quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Couve-flor e brócolis gratinados


Esse prato é delicioso, cremoso e relativamente simples. A receita eu peguei aqui, mas dei umas adaptadas. Veja abaixo.

Ingredientes:
  • 1 couve-flor pequena e 1 brócolis ninja de tamanho médio
  • 2 colheres (sopa) de manteiga vegana (usei a Veghee sem sal, que eu adoro)
  • 2 colheres (sopa) de farinha de grão de bico
  • 2 xícaras de leite vegetal de castanhas, morno (usei leite de arroz)
  • 1/2 colher (chá) de sal kosher (usei sal rosa do Himalaia)
  • 1/4 colher (chá) de pimenta-do-reino (só uso a branca)
  • Uma pitada de noz moscada
  • 1/2 xícara de queijo cheddar vegano, ralado (eu tinha um pouco de mussarela vegana, então completei com levedura nutricional)
  • 1/3 xícara de farelo de pão (a receita original pede "sem glúten", mas eu tinha Panko)
  • 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (usei a mussarela vegana)
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem 

Preparo:

  • Pré-aqueça o forno a 200°C. Corte a couve-flor e o brócolis em floretes não muito pequenos. Ponha os floretes numa panela com água fervendo por apenas uns 2 ou 3 minutos. Eles têm que ficar macios, mas ainda crocantes. Escorra e passe-os em água gelada para interromper o cozimento. Separe.
  • Em uma panela pequena, derreta a manteiga em fogo médio e vá colocando a farinha de grão de bico aos poucos enquanto mistura tudo muito bem. Deixe cozinhar por um minuto, até sumir a farinha. Vá adicionando o leite vegetal morno aos poucos e mexendo, até o molho ficar cremoso. Este é o seu béchamel. Acrescente o sal, a pimenta e a noz moscada. Mexa. Adicione o queijo e mexa até ficar macio e cremoso. Desligue o fogo e separe.
  • Com uma concha, ponha um pouco do molho numa travessa como a da foto. Adicione os floretes de couve-flor e brócolis. Cubra tudo com o restante do molho.
  • Misture numa cumbuquinha o farelo de pão, o parmesão e o azeite. Polvilhe sobre os floretes. Asse por 30 minutos ou até o topo ficar dourado. Aumente o fogo nos últimos 2 minutos para dar mais crocância na parte de cima. Deixe esfriar um pouquinho antes de servir. 

Rende 4 porções ogras ou 6 para pessoas normais.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A Nina me adotou!

Ela foi resgatada pela Tatiane Franco, que faz um trabalho incrível com animais em Santos, SP. A Tati a tirou da rua onde passava fome, calor, frio... Nina sofria encolhida, calada e com medo de tudo -- ela tem uma personalidade muito tímida. Mas esqueçamos as dores do passado. Seus dias de sofrimento acabaram. Agora é só carinho, beijinho, rolezinhos de carro, jazz na vitrola, conforto, sossego, caminhadas na praia e muito amor. 💕


domingo, 5 de março de 2017

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Como ser um vegano feliz nessas festas de final de ano

Traduzido e adaptado do texto da querida Tracye McQuirter.


Se você está aí se perguntando como encarar aqueles encontros familiares ou com os amigos sendo vegano, aqui estão as minhas 7 dicas de como lidar com essas situações com amor e elegância.

Dica #1: Nunca responda a uma pergunta na mesa de jantar sobre por que você se tornou vegano. A maioria das pessoas ali não quer realmente saber sobre isso naquele momento. Eles podem estar se sentindo defensivos sobre o estão comendo em comparação com você. Ou se eles querem mesmo saber, outras pessoas à mesa podem não querer ouvir sobre isso. Então, sempre que você ouvir essa pergunta, basta sugerir (com um sorriso) falar sobre isso mais tarde.

