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terça-feira, 17 de julho de 2018

Exportando Vidas

"Exportando Vidas" é um curta-metragem (15 minutos) que apresenta aspectos ambientais, sanitários, econômicos, jurídicos e éticos a respeito da exportação de animais vivos.

Realizado por Nação Vegana Brasil, com imagens coletadas por diversos ativistas pelos direitos animais. Clique aqui para assistir e, por favor, ajude a divulgar.




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

domingo, 5 de março de 2017

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

"Abate humanitário" é historinha pra boi dormir

Com o perdão do trocadilho no título deste post, é incrível como ainda tem gente que acredita no termo "abate humanitário". Devem ser as mesmas pessoas que professam aos quatro ventos sobre a importância de galinhas serem "criadas soltas".

Vamos aos fatos. Em matadouros não considerados humanitários, os animais são mortos com golpes de marretas ou com tiros de espingardas em ambientes geralmente insalubres. E nos considerados humanitários, de acordo com o Sérgio Greif, por exemplo, há um conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico. Mas veja bem, e ele acerta em cheio nesse ponto: termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que ao final vamos matá-lo de alguma forma". O ato de matar o animal em questão já neutraliza e nega qualquer possível ato humanitário dirigido a ele.

O que nos leva aos seguintes pontos:

  • Não há necessidade de nos alimentarmos de animais. As pessoas o fazem porque querem. Comer carne e derivados é uma opção.
  • Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel. 
  • Se o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça. (Na mosca de novo, Sergio Greiff!)
  • Pecuaristas têm interesse no abate humanitário porque isso exime o consumidor da culpa por fazer o animal sofrer e isso o leva a continuar consumindo, o que reverte em lucro para eles, pecuaristas.
  • Um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.
  • Não há fiscalização suficiente no Brasil.

Aproximadamente 30% da carne brasileira é produzida sem fiscalização. Isso pode provocar uma série de doenças que podem matar, como a cisticercose, tuberculose, botulismo e toxoplasmose. A inspeção da carne é feita em apenas 17% dos municípios brasileiros.

Digamos então, que você não consuma carne, só derivados. Não há absolutamente nada de humanitário em manter vacas constantemente grávidas e separar seus filhotes logo após o nascimento. O processo de mantê-las grávidas, também não é nada natural. Na inseminação, uma pessoa (humana, pra deixar bem claro) enfia seu braço inteiro, sim eu disse BRAÇO INTEIRO, no reto da vaca para posicionar o útero dela e então enfia um instrumento pela vagina do pobre animal. Veja a foto.

Bezerros machos não servem para a produção de leite, duh, então eles são encaminhados para a produção de vitela e viram baby beef, ou são enviados para leilões, onde serão vendidos e mortos apenas alguns dias depois de nascer. Os que vão virar bifinho macio sofrem uma castração cruel e são mortos depois de viver por 4 meses num jaula minúscula.

Depois de quatro a seis anos, as vacas leiteiras estão exaustas por terem sido forçadas a parir e produzir leite continuamente. Em liberdade, viveriam 25 anos ou mais.

Então, fica a pergunta: você acha que vale a pena torturar e matar animais para satisfazer o seu paladar? Se a resposta for afirmativa, não me venha dizer que o lacto-vegetarianismo é ético, que comer queijinho não afeta a vida dos bichos, ou que você só consome animais criados soltos, ou que passaram por abate humanitário e que essa é "a maneira correta". Não diga isso. Cale-se ou diga simplesmente que não se importa com a violência no mundo para que o seu apetite medieval esteja satisfeito.

E bons sonhos à noite.

Para ler mais sobre o assunto, clique aqui e aqui. Este artigo está em inglês. E aqui também tem mais detalhes sobre isso.

Informe-se, faça a conexão. Não deixe que as grandes empresas envolvidas com a pecuária te enganem. Torne-se vegano o mais rápido possível e mostre que você se importa - na prática. Ajude a salvar vidas. Obrigada!


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Pelo planeta

Hoje é o Dia da Árvore e amanhã é o Dia Mundial Sem Carro. Portanto, uma ótima semana para reflexão e ação direta de proteção ao meio ambiente e no combate ao aquecimento global e aos impactos ambientais em geral, né?  


