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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rapidinhas de início de ano

Comecei o ano empolgadíssima com um convite pra testar receitas para o livro novo da Urban Vegan, Dynise Balcavage. E já comecei com uma deliciosa receita com polenta (foto).

Meus finais de semana têm se resumido a maratonas de Ti Ti Ti e Mad Men. A única novela que eu acompanho, pela internet, é Ti Ti Ti, só que durante a semana não dá tempo de assistir nada. Estamos acompanhando também o seriado Mad Men (que é demais!) desde a primeira temporada. Então, no final de semana, é comidinha vegana, filmes, novela e seriado. Nessa friaca, não tem nada melhor. :)

Outra musa vegana, a Isa Chandra Moskowitz, acaba de lançar um livro irresistível: Appetite for Reduction, com receitas sensacionais que têm por objetivo reduzir. Reduzir o consumo de ingredientes não muito saudáveis, reduzir nosso impacto no meio ambiente, a conta do supermercado, e claro, reduzir o sofrimento animal. Todas as receitas acompanham a quantidade de calorias e dados nutricionais. Perfeito pra começar o ano muito bem.

Descobri 3 produtos de beleza que estão deixando meus cabelos uma delícia. Xampu e condicionador de árvore-do-chá (tea tree) da marca Shikai -- não contêm nenhum ingrediente animal, nem testam em animais. Meus cabelos nunca ficaram tão macios. O outro produto é um creme pós lavagem (style cream) pra cabelos cacheados da AVEDA chamado "be curly", com proteína do trigo e da castanha-do-Pará. Natural, sensacional.

E lá se foi mais um Natal e com ele a decoração linda do Rockefeller Center. Vou sentir saudade...
Encontrei duas amigas no final de semana pra um almoço vegano no S'Mac, um restaurante (que não é vegano) de macarrão com queijo, mas que oferece opções veganas. Infelizmente ele não é mais o mesmo, sinto dizer. Serviram um Mac & Cheese vegano mergulhado em muito leite de côco. O resultado ficou muito distante do Mac & Cheese vegano que comemos lá anteriormente. Quando (e se) melhorar, eu prometo que volto aqui e aviso.


Pra quando bater uma vontade incontrolável de chocolate. É, às vezes eu tenho isso. Só de vez em quando. :) Esse aí ao lado faz bem, é gostoso e ecologicamente correto.







E que esse ano seja cheio de novidades boas, produtos veganos ao alcance de todos, comidas saborosas e cheias de compaixão, e mais pessoas aderindo ao único estilo de vida compatível com um mundo mais justo e menos violento, o veganismo.

Beijão com arroz!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Desert Essence

Eu falo que não uso muita coisa em termos de cosméticos, mas simplesmente porque não tenho paciência no dia a dia, não é porque eu não goste. Na verdade, eu ADORO cosméticos. Desde pequenininha, adoro brincar com maquiagem e cremes. É que no final das contas, uso muito pouca coisa mesmo, incluindo maquiagem.

Eu só compro produtos veganos, 100% cruelty-free, e eles nem sempre são fáceis de achar. Morar em Nova York facilita, claro. O que você não encontrar em lojas, você encomenda pela internet, sem erro, sem problemas e sem perigo.

Um problema que eu enfrentava antigamente era combinar minhas duas necessidades: produtos veganos + que funcionam pra mim. Finalmente, posso dizer que encontrei uma marca de cosméticos que reúne as duas soluções - e vai de shampoos a desodorante. Minha solução de beleza chama-se Desert Essence, mais precisamente a coleção de produtos deles feitos com ingredientes da árvore-do-chá (tea tree).
 Todas as fotos deste post refletem os produtos que eu uso no dia a dia e é muito prático quando você encontra tudo de uma marca só. Começou com o sabonete líquido para o rosto. Esse eu uso religiosamente todas as manhãs quando acordo e lavo o rosto. No verão, duas vezes por dia. A sensação de pele limpra e fresca é incrível. Produtinho poderoso.

