúrgueres com as mãos úmidas.
  4. Aqueça o azeite numa frigideira grande. Frite dois de cada vez, de 5 a 10 minutos cada lado, até ficarem douradinhos, como na foto. Escorra-os num papel toalha e sirva imediatamente. Se quiser, congele alguns pra quando não tiver tempo de cozinhar durante a semana. Você vai ficar feliz de ter feito isso, pode ter certeza. :)
Rendimento: o livro diz 8 hambúgueres, mas eu fiz 10. Depende do tamanho como você os formata. Os do livro são mais gordinhos; os meus, mais finos e redondinhos.

Variações: as ervas e castanhas podem variar. Em vez de amendoim e salsinha tente as seguintes combinações: nozes e alecrim, castanhas de caju e coentro fresco, avelãs com tomilho ou sálvia.

E Feliz Dia do Hambúrguer!


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