Seda é o nome de um tecido macio e cintilante obtido de uma linha finíssima produzida por insetos. O mais comum é Bombyx mori, uma mariposa proveniente da China, chamada em português de bicho-da-seda.
O bicho-da-seda tem quatro ciclos de vida: o ovo, a larva (ou lagarta), a pupa (ou crisálida) e, finalmente o estágio de mariposa adulta. Enquanto lagarta, o bicho-da-seda se alimenta, durante mais ou menos um mês, de folhas de amoreira ou alface.
Antes de atingir o último estágio, ele produz um fio sedoso como proteção própria e cria um casulo. Ali dentro ele vai continuar se desenvolvendo e assim entrar em seu estágio final de metamorfose para o estado adulto. Esse “fio sedoso” é a matéria-prima da seda.
A mariposa, então, secreta um líquido que dissolve o casulo e assim, ela sai livre pra seguir sua vida adulta...Bom, pelo menos na teoria.
Os produtores de seda querem que aquele fio sedoso do casulo permaneça contínuo (cada casulo pode render de 450 a 1000 metros de seda), e pra evitar que o bicho-da-seda produza o líquido que dissolve o casulo, eles matam o bicho. Pra isso utilizam várias formas diferentes. A mais comum é colocar o casulo, com o inseto ainda vivo dentro dele, em água fervendo. Outros métodos incluem assá-los em forno quente ou deixá-los queimar ao calor do sol. Nenhum cuidado ou atenção especial é dada ao animal, que morre esturricado sem piedade.
Infelizmente, o Bombyx mori está extinto na natureza e só existe em fábricas de seda. Essas criaturas incríveis não vivem mais seu curso de vida natural nem experimentam todos os ciclos que seriam naturais a elas. A maioria dos bichos-da-seda é morta durante o estágio de crisálida, exceto os que são usados para reprodução. Esses são mantidos vivos até tornarem-se mariposas adultas.
Como você percebeu, mesmo com aparência brilhante e conotação de peça de vestuário cara e chique, a seda não passa de mais um item na lista de explorações crueis dos animais pela humanidade e, pra variar, sem a mínima necessidade. Veganos não compram seda ou produtos que contenham esse tecido.
Tamsin Blanchard, autora do livro de moda “Green is the New Black” disse: “A produção de seda comercial é cruel. A seda pode ser biodegradável, renovável, orgância e até “fair trade” ou comércio justo (quando não vêm da China). Mas seu processo tradicional de produção ainda requer que as mariposas nunca saiam vivas do casulo. Para prevenir que o fio seja danificado, as larvas são fervidas ou assadas vivas. Os casulos são assados a cerca de 100 graus centígrados por duas horas, o que mata as larvas e ainda faz com que os casulos sejam desenrolados sem quebrar o fio. E nós achando que a seda era uma fibra natural adorável.”
Mais informações aqui (em inglês).
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quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 19 de setembro de 2010
Carta aberta à Lady Gaga
No meu outro blog, o Animalista, postei hoje a tradução da carta aberta à Lady Gaga, que Nathan Runkle, fundador da ONG Mercy for Animals, escreveu. Como fã da Lady Gaga, ele (e muita gente, incluindo eu) achou de extremo mau gosto o vestido de carne (de verdade) que ela usou na premiação da MTV, semana passada.
Nathan aproveitou a oportunidade pra fazer ativismo em defesa dos animais de qualidade, e de forma educada e inteligente. A carta original, você lê aqui.
Boa leitura e bom domingão!
Nathan aproveitou a oportunidade pra fazer ativismo em defesa dos animais de qualidade, e de forma educada e inteligente. A carta original, você lê aqui.
Boa leitura e bom domingão!
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Contra o uso do couro
As pessoas estão tão acostumadas a comprar couro, que esse nome já parece que virou algo simples e básico, como vidro ou borracha. Então, vamos acabar com a hipocrisia e falar abertamente sobre isso: o couro não é uma coisa criada do nada; não nasce em árvore; não é plantado. Couro é COURO ANIMAL. É PELE. Significa que alguém foi morto para a extração desse produto. Ele vem da morte. Pegue o seu cinto, bolsa ou sapato de couro, traga pra perto do seu rosto e cheire. É o cheiro de morte. De vida arrancada a sangue e sofrimento.
Existem mil razões pra não se comprar ou usar couro. Aqui estão apenas algumas delas:
O couro não é um subproduto da indústria da carne. Ele é um co-produto dessa indústria. O couro gera lucro para as fazendas-matadouros, enchendo os bolsos dos exploradores de animais cheios de cobiça. Aqueles mesmos que trancam os animais e extraem seu leite e carne.
O couro comprado nos Estados Unidos geralmente vem da India e da China, onde as condições dos animais são particularmente cruéis.
Os produtos químicos utilizados no processo de tratamento e coloração (formaldeída, crômio, arsênico, e ácido cianídrico) causam sérios riscos ao meio ambiente, e claro, à saúde humana.
Se você é vegetariano ou vegano e usa couro, vão chamar você de hipócrita sempre que você explicar a sua filosofia de amor aos animais.