Aí, recentemente eu sofri tentando achar um desodorante que funcionasse pra mim e fosse vegano. A maioria dos desodorantes "cruelty-free" que eu achava aqui nos EUA, são muito fraquinhos e não duram o dia inteiro. No verão então, é um medo. Os desodorantes fortes são todos de marcas do mal, que testam e usam ingredientes animais.

Aí lembrei de procurar um desodorante da Desert Essence, já que eu já usava com sucesso o sabonete líquido, o hidratante facial, o shampoo e o condicionador deles (até o creme dental foi aprovado aqui em casa). E não é que eu achei? E, de novo, da árvore-do-chá. E o danado é poderoso. Não tem cheiro e me protege o dia inteiro. Por isso resolvi vir aqui contar. :)

 Saiba que esse lobby é pura satisfação com os produtos deles. A Desert Essence não me paga nada pra elogiá-la, viu? Quando tiver a oportunidade, teste os produtos deles e você vai ver que existe sim um jeito de ficar bonita e protegida sem explorar nenhum animal.

Go #vegan!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vegan Pride

Tirei essa foto em dezembro passado, na Galeria do Rock, em Sampa. Adorei essa loja. www.veganpride.com
Eles tambem estao no Twitter:  http://twitter.com/veganprideshop

Happy Friday!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Beleza caseira - Azeite de oliva

Essa hidratação para os cabelos é maravilhosa e facílima de fazer. Sem precisar gastar muito dinheiro em salão nem usar produtos químicos, você aproveita o que a natureza oferece pra ficar (mais) linda.

Azeite de oliva extra virgem prensado a frio
Microondas
Touca plástica de banho
Toalha

Coloque 1/2 xícara do azeite numa tigela que possa ir ao microondas. Aqueça no microondas por uns 15 segundos ou até que fique morno. Não deixe esquentar demais!

Ponha a toalha sobre os ombros pra proteger sua roupa (ou sua pele). Coloque um pouquinho do azeite na palma da mão e espalhe pelo cabelo, massageando devagar. Se o seu couro cabeludo é seco, use um pouquinho no couro também. Se o seu cabelo é oleoso, não deixe o couro cabeludo receber o azeite - use apenas nos fios do cabelo até as pontas. Repita o processo de colocar um pouquinho do azeite na palma da mão e espalhar pelos cabelos até que todos os fios estejam completamente envoltos com azeite.

Levante um pouco os cabelos (soltos) e cubra-os com a touca plástica.

Relaxe por uns 30 minutos enquanto o azeite trata os seus cabelos. Aproveite pra responder emails, ler uma revista ou tomar um banho de banheira bem relaxante enquanto saboreia uma taça de vinho.

Lave os cabelos com um xampu suave. Use pouco condicionador. Enxagüe completamente. Você vai sentir seus cabelos muito mais macios e saudáveis e o azeite ainda vai dar um brilho extra.

Se o seu cabelo é compridão (ou grosso, como o meu), você vai precisar de 1 xícara de azeite.

*Passo a passo via ehow.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Árvore-do-chá

Ando encantada com esse sabonete líquido facial de óleo da árvore-do-chá, da marca Desert Essence. É uma marca 100% vegana - não testa nem utiliza ingredientes de origem animal.

A minha pele nunca teve problema sério, mas ainda assim melhorou muito depois que me tornei vegana. Ficou mais fresca e saudável. Todo mundo reparou. Mas de vez em quando, principalmente durante a TPM, aparecia uma ou outra espinha - às vezes bem dolorida. Depois que eu comecei a lavar o rosto com esse sabonete líquido, NUNCA mais tive espinhas. Esse produto chama-se "Thoroughly Clean Face Wash" e aqui nos EUA vende nos supermercados Whole Foods, lojas de produtos naturais ou de cosméticos, e lojas de departamentos. Adorei.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Lanolina

Lanolina, também chamada de cera de lã ou gordura de lã, é uma emulsão de gordura de lã purificada em água. É um material constituído por vários tipos de substâncias, contendo colesterol e ácidos graxos e é obtida da lã de carneiro.

