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domingo, 24 de junho de 2012

Direitos Animais

Direitos Animais significam o mesmo que Abolicionismo. Eu sou uma vegana abolicionista. Essa teoria, ou corrente filosófica, afirma que não existe justificativa moral pra que usemos os animais em qualquer sentido e por melhor que eles sejam tratados. O objetivo do Abolicionismo, como o nome diz,  é acabar com o uso dos animais. Deixá-los em paz.

Já a teoria do bem-estar animal, ou o bem-estarismo, afirma que  é moralmente aceitável usarmos animais não-humanos para fins humanos, contanto que esses animais sejam tratados “humanitariamente”. O objetivo do bem-estarismo é regulamentar o uso de animais não-humanos.

Como você vê, as duas teorias são BEM DIFERENTES.

O filósofo Tom Regan afirma que os animais não-humanos deveriam ter os mesmo direitos morais que os humanos, e não serem tratados como nossa propriedade. Eu concordo. E antes que os onívoros venham com gracinhas, eu não estou sugerindo que os animais deveriam ter o direito de votar, por exemplo. Mas estou afirmando que acredito que eles têm o direito à vida e à não-interferência e que isso é fundamental se quisermos ser moralmente corretos em relação aos animais.

Muita gente acredita que com a regulamentação, aos poucos vamos acabar conseguindo o fim da exploração dos animais. Acreditam que conseguindo transformar em lei o abate humanitário, por exemplo, um dia o assassinato de animais por sua carne ou pele vai acabar.

Eu discordo. Aparentemente as mudanças graduais das leis em defesa dos animais são uma boa saída, mas quanto mais se regulamenta o uso dos animais, mais confortáveis as pessoas se sentem para usá-los e abatê-los, pois acreditam que 1) os bichos existem para servi-los, e 2) os bichos estão sendo bem tratados ou abatidos humanitariamente.

Não existe evidência de que com o aumento da regulamentação o uso dos animais esteja diminuindo – pelo contrário, só tem aumentado no mundo inteiro. Nunca se usou tanto os animais e de formas tão horrendas em toda a história da humanidade como acontece hoje em dia.

Um exemplo: acreditar que as galinhas poedeiras têm um espaço um pouquinho maior pra se moverem dentro das gaiolas, incentiva as pessoas a consumir mais ovos, em vez de pereceberem como é errado privar essas aves de liberdade e mantê-las doentes e medicadas com antibióticos e hormônios, pra depois serem degoladas ou jogadas em água fervendo ainda vivas. E esse é só um exemplo.

Exploradores de animais faturam em cima do sofrimento deles, mas eles querem que você acredite que os bichols são queridos e bem cuidados. Todo mundo sabe que o interior dos matadouros é um inferno que só é documentado através de câmeras escondidas. Os animais nesses lugares não têm qualquer valor moral e são tratados como mercadoria.

Não se deixe enganar. E não finja que acredita só pra poder continuar saboreando o seu churrasco ou omelete com queijo.

Se você concorda que os animais não existem pra nos servir e que estão sendo explorados das formas mais hediondas nesse exato momento – em granjas, fazendas-fábricas, matadouros, circos, rodeios – SEJA VEGANO. Comece já. Essa é a única forma de forçar o fim da exploração e sofrimento animal.

Pense nisso. Haja agora.

Para mais informações, assista ao video Direitos Animais vs. Bem-estar Animal (em Português). Leia mais aqui também.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Contra os circos com animais



Por favor assista esse video e jamais apóie circos com animais.

domingo, 31 de maio de 2009

Mas o que há de errado com os circos?

Se o circo não tem nenhum animal trabalhando nele, não há nada de errado. Mas circos com animais: macacos, elefantes, leões, tigres... são o que de pior existe para os animais. As torturas são horripilantes. Por favor, NÃO vá nem leve crianças a esses circos. Essa indústria precisa ACABAR.

Pra ajudar esses animais no Brasil, entre nesse site e vote SIM na proibição de animais em Circos.

Link do site brasileiro via ECO-CONSCIÊNCIA.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

José Saramago contra o abuso animal

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, é de autoria de José Saramago (aquele mesmo) e aparece em seu blog, hoje. Tive que reproduzir aqui - não dá pra deixar passar.

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Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado - que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

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Go Saramago!

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