O couro pode vir de vacas, porcos, bodes, ovelhas, jacarés, avestruzes, cangurus... até de cães e gatos. O couro geralmente não vem com etiqueta explicando exatamente sua origem, e isso é feito de propósito; pra você não saber de onde ele veio. Ele geralmente vem de bebês: o couro de animais jovens é preferido por ser mais macio e menos "manchado".
Hoje em dia há MUITA alternativa. Se você não quiser, não precisa usar couro. Existem inclusive materiais que não prejudicam tanto o meio-ambiente, como a borracha reciclada. Procure também por microfibra, couro sintético, couro-imitação, vinil, PVC, e o que chamam aqui de "all man-made materials". Como alternativa, você também encontra por aí produtos feitos de algodão, linho, cânhamo, borracha, canvas, chlorenol e outros materiais sintéticos.
Pra mais informações sobre o couro, visite esses sites (em inglês):
Leather Facts
Cows are cool
Alternatives to leather
Via Vegan Soapbox e Veg for Life
Photo via Their voice
Existem mil razões pra não se comprar ou usar couro. Aqui estão apenas algumas delas:
O couro não é um subproduto da indústria da carne. Ele é um co-produto dessa indústria. O couro gera lucro para as fazendas-matadouros, enchendo os bolsos dos exploradores de animais cheios de cobiça. Aqueles mesmos que trancam os animais e extraem seu leite e carne.
O couro comprado nos Estados Unidos geralmente vem da India e da China, onde as condições dos animais são particularmente cruéis.
Os produtos químicos utilizados no processo de tratamento e coloração (formaldeída, crômio, arsênico, e ácido cianídrico) causam sérios riscos ao meio ambiente, e claro, à saúde humana.
Se você é vegetariano ou vegano e usa couro, vão chamar você de hipócrita sempre que você explicar a sua filosofia de amor aos animais.
O couro pode vir de vacas, porcos, bodes, ovelhas, jacarés, avestruzes, cangurus... até de cães e gatos. O couro geralmente não vem com etiqueta explicando exatamente sua origem, e isso é feito de propósito; pra você não saber de onde ele veio. Ele geralmente vem de bebês: o couro de animais jovens é preferido por ser mais macio e menos "manchado".
Hoje em dia há MUITA alternativa. Se você não quiser, não precisa usar couro. Existem inclusive materiais que não prejudicam tanto o meio-ambiente, como a borracha reciclada. Procure também por microfibra, couro sintético, couro-imitação, vinil, PVC, e o que chamam aqui de "all man-made materials". Como alternativa, você também encontra por aí produtos feitos de algodão, linho, cânhamo, borracha, canvas, chlorenol e outros materiais sintéticos.
Pra mais informações sobre o couro, visite esses sites (em inglês):
Leather Facts
Cows are cool
Alternatives to leather
Photo via Their voice
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Dá pra ser vegano e andar "na moda"?
A Lu pediu outro dia pra eu falar sobre a moda e o veganismo, e depois de rascunhar algumas idéias, cheguei a essas conclusões que você lê aqui. Espero que sejam interessantes e úteis.
Eu tenho uma relação engraçada com a moda. Eu curto muito e observo tudo o que anda acontecendo nesse sentido (apesar de que é raro eu comprar alguma revista sobre moda). Mas tenho um problema seríssimo com compras: ODEIO comprar roupa e sapato. Só faço quando preciso de algum item específico ou pra alguma ocasião especial. Nunca sei o meu número ao certo e shopping centers me dão claustrofobia. Só curto mesmo essa coisa de consumir, quando o assunto é presentear. Tenho o maior prazer em comprar lembrancinhas pras pessoas que eu amo; coisas que tenham a "cara" daquela pessoa ou, como o próprio nome diz, que a ajudem a lembrar-se de mim. :)
Tenho certo prazer em comprar em brechós porque geralmente são lugares interessantíssimos e eu gosto da sensação de estar "reciclando" as coisas desse planeta ou usando um item que pertenceu a alguém especial e que eu nunca vou saber quem é. Além do fato, claro, de que roupa e acessórios de brechó são MUITO baratos. :)
Revistas e sites de moda geralmente me irritam por causa - e fique à vontade pra dizer que isso é clichezão, porque é mesmo - daquela coisa vazia e metida a besta. Se a gente for levar em consideração o que importa de verdade nessa vida, só rindo das coisas que eles chamam de "imprescindíveis". Desculpe, mas não dá pra levar moda tão a sério. Agora, pra não dizer que eu cuspo no prato em que como, essas mesmas revistas e sites já me ensinaram muitos truques e noções básicas do que usar e do que não usar; o que não dá pra coordenar e o que, fugindo da etiqueta convencional, acaba ficando moderno e bonito. Além disso, adoro ver videos de desfiles, acho um show de arte e de bom gosto (na maioria das vezes).
Quando me sobra tempo, eu costumo checar dois blogs de moda: o Hoje eu vou assim, que com muita simplicidade, delicadeza e bom gosto dá dicas do que usar no dia-a-dia; e o Petiscos, que com exceção do abuso de fotos de casacos de pele e couro (que me irritam profundamente e estão completamente fora da realidade), dão excelentes dicas de maquiagem - e Deus sabe que elas nunca são demais.