A lanolina está presente em cremes hidratantes, sabonetes, amaciantes de roupas, maquiagem, cremes e remédios dermatológicos e pode até ser usada pra polir calçados.

Se você é vegano ou vegana, você procura por esse ingrediente no rótulo do produto pra poder NÃO comprar. Veganos não consomem lanolina, já que é um produto de origem animal.

Parecida com cera, a lanolina é secretada por glândulas sebáceas de animais que têm lã, como os carneiros. Essas glândulas são como folículos capilares. A habilidade da lã de agir como uma cera à prova d'água ajuda os carneiros a manter sua pele seca. Algumas raças de carneiros produzem grande quantidade de lanolina. Na maioria das vezes ela é retirada da lã quando esta é processada para fins têxteis, como fios, linhas ou feltro (outro produto animal).

A lanolina é usada comercialmente em vários produtos, desde tinta pra proteger contra ferrugem a cosméticos e lubrificantes. Alguns marinheiros utilizam a lanolina pra criar uma superfície escorregadia na hélice e na parte traseira do barco que fica submersa, pra dificultar a aderência de crustácios. Essa propriedade "à prova d'água" que a lanolina contém funciona como gordura lubrificante contra corrosão, principalmente em aço inoxidável.

O uso medicinal da lanolina pura é geralmente para amaciar a pele ou pra pele seca, seja nos lábios, bico do peito (nas feridas causadas por amamentação), assaduras, alergias, coceiras, nas solas dos pés...

Uma maneira simples de substituir o uso de lanolina pra pele seca é simplesmente aplicar azeite de oliva - aquele mesmo, que está na sua cozinha - ou óleo de côco. Se você não tem em casa nenhum produto vegano - dermatológico ou cosmético (há várias marcas ótimas por aí) - basta usar azeite ou óleo de côco. Óleo essencial de lavanda, aloe vera em gel ou óleo de árvore-do-chá (aqui chamada "tea tree") também são sensacionais pra pele. Dê uma pesquisada e você vai achar produtos naturais, de origem vegetal, que operam maravilhas na pele e nos cabelos.

Não caia naquela velha conversa de que ovelhas precisam ser tosadas ou de que os animais não sofrem desconforto nem dor durante a tosa; que são criados e tratados com amor e carinho. Dê uma olhada na foto ao lado e me diga se esses animais parecem confortáveis e sem dor. A indústria da lã, como qualquer outra indústria que envolve animais, tortura e causa desespero, ansiedade e dor. Ajude a livrar os bichos dessa escravidão. Leia sempre a lista de ingredientes e rótulos dos produtos que você for comprar, e se você vir a palavra LANOLINA, por favor não compre. Deixemos os animais em paz.

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Informações técnicas via WikiVegan (tradução livre minha) e Wikipédia

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dá pra ser vegano e andar "na moda"?

A Lu pediu outro dia pra eu falar sobre a moda e o veganismo, e depois de rascunhar algumas idéias, cheguei a essas conclusões que você lê aqui. Espero que sejam interessantes e úteis.