Via Segunda Sem Carne. Aqui em casa todo dia é sem carne, sem laticínios, sem ovos, sem mel. Seja vegano e ajude a salvar o planeta!!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Veganos do Mar



Documentário bacanérrimo produzido pela Carol, estudante de Cinema e Audiovisual de Santos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

DIREITOS ANIMAIS = DIREITOS HUMANOS

 

Ser um defensor dos animais significa defender os humanos também.

Desde sempre os humanos tem sofrido discriminação e tem tido seus direitos negados por causa de sua classe social. Hoje em dia, isso acontece um pouco menos, tanto é que a maioria é contra, ou pelo menos se diz contra o racismo, o sexismo, etc. Um aspecto incrível do preconceito é que a maioria de nós não percebe até que isso nos afete de forma direta, pessoal. E muitas vezes quando acontece já é tarde demais para impedir o agressor. 

Para nos protegermos, precisamos aprender a amparar humanos e não-humanos igualmente. Afinal, como a humanidade pretende resolver as diferenças entre sua própria espécie quando não aprende a proteger e preservar os outros animais deste planeta?

Nós humanos precisamos começar a pensar e viver em termos de coexistência, e não de dominação. Você não precisa amar os seus vizinhos de paixão, mas deveria tentar se dar bem com eles. A paz começa com os indivíduos que fazem um esforço consciente para viver causando o menor impacto negativo possível.

Tendo isso em mente, ativistas pelos direitos animais deveriam tentar não machucar outros seres. Pela lógica, deveríamos utilizar somente meios não-violentos nessa tentativa de mudar o mundo.

Pete, um ativista investigativo, responsável entre outras coisas pelo trabalho secreto que levou ao filme "Death on a Factory Farm”, disse numa entrevista sobre seus onze anos de ativismo e comprometimento com os animais, que o que ele aprendeu sobre o sofrimento de seres humanos em seu trabalho investigativo já deveria fazer quem come carne pensar não só nos animais, mas nos humanos que passam a vida trabalhando no horror que são as fazendas industriais. Você já deve ter ouvido por aí a famosa frase “por que perde tempo com os animais quando poderia estar defendendo os humanos?” Pois é. Você pode então responder que nós estamos sim defendendo os humanos.

É importante lembrar que o mundo do qual nós, seres humanos, dependemos, simplesmente não pode sustentar uma dieta centrada na carne e derivados. Para a obtenção de 1Kg de carne são necessários mais de 30 litros de água e grãos, que por sua vez vão requerer terra. Várias pesquisas já demonstraram que ser vegano ajuda no combate mundial à fome e na reversão das alterações climáticas. Confira o novo documentário “Cowspiracy” (“A Conspiração da Vaca”) para saber mais. Mesmo as consideradas “pequenas decisões”, como escolher cosméticos livres de crueldade ou optar por não comprar couro - fazem maravilhas pelos animais, assim como pelas vidas dos seres humanos que trabalham em condições que os colocam em risco ambiental e emocional.

Em outras palavras: ser um ativista pelos animais significa ser também um defensor dos seres humanos. Tudo está conectado. Lembre-se disso.

Leia mais aqui (em inglês): http://goo.gl/V5km92

*Este texto é uma reprodução do artigo que postei recentemente na página do Coletivo Onda Vegana - Direitos Animais no Litoral no Facebook.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Somos todos iguais

Separating a child from his mother is a horrible act. To think some people make a living of it - is just crazy...More important videos: Best Video You Will Ever See

Posted by Best Video You Will Ever See on Monday, April 27, 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Por que eu não como mel


Seria meio óbvio que um vegano, aquele que não deseja participar do uso de nenhum animal, não comesse mel. Mas alguns ainda o fazem. Eu não me incluo nesse time. E gostaria de esclarecer o porquê.

O primeiro grande motivo é esse que eu falei aí em cima. Eu não desejo participar de nenhum tipo de uso animal. Por isso, não consumo mel. Simples assim.

Mas para quem acha que não há mal nenhum na apicultura, e tem gente que inclusive pensa que essa é uma atividade importante para a saúde das pessoas e para o meio-ambiente (hein?!), aqui tem bastante informação a respeito. Informação é poder. De nada.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Viva o Dia Mundial SEM Carne!