O meu jeito de vestir não tem classificação. Eu sou geminiana e mudo de idéia e de humor assim como mudo de roupa. Mas minhas roupas duram muito - tenho camisetas e calças de até 20 anos atrás. Gosto de simplicidade e conforto, mas dependendo da ocasião, adoro um brilho, e jamais abro mão das minhas bijous - a maioria comprada em camelô. E eu tenho MUITA bijou. ADORO meus anéis, brincões compridos e bandanas. As roupas que eu uso no trabalho não têm muito a ver comigo, são bem sérias. Fora do trabalho, estou sempre de calça jeans e camiseta (de preferência com alguma mensagem/foto ou preta), e um colar ou brincão indiano. Uso também um piercing (de argolinha) no nariz, que eu adoro.
Desde que era vegetariana, eu já não comprava nada de pele ou couro - e acho que essa é uma decisão que vale pra qualquer pessoa, mesmo um onívoro. Vamos combinar que as indústrias da pele e do couro já deveriam estar extintas há muito tempo. Como vegana, eu evito comprar qualquer outra coisa que contenha produto ou ingredientes animais e a minha lista de "nãos" agora também inclui lã e seda. Além disso, procuro não usar nada que tenha sido testado em animais: seja maquiagem, perfume ou coisinhas de higiene pessoal.
As roupas que eu tinha antes de me tornar vegana, como blusões de lã e lenços de seda que ganhei de presente, eu continuo usando sem grilos, já que não acredito em desperdício. Se alguma coisa me incomoda eu acabo doando. Por exemplo: ano passado, minha sogra me ofereceu um par de botas de couro que ela não usava mais, mas que estava em ótimo estado, e era inverno. Ela sabe que eu não me incomodo em reciclar materiais e roupas, e eu alegremente aceitei e agradeci. Usei umas duas vezes e me senti desconfortável. Couro realmente não é pra mim. Dei de presente pra uma amiga querida, que não é vegana, mas que também adora reciclar materiais. Ela está feliz da vida com o par de botas e eu, mais feliz ainda por ter feito da vida arrancada de um animal tão amado, algo útil até hoje.
E já que moda e beleza têm tudo a ver, compilei abaixo uma lista de produtos, marcas e lojas/websites favoritos. Espero que você ajude as empresas que se recusam a torturar os animais. Na hora da compra, dê sempre uma olhada no rótulo. Leia os ingredientes e procure uma indicação de que o produto NÃO testa em animais. Na dúvida, pergunte ao vendedor ou cheque o site do fabricante. Se não der pra saber com certeza, simplesmente não compre.
Desert Essence - tenho usado o "Thoroughly Clean Face Wash".
Jasön - O body wash e creme hidratante são excelentes.
A linha Sea Kelp de condicionadores (da marca Freeman) é o que eu tenho usado no meu cabelo, e o shampoo Herbal Daily Cleansing da Nature's Gate. (O creme hidratante sem perfume da Nature's Gate também é ótimo).
Meu perfume é o Stella, da Stella McCartney. Tudo o que ela faz é vegano. Não compre perfumes se entre os ingredientes aparecer "musk" (ou "almíscar"): extraído da glândula de um animal, o veado almiscareiro.
No página do Peta chamada Peta Mall, você encontra marcas e lojas online que vendem de tudo, de comida a lingerie e presentes. Tudo sem crueldade.
A marca natural Tom's é a nossa escolha pra desodorante e creme dental.
Pangea é uma loja online que vende de jaquetas e acessórios veganos a vitaminas e produtos pra cães e gatos.
Moo Shoes é uma loja aqui em Nova York que vende calçados e bolsas 100% veganos.
Lista do Peta de companhias internacionais que testam em animais (em inglês)
Lista do PEA de companhias brasileiras que testam (em português)
O blog Professional Vegan é bem interessante e as dicas são úteis. Ele inclui, na barra lateral, uma lista de links de "vegan-friendly designers".
Veja também a comunidade Vegans às compras, no orkut. E o blog Oficina de Estilo.
Vegan Etsy é uma comunidade dentro do site Etsy.com (vendas só de produtos manufaturados) que vende só coisas veganas. Você encontra grandes idéias ali.
Até o dia 20 deste mês acontece a Semana de Moda de Nova York.
E esta é a minha mais recente aquisição: uma bolsa mensageiro, que eu precisava há tempos, com estampa de tigre, fake claro. Estou apaixonada por ela- carrego pra todo lado. :)
Eu tenho uma relação engraçada com a moda. Eu curto muito e observo tudo o que anda acontecendo nesse sentido (apesar de que é raro eu comprar alguma revista sobre moda). Mas tenho um problema seríssimo com compras: ODEIO comprar roupa e sapato. Só faço quando preciso de algum item específico ou pra alguma ocasião especial. Nunca sei o meu número ao certo e shopping centers me dão claustrofobia. Só curto mesmo essa coisa de consumir, quando o assunto é presentear. Tenho o maior prazer em comprar lembrancinhas pras pessoas que eu amo; coisas que tenham a "cara" daquela pessoa ou, como o próprio nome diz, que a ajudem a lembrar-se de mim. :)
Tenho certo prazer em comprar em brechós porque geralmente são lugares interessantíssimos e eu gosto da sensação de estar "reciclando" as coisas desse planeta ou usando um item que pertenceu a alguém especial e que eu nunca vou saber quem é. Além do fato, claro, de que roupa e acessórios de brechó são MUITO baratos. :)
Revistas e sites de moda geralmente me irritam por causa - e fique à vontade pra dizer que isso é clichezão, porque é mesmo - daquela coisa vazia e metida a besta. Se a gente for levar em consideração o que importa de verdade nessa vida, só rindo das coisas que eles chamam de "imprescindíveis". Desculpe, mas não dá pra levar moda tão a sério. Agora, pra não dizer que eu cuspo no prato em que como, essas mesmas revistas e sites já me ensinaram muitos truques e noções básicas do que usar e do que não usar; o que não dá pra coordenar e o que, fugindo da etiqueta convencional, acaba ficando moderno e bonito. Além disso, adoro ver videos de desfiles, acho um show de arte e de bom gosto (na maioria das vezes).