Dica #2: Se você sente que tem que dizer algo imediatamente, tente isto: "Eu quis comer de forma mais saudável e me sinto muito bem!" Ou "Eu simplesmente decidi mudar a forma como eu como e foi ótimo!" Se eles insistirem, aí é o momento de dizer "Fico tão feliz por você estar interessado! Vamos falar mais sobre isso depois do jantar." Se vocês conversarem mais tarde, compartilhe sua história e não se esqueça de recomendar alguns livros e filmes para que eles obtenham mais informações. (Afinal de contas, veganismo não é só o que você come!)

Você também pode informá-los que a Academia de Nutrição e Dietética (a maior organização mundial de profissionais de nutrição) confirmou recentemente que as dietas vegetarianas e veganas são boas para crianças e adultos. O mais recente relatório deles afirma: "dietas vegetarianas e veganas são apropriadas para todos os estágios do ciclo de vida, incluindo gravidez, lactação, infância, adolescência, idade adulta mais velha e para atletas".

Dica #3: Não sinta que você tem que ajustar suas novas escolhas alimentares para acomodar seus parentes. Acredite, seus parentes não estão preocupados em mudar os hábitos alimentares deles por você, nem deveriam. O mesmo se aplica a você. Faça deste o seu mantra.

Dica #4: Esteja preparado para não ficar tentado a comer o salpicão. Isso pode significar trazer muito da sua própria comida vegana (de casa ou do seu restaurante favorito) para que você tenha o suficiente para poder repetir e para a sobremesa, como todos os outros. Assim, você não se sentirá privado de nada.

Dica #5: Traga uma salada de maionese vegana. Meus parentes adoram quando eu trago este prato para uma reunião familiar (é verdade). Salada vegana de maionese com batatas. Aprenda a prepará-la e faça o mesmo. Eu garanto que seus parentes vão te amar por isso. E isso pode levá-los a experimentar mais pratos veganos.
 
Dica #6: Faça o seu prato primeiro. Confie em mim nessa. Se você não conseguir pegar toda a comida que você quer de primeira, seus parentes podem comer todos os seus alimentos veganos junto com os alimentos onívoros deles e você vai acabar chateado e sem poder repetir o prato. E não se esqueça de colocar utensílios separados pra servir a comida em cada um dos seus pratos veganos. Dessa forma, o garfo do tender não será usado para as costeletas de tofu e a colher do salpicão não será usada na maionese vegana. E de novo, ninguém sai irritado.

Dica #7: Saiba que todas as perguntas (e provocações) irão eventualmente parar. Conforme você fica mais tolerante e mais relax sobre comida vegana, seus parentes vão desencanar também. E não se surpreenda se alguns deles vierem pedir conselhos sobre como comer de forma mais saudável. Quem sabe você não vira um agente transformador para a melhoria da saúde e prevenção de doenças na sua família?!

Boas Festas!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Veganismo no Falatório com Gisela

Minha amiga Gisela, que tem um programa ótimo chamado Falatório com Gisela, me convidou para falar ao vivo sobre veganismo hoje de manhã. O cenário é a praia da minha cidade natal.

Foi uma delícia de bate-papo e falamos também sobre o Festival da Coxinha Vegana que acontece nesse domingo aqui em Santos.Venham! Todos são bem-vindos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Tofu ao curry com leite de côco

Esse video é curtinho, divertido e o prato não poderia ser mais simples. A receita detalhada está no site, é só clicar aqui. Já fiz muito e recomendo. Delicioso, apimentado e um tanto exótico. E tem Mark Bittman. Como não amar? Em inglês.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Muffins salgados integrais


Minha amiga Alessandra postou dia desses, em seu perfil no Facebook, uma daquelas fotos de comidinhas apetitosas que deixam a gente aguada e querendo provar na mesma hora. A receita original me pareceu bem fácil e a partir dali fiquei planejando mentalmente minha próxima fornada.

Ontem consegui um tempinho e usei somente os ingredientes que eu tinha. Deu certíssimo. Então, aqui está a minha versão da receita.