Hoje se comemora o Dia Mundial Sem Carne. Aproveite então a oportunidade para tornar-se vegano/a. Se você pesquisar um pouquinho, vai descobrir que há tanto ou mais sofrimento e exploração animal no consumo de laticínios e ovos. Não pense que parando de comer carne, mas continuando a usar quaisquer produtos animais, do consumo de um simples iogurte ao uso de sapatos de couro e blusas de lã, você estará ajudando nossos amigos não-humanos. Não estará não. A prisão e a matança são as mesmas. O único caminho para salvá-los da escravidão e da tortura é o veganismo. Saiba mais aqui.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Woody Harrelson


Todo ano, dezenas de milhares de animais sofrem e morrem em testes de laboratórios para cosméticos e produtos domésticos, apesar do fato de que os resultados desses testes não ajudam a prevenir ou tratar o uso incorreto, acidental ou proposital, dos produtos. Por favor, junte-se a mim e use a sua voz por aqueles cujos gritos são sempre abafados por trás das portas dos laboratórios. - Woody Harrelson


terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Engrenagem


Via Instituto Nina Rosa.

Assista, reflita, aja e repasse a informação. Seja vegano.

domingo, 2 de setembro de 2012

Casey Affleck



Quando me perguntam por que eu não como carne ou qualquer outro produto animal, eu digo, "porque são insalubres e são produto de uma indústria violenta e desumana. Galinhas, vacas e porcos de fazendas industriais passam a vida inteira em condições abarrotadas e nojentas só para sofrer uma morte longa e dolorosa. Seus corpos são então transformados em produtos comestíveis que comprovadamente contribuem para doenças do coração e câncer. Comer aquilo é comer veneno". --Casey Affleck

Choose Veganism!

sábado, 28 de julho de 2012

Tornar-se vegano -- o que muda?

Quando finalmente parei de comer peixes e crustáceos (já não me alimentava de nenhuma ave ou mamífero havia 15 anos) e me tornei ovo-lacto-vegetariana, já comecei a planejar uma transição para o veganismo. Não que seja necessário fazer transição. Conheço várias pessoas que foram de onívoras a veganas da noite pro dia. A maioria porque leu um livro que informava o que um onívoro está causando aos animais e ao planeta, ou porque assistiu a algum filme explicativo, como Terráqueos, por exemplo.

Mas cada um tem seu próprio tempo, sua maneira particular de mudar e se adaptar a novos hábitos. Eu decidi que pra mim seria melhor uma preparação mais cuidadosa, deixando aos poucos os laticínios e ovos cujo sabor eu tanto adorava. Descobri depois que na verdade laticínios viciam o organismo, então eu era mais “viciada” em queijos do que propriamente uma entusiasta de seu sabor.

Enquanto fazia a transição, comecei a procurar informação onde quer que pudesse. Li, ouvi, googlei, observei, comparei, assisti palestras... fui atrás de informação útil e prática sobre como me alimentar direitinho, mas também pra decidir se era mesmo necessário abandonar os queijos e ovos. Como muita gente, eu ainda não estava convicta de que prejudicava diretamente os animais, já que não precisava matá-los pra me alimentar. Grande ilusão. Já no primeiro panfleto informativo sobre a indústria mundial de ovos e laticínios, você descobre a sujeira, a tortura, o sofrimento e o descaso que envolvem alimentar-se de ovos ou leite, comprar couro, penas, lã.

Aí ficou fácil.

O barato de tornar-se vegano vai muito além da gente se sentir super bem logo de cara, e com mais energia, mais leve e saudável. Nossa mentalidade em relação ao próximo e ao planeta vai se transformando e cada escolha ética fica mais clara, mais óbvia. No meu caso, a atenção e o respeito que eu passei a dar aos animais todos (e não mais apenas aos gatinhos, coelhinhos, cães) e também às pessoas, ao planeta inteiro mudou.

Eu sempre adorei bichos, mas como vegana fiquei muito mais conectada com eles, mais sensível ao abuso que o ser humano inflige aos animais por considerar-se superior. Meus hábitos mudaram pra melhor assim como meu respeito pelo meio ambiente. Sou cada vez mais consciente do nosso poder de transformação individual. Estou sempre tentando fazer algo mais, seja reciclando, reutilizando ou tentando não desperdiçar. Tudo isso aconteceu depois que me tornei vegana. 

Veganismo é isso - uma filosofia que vai além do amor e respeito pelos animais não-humanos. É uma questão moral, científica, econômica e ecológica que precisa tornar-se o mais rápido possível o objetivo de todo mundo que realmente se preocupa com o próximo.


domingo, 24 de junho de 2012

Direitos Animais

Direitos Animais significam o mesmo que Abolicionismo. Eu sou uma vegana abolicionista. Essa teoria, ou corrente filosófica, afirma que não existe justificativa moral pra que usemos os animais em qualquer sentido e por melhor que eles sejam tratados. O objetivo do Abolicionismo, como o nome diz,  é acabar com o uso dos animais. Deixá-los em paz.