Quando me sobra tempo, eu costumo checar dois blogs de moda: o Hoje eu vou assim, que com muita simplicidade, delicadeza e bom gosto dá dicas do que usar no dia-a-dia; e o Petiscos, que com exceção do abuso de fotos de casacos de pele e couro (que me irritam profundamente e estão completamente fora da realidade), dão excelentes dicas de maquiagem - e Deus sabe que elas nunca são demais.
O meu jeito de vestir não tem classificação. Eu sou geminiana e mudo de idéia e de humor assim como mudo de roupa. Mas minhas roupas duram muito - tenho camisetas e calças de até 20 anos atrás. Gosto de simplicidade e conforto, mas dependendo da ocasião, adoro um brilho, e jamais abro mão das minhas bijous - a maioria comprada em camelô. E eu tenho MUITA bijou. ADORO meus anéis, brincões compridos e bandanas. As roupas que eu uso no trabalho não têm muito a ver comigo, são bem sérias. Fora do trabalho, estou sempre de calça jeans e camiseta (de preferência com alguma mensagem/foto ou preta), e um colar ou brincão indiano. Uso também um piercing (de argolinha) no nariz, que eu adoro.
Desde que era vegetariana, eu já não comprava nada de pele ou couro - e acho que essa é uma decisão que vale pra qualquer pessoa, mesmo um onívoro. Vamos combinar que as indústrias da pele e do couro já deveriam estar extintas há muito tempo. Como vegana, eu evito comprar qualquer outra coisa que contenha produto ou ingredientes animais e a minha lista de "nãos" agora também inclui lã e seda. Além disso, procuro não usar nada que tenha sido testado em animais: seja maquiagem, perfume ou coisinhas de higiene pessoal.
As roupas que eu tinha antes de me tornar vegana, como blusões de lã e lenços de seda que ganhei de presente, eu continuo usando sem grilos, já que não acredito em desperdício. Se alguma coisa me incomoda eu acabo doando. Por exemplo: ano passado, minha sogra me ofereceu um par de botas de couro que ela não usava mais, mas que estava em ótimo estado, e era inverno. Ela sabe que eu não me incomodo em reciclar materiais e roupas, e eu alegremente aceitei e agradeci. Usei umas duas vezes e me senti desconfortável. Couro realmente não é pra mim. Dei de presente pra uma amiga querida, que não é vegana, mas que também adora reciclar materiais. Ela está feliz da vida com o par de botas e eu, mais feliz ainda por ter feito da vida arrancada de um animal tão amado, algo útil até hoje.
E já que moda e beleza têm tudo a ver, compilei abaixo uma lista de produtos, marcas e lojas/websites favoritos. Espero que você ajude as empresas que se recusam a torturar os animais. Na hora da compra, dê sempre uma olhada no rótulo. Leia os ingredientes e procure uma indicação de que o produto NÃO testa em animais. Na dúvida, pergunte ao vendedor ou cheque o site do fabricante. Se não der pra saber com certeza, simplesmente não compre.
Desert Essence - tenho usado o "Thoroughly Clean Face Wash".
Jasön - O body wash e creme hidratante são excelentes.
A linha Sea Kelp de condicionadores (da marca Freeman) é o que eu tenho usado no meu cabelo, e o shampoo Herbal Daily Cleansing da Nature's Gate. (O creme hidratante sem perfume da Nature's Gate também é ótimo).
Meu perfume é o Stella, da Stella McCartney. Tudo o que ela faz é vegano. Não compre perfumes se entre os ingredientes aparecer "musk" (ou "almíscar"): extraído da glândula de um animal, o veado almiscareiro.
No página do Peta chamada Peta Mall, você encontra marcas e lojas online que vendem de tudo, de comida a lingerie e presentes. Tudo sem crueldade.
A marca natural Tom's é a nossa escolha pra desodorante e creme dental.
Pangea é uma loja online que vende de jaquetas e acessórios veganos a vitaminas e produtos pra cães e gatos.
Moo Shoes é uma loja aqui em Nova York que vende calçados e bolsas 100% veganos.
Lista do Peta de companhias internacionais que testam em animais (em inglês)
Lista do PEA de companhias brasileiras que testam (em português)
O blog Professional Vegan é bem interessante e as dicas são úteis. Ele inclui, na barra lateral, uma lista de links de "vegan-friendly designers".
Veja também a comunidade Vegans às compras, no orkut. E o blog Oficina de Estilo.