Ingredientes secos

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de farinha integral
  • 1 e 1/4 de colher de sopa de fermento
  • 3/4 de colher de chá de sal
  • 1/2 colher de chá de cominho em pó
  • 1 pitada de pimenta caiena
  • 1 colher de chá de orégano seco
  • 1 colher de chá de salsinha seca 

Ingredientes líquidos 

  • 1/4 de xícara de óleo vegetal (usei de girassol)
  • 1 xícara e 1/4 de leite vegetal (usei leite de arroz)

Recheio adicional

  • Meio tomate grande picado
  • 1 punhado bem gordo de espinafre orgânico picado (aqui eu também sugiro cenoura ralada, azeitona, milho verde... o que você quiser)


Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180-200ºC e unte uma assadeira de cupcakes com 10 forminhas. Msture em duas tigelas diferentes os ingredientes secos e os líquidos. Adicione os secos e o recheio à tigela dos líquidos e misture tudo com uma espátula (não mexa demais, apenas misture os ingredientes). Complete cada forminha até a metade com a massa e asse por cerca de 20 minutos ou até dourar. 

Voilá!


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Em defesa do tofu


Esta é a minha singela homenagem a um dos alimentos mais injustiçados que existem. Não sei quantas pessoas já me disseram que não gostam de tofu, geralmente por causa de algum dos problemas citados abaixo e não necessariamente por culpa desse ingrediente tão versátil e saboroso. O texto abaixo não é meu. Eu o traduzi e adaptei do original da Rhea Parsons para o site "One Green Planet". Sou muito fã desse que é um dos alimentos mais nutritivos e uma das melhores formas de se ingerir soja. Espero que seja útil. Dê uma chance ao tofu, vai. E experimente preparar algumas das receitas com tofu que eu já postei aqui no blog

Assim que comprar o tofu, chegando em casa, tire-o da embalagem e mergulhe-o num pote com água filtrada em quantidade que o cubra por inteiro, com um pouquinho de sal marinho. Ele dura uns 2 ou 3 dias na geladeira, mas troque essa água e o sal regularmente no meio tempo.

A foto acima é de um prato delicioso servido no restaurante Nagasaki Ya, em Santos, chamado "Tofu empanado ao molho oriental".  A foto lá embaixo é do meu "filé de tofu". Simples e nutritivo, perfeito para quando estou com pressa.

------

Tofu é delicioso. Não, é serio. Tofu é uma das minhas comidas favoritas, mas não foi sempre assim. Antes de me tornar vegana, eu não suportava tofu. Sempre que eu pedia comida chinesa que incluía "queijo de soja", eu pedia pelamordedeus pra tirarem-no. Quando me tornei vegana, eu sabia que o tofu e eu precisávamos de um novo começo para o nosso relacionamento. O problema é que eu não sabia o que fazer com ele ou como cozinhá-lo. Eu não sabia nem como comprá-lo, porque havia tantos tipos: macio, firme, extra-firme... E por que estava sempre mergulhado em água? Eu estava bem perdida. Em um piquenique vegano, provei alguns já prontos, comprados em loja, e achei saborosos. Depois, num restaurante, comi meu primeiro tofu mexido e fui agradavelmente surpreendida pelo sabor. Eu sabia que tinha que aprender eu mesma a cozinhar o tofu. Levei mais de um ano para aprender a amá-lo e nesse meio tempo, cometi muitos erros. Na verdade, eu acho que fiz todos os erros que se pode fazer com ele. Agora, posso me considerar uma espécie de aficionada em tofu e tento ajudar outras pessoas a aprender com os meus erros. Aqui estão os cinco erros mais comuns feitos com tofu e como evitá-los.

1. Não utilizar o tofu certo na receita


O primeiro erro possível com tofu acontece enquanto você ainda está na loja. Em primeiro lugar, sempre compre tofu feito de soja orgânica / livre de transgênicos. Existem vários tipos de tofu orgânico: macio, médio, firme e extra-firme. Qual deles comprar? Depende do que quer fazer. Você não quer tentar cortar o tofu macio e, em seguida, vê-lo quebrar-se em pedacinhos. O tofu macio é melhor para molhos, cremes, massas e no cozimento. É perfeito para omeletes de tofu e mousses. Pessoalmente, a menos que eu esteja fazendo um molho, eu compro o tipo extra-firme para a maioria das minhas receitas. Ele serve para tudo o que eu tento fazer, seja cortá-lo em cubos para pratos chineses, fatiá-lo para filés ou drená-lo bem e fritá-lo para obter nuggets super crocantes.