Eu tenho uma relação engraçada com a moda. Eu curto muito e observo tudo o que anda acontecendo nesse sentido (apesar de que é raro eu comprar alguma revista sobre moda). Mas tenho um problema seríssimo com compras: ODEIO comprar roupa e sapato. Só faço quando preciso de algum item específico ou pra alguma ocasião especial. Nunca sei o meu número ao certo e shopping centers me dão claustrofobia. Só curto mesmo essa coisa de consumir, quando o assunto é presentear. Tenho o maior prazer em comprar lembrancinhas pras pessoas que eu amo; coisas que tenham a "cara" daquela pessoa ou, como o próprio nome diz, que a ajudem a lembrar-se de mim. :)

Tenho certo prazer em comprar em brechós porque geralmente são lugares interessantíssimos e eu gosto da sensação de estar "reciclando" as coisas desse planeta ou usando um item que pertenceu a alguém especial e que eu nunca vou saber quem é. Além do fato, claro, de que roupa e acessórios de brechó são MUITO baratos. :)

Revistas e sites de moda geralmente me irritam por causa - e fique à vontade pra dizer que isso é clichezão, porque é mesmo - daquela coisa vazia e metida a besta. Se a gente for levar em consideração o que importa de verdade nessa vida, só rindo das coisas que eles chamam de "imprescindíveis". Desculpe, mas não dá pra levar moda tão a sério. Agora, pra não dizer que eu cuspo no prato em que como, essas mesmas revistas e sites já me ensinaram muitos truques e noções básicas do que usar e do que não usar; o que não dá pra coordenar e o que, fugindo da etiqueta convencional, acaba ficando moderno e bonito. Além disso, adoro ver videos de desfiles, acho um show de arte e de bom gosto (na maioria das vezes).

Quando me sobra tempo, eu costumo checar dois blogs de moda: o Hoje eu vou assim, que com muita simplicidade, delicadeza e bom gosto dá dicas do que usar no dia-a-dia; e o Petiscos, que com exceção do abuso de fotos de casacos de pele e couro (que me irritam profundamente e estão completamente fora da realidade), dão excelentes dicas de maquiagem - e Deus sabe que elas nunca são demais.

O meu jeito de vestir não tem classificação. Eu sou geminiana e mudo de idéia e de humor assim como mudo de roupa. Mas minhas roupas duram muito - tenho camisetas e calças de até 20 anos atrás. Gosto de simplicidade e conforto, mas dependendo da ocasião, adoro um brilho, e jamais abro mão das minhas bijous - a maioria comprada em camelô. E eu tenho MUITA bijou. ADORO meus anéis, brincões compridos e bandanas. As roupas que eu uso no trabalho não têm muito a ver comigo, são bem sérias. Fora do trabalho, estou sempre de calça jeans e camiseta (de preferência com alguma mensagem/foto ou preta), e um colar ou brincão indiano. Uso também um piercing (de argolinha) no nariz, que eu adoro.

Desde que era vegetariana, eu já não comprava nada de pele ou couro - e acho que essa é uma decisão que vale pra qualquer pessoa, mesmo um onívoro. Vamos combinar que as indústrias da pele e do couro já deveriam estar extintas há muito tempo. Como vegana, eu evito comprar qualquer outra coisa que contenha produto ou ingredientes animais e a minha lista de "nãos" agora também inclui lã e seda. Além disso, procuro não usar nada que tenha sido testado em animais: seja maquiagem, perfume ou coisinhas de higiene pessoal.

As roupas que eu tinha antes de me tornar vegana, como blusões de lã e lenços de seda que ganhei de presente, eu continuo usando sem grilos, já que não acredito em desperdício. Se alguma coisa me incomoda eu acabo doando. Por exemplo: ano passado, minha sogra me ofereceu um par de botas de couro que ela não usava mais, mas que estava em ótimo estado, e era inverno. Ela sabe que eu não me incomodo em reciclar materiais e roupas, e eu alegremente aceitei e agradeci. Usei umas duas vezes e me senti desconfortável. Couro realmente não é pra mim. Dei de presente pra uma amiga querida, que não é vegana, mas que também adora reciclar materiais. Ela está feliz da vida com o par de botas e eu, mais feliz ainda por ter feito da vida arrancada de um animal tão amado, algo útil até hoje.