Já a teoria do bem-estar animal, ou o bem-estarismo, afirma que  é moralmente aceitável usarmos animais não-humanos para fins humanos, contanto que esses animais sejam tratados “humanitariamente”. O objetivo do bem-estarismo é regulamentar o uso de animais não-humanos.

Como você vê, as duas teorias são BEM DIFERENTES.

O filósofo Tom Regan afirma que os animais não-humanos deveriam ter os mesmo direitos morais que os humanos, e não serem tratados como nossa propriedade. Eu concordo. E antes que os onívoros venham com gracinhas, eu não estou sugerindo que os animais deveriam ter o direito de votar, por exemplo. Mas estou afirmando que acredito que eles têm o direito à vida e à não-interferência e que isso é fundamental se quisermos ser moralmente corretos em relação aos animais.

Muita gente acredita que com a regulamentação, aos poucos vamos acabar conseguindo o fim da exploração dos animais. Acreditam que conseguindo transformar em lei o abate humanitário, por exemplo, um dia o assassinato de animais por sua carne ou pele vai acabar.

Eu discordo. Aparentemente as mudanças graduais das leis em defesa dos animais são uma boa saída, mas quanto mais se regulamenta o uso dos animais, mais confortáveis as pessoas se sentem para usá-los e abatê-los, pois acreditam que 1) os bichos existem para servi-los, e 2) os bichos estão sendo bem tratados ou abatidos humanitariamente.

Não existe evidência de que com o aumento da regulamentação o uso dos animais esteja diminuindo – pelo contrário, só tem aumentado no mundo inteiro. Nunca se usou tanto os animais e de formas tão horrendas em toda a história da humanidade como acontece hoje em dia.

Um exemplo: acreditar que as galinhas poedeiras têm um espaço um pouquinho maior pra se moverem dentro das gaiolas, incentiva as pessoas a consumir mais ovos, em vez de pereceberem como é errado privar essas aves de liberdade e mantê-las doentes e medicadas com antibióticos e hormônios, pra depois serem degoladas ou jogadas em água fervendo ainda vivas. E esse é só um exemplo.

Exploradores de animais faturam em cima do sofrimento deles, mas eles querem que você acredite que os bichols são queridos e bem cuidados. Todo mundo sabe que o interior dos matadouros é um inferno que só é documentado através de câmeras escondidas. Os animais nesses lugares não têm qualquer valor moral e são tratados como mercadoria.

Não se deixe enganar. E não finja que acredita só pra poder continuar saboreando o seu churrasco ou omelete com queijo.

Se você concorda que os animais não existem pra nos servir e que estão sendo explorados das formas mais hediondas nesse exato momento – em granjas, fazendas-fábricas, matadouros, circos, rodeios – SEJA VEGANO. Comece já. Essa é a única forma de forçar o fim da exploração e sofrimento animal.

Pense nisso. Haja agora.

Para mais informações, assista ao video Direitos Animais vs. Bem-estar Animal (em Português). Leia mais aqui também.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O veganismo e a conservação do meio ambiente - Parte 2

Continuando nossa conversa sobre a incrível diferença que um vegano faz agindo sobre o meio ambiente e o planeta como um todo, simplesmente por se recusar a consumir qualquer produto animal, veja agora mais exemplos de como as nossas escolhas individuais afetam diretamente o planeta muito além dos animais.

Biodiversidade:

A pecuária é líder na redução da biodiversidade mundial, já que é o maior causador do desmatamento. Ela está envolvida diretamente na destruição das florestas, na degradação da terra, poluição, mudanças climáticas, pesca predatória, sedimentação de áreas costeiras e outros problemas ambientais, tanto brasileiros quanto mundiais.

De acordo com o Instituto de Recursos Mundiais, dois especialistas em agricultura do Banco Mundial concluiram que fazendas pecuaristas em áreas de floresta tropical têm provocado uma perda significativa de biodiversidade animal e vegetal, principalmente na América Central e na América do Sul. Esse processo ficou conhecido com “hamburguerização” das florestas.