Vegan Etsy é uma comunidade dentro do site Etsy.com (vendas só de produtos manufaturados) que vende só coisas veganas. Você encontra grandes idéias ali.
Até o dia 20 deste mês acontece a Semana de Moda de Nova York.
E esta é a minha mais recente aquisição: uma bolsa mensageiro, que eu precisava há tempos, com estampa de tigre, fake claro. Estou apaixonada por ela- carrego pra todo lado. :)
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Fazendo um lobby,
Pele animal,
PETA
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Sobre cretinos covardes
Kid Rock, uma das criaturas mais ridículas deste país, e sem o mínimo talento, mandou publicamente mais uma de suas pérolas dia desses. Ele disse a um jornal britânico que quer mesmo um boa briga com o Peta (aquela associação de proteção aos animais). E acrescentou: "My biggest extravagance is fur coats - I’ve got every kind of animal in my wardrobe.’ [...] I’m just willing the animal rights protesters to chuck some red paint on me.”Versão minha do que o imbecil disse: "Minha maior extravagância são casacos de pele - eu tenho todos os tipos de pele animal no meu guarda-roupa. Só estou querendo que os defensores de direitos animais me joguem tinta vermelha."
Esse infeliz colabora com uma indústria que traz um enorme sofrimento aos pobres bichos. É sabido mundialmente que os casacos de pele, de couro e aqueles com capuz de pele são obtidos de forma horripilante. É um absurdo que esse tipo de comércio ainda seja legal.
Mas já que eu não posso fazer muito mais do que isso, espero sinceramente que a lei do karma volte com tudo pra cima desse cara um dia desses. Fico aqui no aguardo.
Se você quiser se informar um pouco mais sobre as indústrias da pele e do couro (o que é ótimo pois você vai poder espalhar a mensagem por aí) e comprovar como essa figura ridícula da foto acima está colaborando com uma crueldade sem limites contra animais inocentes, dê um pulo no site do PEA, uma organização brasileira sensacional.
Inspired by Elaine Vigneault.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Sexta Feira Mundial Sem Pele, dia 28
28 de Novembro - Sexta Feira Mundial Sem Pele
A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (Fur Free Friday, em inglês) aqui nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, perto do Natal.
A Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Nesse dia, mais de quarenta manifestações contra o uso de pele animal acontecerão ao redor do mundo.
Em São Paulo o protesto será realizado pelo Grupo Holocausto Animal:
Data: 28/11 - Sexta-Feira
Local: Av. Paulista, 900 (em frente ao Ed. Gazeta)
Horário: à partir das 10h.
Como chegar: descer no metrô Brigadeiro ou metrô Trianon.
Informações via Fabio Paiva do Holocausto Animal e Anti-fur Coalition
Aqui em Nova York, o protesto começa a partir da 1 da tarde em frente à loja Lord & Taylor, na Quinta Avenida com a rua 38. A marcha segue rua abaixo até a Macy's da 1:45 às 3 da tarde. O endereço da Macy's é o número 151 da rua 34 (entre a Sétima Avenida e a Broadway).
*Fotos via Peta
Posts relacionados:
Lobos em pele de raposa
Quando moda vira sinônimo de burrice
Protesto real
A matança recomeça
Sobre pele e mau gosto
Contra o uso de pele e couro
Por amor, não compre couro nem pele!
A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (Fur Free Friday, em inglês) aqui nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, perto do Natal.
A Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Nesse dia, mais de quarenta manifestações contra o uso de pele animal acontecerão ao redor do mundo.Em São Paulo o protesto será realizado pelo Grupo Holocausto Animal:
Data: 28/11 - Sexta-Feira
Local: Av. Paulista, 900 (em frente ao Ed. Gazeta)
Horário: à partir das 10h.
Como chegar: descer no metrô Brigadeiro ou metrô Trianon.
Informações via Fabio Paiva do Holocausto Animal e Anti-fur Coalition
Aqui em Nova York, o protesto começa a partir da 1 da tarde em frente à loja Lord & Taylor, na Quinta Avenida com a rua 38. A marcha segue rua abaixo até a Macy's da 1:45 às 3 da tarde. O endereço da Macy's é o número 151 da rua 34 (entre a Sétima Avenida e a Broadway).
*Fotos via Peta
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domingo, 9 de novembro de 2008
Lobos em pele de raposa
A edição de dezembro da revista Vanity Fair traz na capa e no recheio uma das minhas atrizes favoritas, Kate Winslet, posando de Belle de Jour. Maravilhosa.
Aí que numa das fotos do ensaio (a que você vê acima), a atriz aparece nua, deitada sobre um sofá coberto com pele de raposa. Quando vi achei um papelão. Já falei aqui sobre o que eu acho do uso de pele animal, e fiquei decepcionada quando vi a foto.
Acontece que a atriz foi engabelada e pensava estar posando sobre pele sintética. Ela é terminantemente contra e fez questão de confirmar com antecedência que a pele era mesmo falsa. Ficou, como eu ficaria, P da vida quando descobriu que tinham mentido e a pele não era falsa, mas de raposa mesmo e a revista Vanity Fair foi obrigada a publicamente se desculpar com a moça.
E se aconteceu com a Kate pode facilmente acontecer com qualquer um. Quando você pensar em comprar um daqueles casacos de capuz com pêlo, lembre-se de que muitos que dizem ser sintéticos, são na verdade pêlo de cachorro, made in China, arrancado com o bicho ainda vivo, sem anestesia, sem dó.