E já que moda e beleza têm tudo a ver, compilei abaixo uma lista de produtos, marcas e lojas/websites favoritos. Espero que você ajude as empresas que se recusam a torturar os animais. Na hora da compra, dê sempre uma olhada no rótulo. Leia os ingredientes e procure uma indicação de que o produto NÃO testa em animais. Na dúvida, pergunte ao vendedor ou cheque o site do fabricante. Se não der pra saber com certeza, simplesmente não compre.

Desert Essence - tenho usado o "Thoroughly Clean Face Wash".

Jasön - O body wash e creme hidratante são excelentes.

A linha Sea Kelp de condicionadores (da marca Freeman) é o que eu tenho usado no meu cabelo, e o shampoo Herbal Daily Cleansing da Nature's Gate. (O creme hidratante sem perfume da Nature's Gate também é ótimo).

Meu perfume é o Stella, da Stella McCartney. Tudo o que ela faz é vegano. Não compre perfumes se entre os ingredientes aparecer "musk" (ou "almíscar"): extraído da glândula de um animal, o veado almiscareiro.

No página do Peta chamada Peta Mall, você encontra marcas e lojas online que vendem de tudo, de comida a lingerie e presentes. Tudo sem crueldade.

A marca natural Tom's é a nossa escolha pra desodorante e creme dental.

Pangea é uma loja online que vende de jaquetas e acessórios veganos a vitaminas e produtos pra cães e gatos.

Moo Shoes é uma loja aqui em Nova York que vende calçados e bolsas 100% veganos.

Lista do Peta de companhias internacionais que testam em animais (em inglês)

Lista do PEA de companhias brasileiras que testam
(em português)

O blog Professional Vegan é bem interessante e as dicas são úteis. Ele inclui, na barra lateral, uma lista de links de "vegan-friendly designers".

Veja também a comunidade Vegans às compras, no orkut. E o blog Oficina de Estilo.

Vegan Etsy é uma comunidade dentro do site Etsy.com (vendas só de produtos manufaturados) que vende só coisas veganas. Você encontra grandes idéias ali.

Até o dia 20 deste mês acontece a Semana de Moda de Nova York.

E esta é a minha mais recente aquisição: uma bolsa mensageiro, que eu precisava há tempos, com estampa de tigre, fake claro. Estou apaixonada por ela- carrego pra todo lado. :)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sexta Feira Mundial Sem Pele, dia 28

28 de Novembro - Sexta Feira Mundial Sem Pele

A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (Fur Free Friday, em inglês) aqui nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, perto do Natal.

A Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Nesse dia, mais de quarenta manifestações contra o uso de pele animal acontecerão ao redor do mundo.

Em São Paulo o protesto será realizado pelo Grupo Holocausto Animal:

Data: 28/11 - Sexta-Feira
Local: Av. Paulista, 900 (em frente ao Ed. Gazeta)
Horário: à partir das 10h.
Como chegar: descer no metrô Brigadeiro ou metrô Trianon.

Informações via Fabio Paiva do Holocausto Animal e Anti-fur Coalition

Aqui em Nova York, o protesto começa a partir da 1 da tarde em frente à loja Lord & Taylor, na Quinta Avenida com a rua 38. A marcha segue rua abaixo até a Macy's da 1:45 às 3 da tarde. O endereço da Macy's é o número 151 da rua 34 (entre a Sétima Avenida e a Broadway).

*Fotos via Peta

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Lobos em pele de raposa
Quando moda vira sinônimo de burrice
Protesto real
A matança recomeça
Sobre pele e mau gosto
Contra o uso de pele e couro

Por amor, não compre couro nem pele!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Quando moda vira sinônimo de burrice

"Carrie veste chinchila Lucien Pelat sobre vestido Dolce & Gabbana. Já Samantha usa casaco de pele de marta e luvas Sonia Rykiel. Miranda sobrepõe casaco J.Mendel e vestido Prada. Enquanto Charlotte opta por vestido Gianfranco Ferre, top Valentino top e jaqueta John Galliano, acompanhados por luva e broche Chanel".