Trocando em miúdos, quando você escolhe se alimentar de carne (boi, porco, peixe, galinha), leite, queijo ou ovos, vestir couro ou assistir a rodeios, você está contribuindo para a diminuição da biodiversidade do planeta. A palavra-chave aqui é extinção.

Mudanças climáticas:

Com o aumento das temperaturas, a elevação do nível do mar, o derretimento das geleiras e calotas polares, a mudança nas correntes oceânicas e nos padrões de temperatura, o aquecimento global é um dos mais sérios desafios que atingem a raça humana. A pecuária, olha ela aí de novo!, é a maior vilã, sendo responsável por 18% das emissões de gases de efeito estufa. Ela é também responsável por quase dois terços (64%) das emissões de amônia antropogênica, que contribui para a chuva ácida e a acidificação dos ecossistemas.

Doenças que afetam os humanos:

Quem consome carne animal hoje em dia, recebe uma quantidade enorme de antibióticos, hormônios, esteróides e pesticidas que serviram de alimentos pra esses animais. O uso de tantos remédios acaba criando bactérias resistentes. 76 milhões de casos de envenenamento e intoxicação alimentar aparecem a cada ano, de acordo com os centros de controle e prevenção de doenças em todo o mundo. Uma em cada 4 vacas nos abatedouros está contaminada com E. coli. Bactérias estão presentes em 42% dos 500 frangos comprados em mercearias. A salmonella aparece em 12% dos frangos. Todo ano, pra cada 50 consumidores de ovos, pelo menos uma pessoa corre risco de se intoxicar com salmonella.

Em fazendas industriais de aves, a alta concentração de animais e a constante exposição a fezes, saliva e outras secreções oferecem condições ideais pra que novas formas de vírus e bactérias se reproduzam, sofram mutações, se espalhem e afetem o ser humano de forma cada vez mais letal.

Pobreza e fome no mundo:

As sociedades consumidoras de carne são a maior causa da fome mundial porque usam uma porcentagem desproporcional de grãos para alimentar mais de 50 bilhões de animais criados para o abate por sua carne, e dezenas de bilhões de animais marinhos, ao invés de alimentar as 6.5 milhões de pessoas do planeta.

A cada 2 ou 3 segundos um ser humano (mais provavelmente uma criança) morre de fome, enquanto porcos e vacas são continuamente engordados. Até o conselho de Agricultura, Ciência e Tecnologia americano admite que 10 bilhões de pessoas poderiam ser alimentadas através dos campos de plantação de grãos nos EUA se todos se tornassem veganos. 1 acre (ou 0.40 hectares) de terra pode comportar mais de 13 mil quilos de cenouras, mais de 18 mil quilos de batatas e mais de 22 mil quilos de tomates.

O veganismo:

Uma dieta vegana gasta muito menos energia do que qualquer outra baseada em consumo de produtos animais. Essa energia é derivada de combustíveis fósseis, o que faz com que o consumo de carne e leite (e seus derivados) contribua para a poluição do ar, da água, a acidificação, o derramamento de óleo, a destruição do habitat e o aquecimento global.

As Nações Unidas já apresentaram relatório informando que uma dieta vegana pode alimentar muito mais pessoas do que qualquer outra dieta. Por exemplo, as projeções estimam que o suprimento de comida no ano de 1992 poderia ter alimentado aproximadamente 6.3 bilhões de pessoas numa dieta vegana, 4.2 bilhões de pessoas numa dieta 85% vegetariana, e 3.2 bilhões de pessoas numa dieta 75% vegetariana.

Agora pense nisso tudo e, por favor, pesquise por aí porque informação não falta nesse mundão cibernético.

Seja vegano: pelos animais, pelo planeta e pela sua saúde!


Fontes: World Resources Institute, Negotiation is Over, All Creatures, Instituto Aqualung.


terça-feira, 22 de maio de 2012

O veganismo e a conservação do meio ambiente - Parte 1

Cada um tem seus motivos para ser vegano, seja pelo respeito aos animais, pela escolha de viver uma vida saudável e ética... mas em uma coisa todo mundo (incluindo onívoros) concorda: o veganismo é a resposta ecológica mais imediata no combate ao aquecimento global e a destruição do meio ambiente. Você já tinha pensado nisso?