Na dúvida, não compre esse tipo de casaco, ou qualquer coisa com pele.
*"Aqui está o resto do seu casaco de pele".
Aí que numa das fotos do ensaio (a que você vê acima), a atriz aparece nua, deitada sobre um sofá coberto com pele de raposa. Quando vi achei um papelão. Já falei aqui sobre o que eu acho do uso de pele animal, e fiquei decepcionada quando vi a foto.Acontece que a atriz foi engabelada e pensava estar posando sobre pele sintética. Ela é terminantemente contra e fez questão de confirmar com antecedência que a pele era mesmo falsa. Ficou, como eu ficaria, P da vida quando descobriu que tinham mentido e a pele não era falsa, mas de raposa mesmo e a revista Vanity Fair foi obrigada a publicamente se desculpar com a moça.
E se aconteceu com a Kate pode facilmente acontecer com qualquer um. Quando você pensar em comprar um daqueles casacos de capuz com pêlo, lembre-se de que muitos que dizem ser sintéticos, são na verdade pêlo de cachorro, made in China, arrancado com o bicho ainda vivo, sem anestesia, sem dó.
Na dúvida, não compre esse tipo de casaco, ou qualquer coisa com pele.
*"Aqui está o resto do seu casaco de pele".
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Quando moda vira sinônimo de burrice
"Carrie veste chinchila Lucien Pelat sobre vestido Dolce & Gabbana. Já Samantha usa casaco de pele de marta e luvas Sonia Rykiel. Miranda sobrepõe casaco J.Mendel e vestido Prada. Enquanto Charlotte opta por vestido Gianfranco Ferre, top Valentino top e jaqueta John Galliano, acompanhados por luva e broche Chanel".---
Não vi o filme ainda e não vou entrar em detalhes quanto a falta de profundidade da história ou a total futilidade dos personagens, o sexismo, o marketing exagerado e óbvio durante o filme, etc. Não vi e nem vou vê-lo no cinema. Talvez, por curiosidade, pegue depois em DVD. Eu até que curtia o seriado na TV, apesar de às vezes as quatro moçoilas me irritarem profundamente com dilemas sem nenhum sentido e os gritinhos, ah os gritinhos adolescentes que me deixavam louca. Pelamordedeus, elas todas têm bem mais de 30 anos de idade! Outro fator irritante pra mim é aquela realidade completamente distorcida: uma escritora freelance em Nova York - uma das cidades mais caras do mundo - com o guarda-roupa cheio de Prada, Chanel e sapatos Manolo Blahnik. Helloo!!
Enfim, o que eu quero hoje é simplesmente chamar a sua atenção para a foto acima e para a total falta de tato das pessoas envolvidas na produção desse filme e de noção do que ocorre no mundo ao redor delas. (Abro um parêntese rápido pra dizer que eu adoro moda e sempre leio o que posso sobre isso por aí. Minha indignação aqui é quando moda vira sinônimo de estupidez, de alienação. Aí eu não engulo. O mundo mudou e a gente precisa acompanhar isso).
Não é novidade- todo mundo sabe que o comércio de peles de animais é um dos mais cruéis e precisa ser extinto. Mas, não tem problema, não me incomodo de repetir isso aqui. Os animais criados em fazendas ou caçados para o abate são assassinados através de afogamento, estrangulamento ou choque elétrico anal - processos que preservam e não mancham de sangue a pele que será usada por dondocas fúteis e estúpidas como essas da foto acima, ou como as que copiam tudo o que vêem em filmes assim.
Assista ao filme se quiser, tire suas próprias conclusões, claro, e divirta-se (já que cinema tambem é entretenimento), mas POR FAVOR, NÃO COMPRE CASACOS DE PELE. Não colabore com essa desumanidade.
* O cartaz com Shirley Manson (que eu adoro) diz: "Aqui está o resto do seu casaco de pele".
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Beleza e Moda,
Em Nova York,
Me dê motivos,
Pele animal,
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Protesto real
Ainda falando em pele de animais, publiquei o post abaixo ano passado, no outro blog, e resolvi requentá-lo hoje porque o assunto não se esgota. E enqüanto eu vir gente por aí usando pele de animais mortos sobre as costas e posando de chique e boazinha, sendo na verdade ou uma pessoa muito cruel ou muito deslumbrada e completamente fora da realidade, eu vou continuar falando disso, tanto aqui no blog quanto em qualquer lugar onde eu possa expressar minha indignação. Por amor, NÃO USE PELES!
Outro dia participei de um protesto contra casacos (e chapéus, acessórios, etc.) feitos de pele animal. O movimento foi organizado pela CAAF (Caring Activists Against Fur) que é uma organização que luta especificamente contra a produção, venda e uso de casacos de pele.
Por quê não usar pele animal? Aqui vão só alguns motivos (pra mais informações em português, visite o site da organização brasileira PEA):

Fazia um frio do capeta aqui em Nova York naquela tarde de domingo. Eu me encapotei e encarei a friaca, mesmo porque adoro o inverno e me sinto mais confortável no frio do que no calor. O e-mail-convite da CAAF dizia: 1 da tarde em frente à loja de departamentos Saks 5th Avenue, na Quinta Avenida com a Rua 49, em mid-town.