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Não vi o filme ainda e não vou entrar em detalhes quanto a falta de profundidade da história ou a total futilidade dos personagens, o sexismo, o marketing exagerado e óbvio durante o filme, etc. Não vi e nem vou vê-lo no cinema. Talvez, por curiosidade, pegue depois em DVD. Eu até que curtia o seriado na TV, apesar de às vezes as quatro moçoilas me irritarem profundamente com dilemas sem nenhum sentido e os gritinhos, ah os gritinhos adolescentes que me deixavam louca. Pelamordedeus, elas todas têm bem mais de 30 anos de idade! Outro fator irritante pra mim é aquela realidade completamente distorcida: uma escritora freelance em Nova York - uma das cidades mais caras do mundo - com o guarda-roupa cheio de Prada, Chanel e sapatos Manolo Blahnik. Helloo!!

Enfim, o que eu quero hoje é simplesmente chamar a sua atenção para a foto acima e para a total falta de tato das pessoas envolvidas na produção desse filme e de noção do que ocorre no mundo ao redor delas. (Abro um parêntese rápido pra dizer que eu adoro moda e sempre leio o que posso sobre isso por aí. Minha indignação aqui é quando moda vira sinônimo de estupidez, de alienação. Aí eu não engulo. O mundo mudou e a gente precisa acompanhar isso).

Não é novidade- todo mundo sabe que o comércio de peles de animais é um dos mais cruéis e precisa ser extinto. Mas, não tem problema, não me incomodo de repetir isso aqui. Os animais criados em fazendas ou caçados para o abate são assassinados através de afogamento, estrangulamento ou choque elétrico anal - processos que preservam e não mancham de sangue a pele que será usada por dondocas fúteis e estúpidas como essas da foto acima, ou como as que copiam tudo o que vêem em filmes assim.

Assista ao filme se quiser, tire suas próprias conclusões, claro, e divirta-se (já que cinema tambem é entretenimento), mas POR FAVOR, NÃO COMPRE CASACOS DE PELE. Não colabore com essa desumanidade.

* O cartaz com Shirley Manson (que eu adoro) diz: "Aqui está o resto do seu casaco de pele".

sexta-feira, 28 de março de 2008

Protesto real

Ainda falando em pele de animais, publiquei o post abaixo ano passado, no outro blog, e resolvi requentá-lo hoje porque o assunto não se esgota. E enqüanto eu vir gente por aí usando pele de animais mortos sobre as costas e posando de chique e boazinha, sendo na verdade ou uma pessoa muito cruel ou muito deslumbrada e completamente fora da realidade, eu vou continuar falando disso, tanto aqui no blog quanto em qualquer lugar onde eu possa expressar minha indignação. Por amor, NÃO USE PELES!

Outro dia participei de um protesto contra casacos (e chapéus, acessórios, etc.) feitos de pele animal. O movimento foi organizado pela CAAF (Caring Activists Against Fur) que é uma organização que luta especificamente contra a produção, venda e uso de casacos de pele.