 Pecuária:

As florestas do mundo inteiro estão sendo destruídas, não só pela madeira, papel e combustível, mas para dar mais espaço para a criação de gado e plantação de grãos que irão alimentar esse gado. A pecuária (criação de gado de corte, vacas leiteiras, porcos, galinhas poedeiras, etc. para fins lucrativos) no Brasil é o maior vilão da devastação de florestas na Amazônia. Segundo uma pesquisa do IBGE feita há seis anos: entre 1990  e 2003, o gado criado dentro da área legal da Amazônia brasileira cresceu de 26.6 milhões para 64 milhões de cabeças (140% de aumento).

Água:

A pecuária tem também um papel fundamental no aumento do uso da água (e da poluição dela) no mundo. Mais de 8% do consumo humano mundial é usado para isso, na maioria dos casos para irrigação das plantações que alimentam o gado. E a pecuária também é provavelmente a maior fonte de poluição das águas, transformando as áreas costeiras, degradando os corais de recifes, causando problemas de saúde nas pessoas que consomem a água poluída pelos excrementos animais, fertilizantes, pesticidas, hormônios, criando resistência a antibióticos, entre outras coisas.

Degradação do solo:

De acordo com o Instituto de Recursos Mundiais, 20 a 30% das florestas do mundo inteiro já estão sendo exploradas para a agricultura. E conforme essas áreas vão sendo degradadas pelo uso contínuo da terra, mais terra é necessária. As estimativas são de que mais de 60% da devastação no planeta está sendo causada pela constante expansão da agricultura. E muito dessa terra é usada para criação de gado de corte (aquele que vai virar bife).

Como já deu pra perceber, esse assunto dá muito pano pra manga. Vou ter que parar por aqui porque blog não é bíblia. E digo isso nos dois sentidos: não posso escrever um tratado longuíssimo e nem quero converter ninguém. Estou expondo fatos reais e você faz com essa informação o que quiser. Vá pensando no assunto. Daqui a pouco volto com a Parte 2 dessa conversa. Enquanto isso, dê um tempo no consumo de ingredientes animais. Vai doer menos no seu bolso, no seu corpo e na sua consciência, você vai ver.

Fontes: World Resources Institute, Global Forest Watch

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Veganismo - respostas para as perguntas mais comuns

Por que ser vegano?
Porque os animais não existem para nos servir ou entreter. Eles estão sendo torturados e mortos sem piedade a cada segundo, sem a mínima necessidade. Porque a alimentação vegana é deliciosa e super saudável. E porque está mais do que na hora de fazermos a nossa parte e ajudarmos a resolver vários problemas, como sofrimento animal e poluição do meio ambiente.

Nenhuma carne, leite, queijo ou ovos? Mas o que é que um vegano come, então?
Legumes, verduras, frutas, cereais, grãos (risotos, massas, tortas, saladas, quiches, pães, bolos, sopas, pizzas...), tudo o que existe no mundo, menos porcaria.

Como eu faço pra me tornar vegano?
Comece já. Algumas pessoas preferem, mas ninguém precisa fazer transição. Perceba como muita coisa contém ingredientes animais desnecessariamente. A maioria das marcas de margarina, por exemplo, não é vegana. Leia rótulos cuidadosamente. Comece preparando coisas simples como sanduíches, saladas e sopas (com o tempo você vai aprender a preparar pratos fáceis e incríveis). Compre alguns livros de receita veganos.


Mas eu moro com a minha família, que é onívora. Como faz?
Compre o seu próprio leite vegetal e produtos veganos e guarde na geladeira/despensa. Bote a mão na massa. Prepare suas refeições no final de semana e congele. Pesquise na Internet. Dê um google em “receitas veganas”. Respeite os hábitos alimentares dos seus familiares e exija que eles respeitem os seus.

E a vitamina B12? Ela só é obtida de fontes animais.
Ela também é sintetizada em laboratório e pode ser reposta em forma de suplemento vitamínico. E essa é a ÚNICA vitamina que precisa ser reposta pelos veganos. Peça detalhes e dicas ao seu médico ou nutricionista.


Você não tem medo de ficar anêmica?
Anemia pode acontecer com qualquer um, inclusive onívoros. Para prevenir, basta se alimentar direitinho. Fontes boas de ferro: alimentos folhosos verde-escuros, como agrião, couve, cheiro-verde; legumes (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas e açúcar mascavo. Também existem alimentos fortificados com ferro, como farinhas de trigo e milho, cereais, etc.

E como você consegue sua proteína?
Do mesmo jeito que você: na mercearia, feira, supermercado. :)

Leia mais aqui e aqui também.

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