Às 10 pra 1 eu já estava lá com meu casacão de lã sintética e meu broche anti-fur. O grupo foi pequeno desta vez, mais ou menos 40 pessoas apareceram, mas todo mundo estava super bem disposto e feliz por poder fazer alguma coisa contra esse hábito antigo, cafona, violento e desnecessário. Os turistas tiravam fotos da gente e sorriam solidários enquanto, reunidos bem na entrada da loja, entoávamos palavras fortes e frases de efeito, do tipo: "compassion is the fashion, don't buy fur!" (compaixão é o que está na moda, não compre pele). Alguns (poucos) transeuntes vestindo casacos de pele, passavam de fininho, morrendo de vergonha.
Quem já participou de um protesto sabe como é bom, como faz bem e lava a alma. Protestar (pacificamente, claro) dá um sentimento de estar sendo útil aliado a uma injeção de energia que dura dias, até semanas. Estávamos todos ali com um único objetivo, fazer barulho, comover, informar, e principalmente pressionar a loja Saks 5th Ave pra que pare de comercializar pele animal (como o fez uma outra grande loja de departamentos aqui de Nova York, a J.Crew, após um protesto da CAAF que reuniu mais de 200 pessoas).
Conheci gente muito boa ali, gente completamente diferente de mim, outras nacionalidades, idades, cultura, mas com algo muito importante em comum, o amor pelos animais, o inconformismo e a vontade de fazer alguma coisa. Uma senhora inglesa, logo no início do protesto (quando pegávamos nossos cartazes de dentro de uma caixa que os organizadores trouxeram) virou-se pra mim e disse: "se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa parar de comprar casacos de pele ou aqueles casacos com pele em volta do capuz, isso aqui hoje já valeu a pena". Essa é a idéia.
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Queria relembrar que hoje, sexta-feira, recomeça legalmente a caça às focas bebês, no Canadá. O post de dois dias atrás alerta pra esse horror que é a matança sangrenta desses seres indefesos e isso precisa acabar. Por favor, clique aqui pra enviar um email para o ministro canadense David Emerson, pedindo encarecidamente que ele ouça as centenas de pessoas ao redor do planeta que estão participando desse movimento e volte atrás nessa decisão absurda de liberar a morte por espancamento e esfolamento desses animais inofensivos.
ABAIXO O MERCADO DE PELES.
*All photos: Copyright © 2006 Andréa N. all rights reserved
Outro dia participei de um protesto contra casacos (e chapéus, acessórios, etc.) feitos de pele animal. O movimento foi organizado pela CAAF (Caring Activists Against Fur) que é uma organização que luta especificamente contra a produção, venda e uso de casacos de pele.
Por quê não usar pele animal? Aqui vão só alguns motivos (pra mais informações em português, visite o site da organização brasileira PEA):
- Os animais passam suas vidas em pequenas gaiolas, ao ar livre. Expostos às variações climáticas e confinados a um espaço reduzido, eles adquirem comportamentos neuróticos como auto-mutilação e canibalismo;
- O nível de stress elevado fragiliza o sistema imunológico dos animais, levando-os, em cerca de 20% dos casos, à morte;
- Depois de passarem a vida em condições deploráveis, esses animais são eletrocutados, asfixiados, envenenados, gazeados, afogados ou estrangulados e nem todos morrem imediatamente - alguns chegam a ser esfolados ainda com vida;
- Em algumas fazendas, as raposas têm a língua cortada e são deixadas a sangrar até à morte. Os criadores recorrem a esses métodos de matança para que as peles fiquem intactas;
- Em alguns países usam-se armadilhas, embora sempre digam que os animais foram criados em fazendas;
- Desprovido de alimento, água e qualquer tipo de proteção dos predadores, pelo menos 1 em cada 4 animais rói a própria pata na tentativa desesperada de se libertar da armadilha. Os que conseguem, acabam morrendo logo depois, em conseqüência da perda de sangue, de infecção, de fome ou caçados por predadores;
- Os animais que não conseguem escapar das armadilhas, aguardam em sofrimento durante vários dias ou até semanas, até que o caçador volte para verificar a sua armadilha. Para não estragar a pele, os caçadores os asfixiam com os pés;
- Muitas vezes, os animais não resistem à espera prolongada e morrem de fome, de frio, de desidratação ou atacados por predadores;
- Pelo menos 5 milhões de animais como cães, gatos, pássaros, esquilos e até mesmo animais de espécies em vias de extinção são acidentalmente apanhados, mutilados e mortos nessas armadilhas.

Fazia um frio do capeta aqui em Nova York naquela tarde de domingo. Eu me encapotei e encarei a friaca, mesmo porque adoro o inverno e me sinto mais confortável no frio do que no calor. O e-mail-convite da CAAF dizia: 1 da tarde em frente à loja de departamentos Saks 5th Avenue, na Quinta Avenida com a Rua 49, em mid-town.