Por quê não usar pele animal? Aqui vão só alguns motivos (pra mais informações em português, visite o site da organização brasileira PEA):
  • Os animais passam suas vidas em pequenas gaiolas, ao ar livre. Expostos às variações climáticas e confinados a um espaço reduzido, eles adquirem comportamentos neuróticos como auto-mutilação e canibalismo;
  • O nível de stress elevado fragiliza o sistema imunológico dos animais, levando-os, em cerca de 20% dos casos, à morte;
  • Depois de passarem a vida em condições deploráveis, esses animais são eletrocutados, asfixiados, envenenados, gazeados, afogados ou estrangulados e nem todos morrem imediatamente - alguns chegam a ser esfolados ainda com vida;
  • Em algumas fazendas, as raposas têm a língua cortada e são deixadas a sangrar até à morte. Os criadores recorrem a esses métodos de matança para que as peles fiquem intactas;
  • Em alguns países usam-se armadilhas, embora sempre digam que os animais foram criados em fazendas;
  • Desprovido de alimento, água e qualquer tipo de proteção dos predadores, pelo menos 1 em cada 4 animais rói a própria pata na tentativa desesperada de se libertar da armadilha. Os que conseguem, acabam morrendo logo depois, em conseqüência da perda de sangue, de infecção, de fome ou caçados por predadores;
  • Os animais que não conseguem escapar das armadilhas, aguardam em sofrimento durante vários dias ou até semanas, até que o caçador volte para verificar a sua armadilha. Para não estragar a pele, os caçadores os asfixiam com os pés;
  • Muitas vezes, os animais não resistem à espera prolongada e morrem de fome, de frio, de desidratação ou atacados por predadores;
  • Pelo menos 5 milhões de animais como cães, gatos, pássaros, esquilos e até mesmo animais de espécies em vias de extinção são acidentalmente apanhados, mutilados e mortos nessas armadilhas.



Fazia um frio do capeta aqui em Nova York naquela tarde de domingo. Eu me encapotei e encarei a friaca, mesmo porque adoro o inverno e me sinto mais confortável no frio do que no calor. O e-mail-convite da CAAF dizia: 1 da tarde em frente à loja de departamentos Saks 5th Avenue, na Quinta Avenida com a Rua 49, em mid-town.

Às 10 pra 1 eu já estava lá com meu casacão de lã sintética e meu broche anti-fur. O grupo foi pequeno desta vez, mais ou menos 40 pessoas apareceram, mas todo mundo estava super bem disposto e feliz por poder fazer alguma coisa contra esse hábito antigo, cafona, violento e desnecessário. Os turistas tiravam fotos da gente e sorriam solidários enquanto, reunidos bem na entrada da loja, entoávamos palavras fortes e frases de efeito, do tipo: "compassion is the fashion, don't buy fur!" (compaixão é o que está na moda, não compre pele). Alguns (poucos) transeuntes vestindo casacos de pele, passavam de fininho, morrendo de vergonha.

Quem já participou de um protesto sabe como é bom, como faz bem e lava a alma. Protestar (pacificamente, claro) dá um sentimento de estar sendo útil aliado a uma injeção de energia que dura dias, até semanas. Estávamos todos ali com um único objetivo, fazer barulho, comover, informar, e principalmente pressionar a loja Saks 5th Ave pra que pare de comercializar pele animal (como o fez uma outra grande loja de departamentos aqui de Nova York, a J.Crew, após um protesto da CAAF que reuniu mais de 200 pessoas).

Conheci gente muito boa ali, gente completamente diferente de mim, outras nacionalidades, idades, cultura, mas com algo muito importante em comum, o amor pelos animais, o inconformismo e a vontade de fazer alguma coisa. Uma senhora inglesa, logo no início do protesto (quando pegávamos nossos cartazes de dentro de uma caixa que os organizadores trouxeram) virou-se pra mim e disse: "se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa parar de comprar casacos de pele ou aqueles casacos com pele em volta do capuz, isso aqui hoje já valeu a pena". Essa é a idéia.

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Queria relembrar que hoje, sexta-feira, recomeça legalmente a caça às focas bebês, no Canadá. O post de dois dias atrás alerta pra esse horror que é a matança sangrenta desses seres indefesos e isso precisa acabar. Por favor, clique aqui pra enviar um email para o ministro canadense David Emerson, pedindo encarecidamente que ele ouça as centenas de pessoas ao redor do planeta que estão participando desse movimento e volte atrás nessa decisão absurda de liberar a morte por espancamento e esfolamento desses animais inofensivos.

ABAIXO O MERCADO DE PELES.


*All photos: Copyright © 2006 Andréa N. all rights reserved

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