Às 10 pra 1 eu já estava lá com meu casacão de lã sintética e meu broche anti-fur. O grupo foi pequeno desta vez, mais ou menos 40 pessoas apareceram, mas todo mundo estava super bem disposto e feliz por poder fazer alguma coisa contra esse hábito antigo, cafona, violento e desnecessário. Os turistas tiravam fotos da gente e sorriam solidários enquanto, reunidos bem na entrada da loja, entoávamos palavras fortes e frases de efeito, do tipo: "compassion is the fashion, don't buy fur!" (compaixão é o que está na moda, não compre pele). Alguns (poucos) transeuntes vestindo casacos de pele, passavam de fininho, morrendo de vergonha.Quem já participou de um protesto sabe como é bom, como faz bem e lava a alma. Protestar (pacificamente, claro) dá um sentimento de estar sendo útil aliado a uma injeção de energia que dura dias, até semanas. Estávamos todos ali com um único objetivo, fazer barulho, comover, informar, e principalmente pressionar a loja Saks 5th Ave pra que pare de comercializar pele animal (como o fez uma outra grande loja de departamentos aqui de Nova York, a J.Crew, após um protesto da CAAF que reuniu mais de 200 pessoas).
Conheci gente muito boa ali, gente completamente diferente de mim, outras nacionalidades, idades, cultura, mas com algo muito importante em comum, o amor pelos animais, o inconformismo e a vontade de fazer alguma coisa. Uma senhora inglesa, logo no início do protesto (quando pegávamos nossos cartazes de dentro de uma caixa que os organizadores trouxeram) virou-se pra mim e disse: "se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa parar de comprar casacos de pele ou aqueles casacos com pele em volta do capuz, isso aqui hoje já valeu a pena". Essa é a idéia.--------
Queria relembrar que hoje, sexta-feira, recomeça legalmente a caça às focas bebês, no Canadá. O post de dois dias atrás alerta pra esse horror que é a matança sangrenta desses seres indefesos e isso precisa acabar. Por favor, clique aqui pra enviar um email para o ministro canadense David Emerson, pedindo encarecidamente que ele ouça as centenas de pessoas ao redor do planeta que estão participando desse movimento e volte atrás nessa decisão absurda de liberar a morte por espancamento e esfolamento desses animais inofensivos.
ABAIXO O MERCADO DE PELES.
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quarta-feira, 26 de março de 2008
A matança recomeça
Pois é, começa Por favor, não compre casacos de pele. Nem aqueles com pele no capuz.
E se puder, perca 2 minutos do seu tempo e clique aqui pra mandar uma mensagem ao ministro canadense David Emerson. Ajude a acabar com essa crueldade que é a caça às focas bebês.
Obrigada por ajudar.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sobre pele e mau gosto
Essa mulher estava sentada bem na minha frente, no ônibus. Isso no cabelo dela, serve pra proteger as orelhas do frio. Fez uma tarde linda de inverno ontem. Domingão. Um sol brilhante lá fora disfarçava o vento cortante, que eu adoro.Voltando ao assunto, isso no cabelo dela é pele de verdade. Pele de um animal que foi asfixiado, afogado ou morreu por eletrocussão anal. Esses são os três tipos de morte para que a pele não fique manchada com o sangue do animal quando ele é abatido (sem anestesia).
Nesse mesmo dia, acho que vi mais de 20 pessoas nas ruas usando casacos de pele- daqueles compridos, que levam, cada, uns 8 animais mortos pelo menos. Nojento. Tanto os casacos quanto essa coisa no cabelo dessa mulher. Nojento e imoral.
Aqui estão mais fotos que fiz outro dia pela cidade.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Contra o uso de pele
Estamos em pleno inverno aqui nos EUA. Todo ano, com o frio, voltam os casacos de pele. Incrível isso- de pele mesmo, grossos e horrorosos. O que apareceu recentemente, também, é um novo tipo de casaco que parece que vai ficar por um tempo, infelizmente. Ele é geralmente feito de náilon e deve ser super confortável. O problema está no capuz. Veja as fotos (clicando no link abaixo) que eu fiz essa semana, todas num período de mais ou menos meia hora, o que significa que eu não tive que sair por aí procurando. Esse tipo de casaco está por todo lado por aqui.Vejo gente nas ruas, no metrô, homens, mulheres e até muitas crianças usando. Queria pedir encarecidamente aqui no blog, que se você decidir comprar um casaco de inverno, por favor não compre um desses. Até os que dizem ser falsos, são na verdade "made in China" e lá é sabido que eles usam pêlo de cachorro e de gato, por isso é mais grosso e parece "de mentira". Propositalmente as etiquetas nos casacos que são exportados de lá, não mencionam o bicho. Também são mais baratos esses casacos, fazendo as pessoas por aqui erroneamente pensarem que são falsos. Se já é tarde demais e você já comprou um, minha sugestão é que doe. Alguém que precisa muito vai com certeza apreciar a doação e assim a morte desses animais não terá sido em vão. Que tal?
Clique aqui pra ver as fotos que eu fiz.
Para a confecção desses casacos são usadas peles de guaxinins, texugos, lontras, raposas, linces, castores, coelhos, martas, chinchilas, cães, gatos e outros animais. Eles são executados da seguinte forma: afogados, asfixiados ou através de choque elétrico anal. São mortos assim pra que seja preservada a pele que será arrancada sem indesejáveis manchas de sangue que possam danificá-las.
POR FAVOR, DIGA NÃO À ESSA CRUELDADE.
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