2. Não pressionar para retirar a água do tofu 


Esse é o passo que eu menos gosto de fazer, mas se eu não fizer, não vou ter o melhor prato de tofu. O tofu é embalado com água e depois mantido na água. Precisamos tirar essa água e substituí-la com sabor. Não retirar a água do tofu é um dos maiores erros que você pode cometer. Abra o pacote e drene a água. Para isso, você tem que pressionar um pouco o tofu. Eu só não faço isso se estiver com preguiça  na hora de fazer tofu mexido e, mesmo assim, eu aperto o tofu em minhas mãos para tirar o excesso de água. 

Eis como como pressionar o tofu: pegue um prato e coloque papel-toalha. Ponha o bloco de tofu sobre o papel-toalha e coloque outra camada de papel na parte superior do tofu. Ponha um prato ou uma tábua de cortar alimentos por cima de tudo e, em seguida, ponha coisas pesadas por cima, como um livro ou lata de milho verde, por exemplo. A cada meia hora mais ou menos, drene a água que sobra embaixo. Se você não quiser usar toalhas de papel, pode usar só a tábua, mas drene a água algumas vezes. Ou você pode comprar uma prensa de tofu. No final, o bloco de tofu vai ficar menor e mais firme. Se você está planejando cortá-lo em fatias, pode fazer isso primeiro e em seguida pressionar as fatias. 

Se quiser que o tofu tenha uma textura ainda mais densa, mais firme, tente congelá-lo primeiro. Basta remover o tofu da embalagem, colocá-lo em um pote ou envolvê-lo em filme plástico e colocá-lo no freezer por algumas horas. Quando você quiser usá-lo, descongele-o na geladeira e em seguida pressione-o. Esta é uma técnica especialmente boa se você precisa do tofu bem firme e permite que você o manuseie sem que ele se quebre. Eu congelo tofu quando faço nuggets, para que eu possa trabalhar com eles e não me preocupar com eles quebrando.
 
3. Não cortar o tofu corretamente 


Uma vez fui a um restaurante que servia um "club sandwich" de tofu onde o tofu era um bloco gigantesco dentro de fatias de pão. Pior ainda, eu tinha levado um amigo lá para mostrar a ele como a comida vegana é deliciosa e foi assim que ele foi apresentado ao tofu. Francamente, parecia que eles tinham acabado de tirar o tofu do pacote e enfiado assim mesmo no sanduíche. Se você quiser que o seu tofu tenha o máximo de sabor e textura, é melhor cortar em pedaços menores. 

Fatias finas são boas para fazer pratos do tipo filé ou para sanduíches. Basta cortar o bloco de tofu ao meio transversalmente, e em seguida, cortar cada metade em 3 ou 4 retângulos para um total de 6-8 fatias finas. Essas fatias ainda podem ser cortadas em quadrados ou triângulos, dependendo da apresentação que você queira para o seu prato. Eu uso fatias para o meu "Tofu marroquino ao molho de limão e azeitonas" e elas tem o formato perfeito para sanduíches como o meu "Bad Ass Vegan Fish". 

Corte o tofu em cubos para frituras e saladas. Basta cortá-lo em 5 fatias transversais e, em seguida, 4 fatias horizontais. Essas 20 peças podem ainda ser cortadas ao meio pra fazer quadradinhos menores se você quiser. Para as crianças, use cortadores de biscoito para cortar o tofu em forma de corações ou outros formatos divertidos.


4. Não temperar o tofu 

Isso virou uma piada recorrente em casa. Cada vez que vejo uma receita de tofu em alguma revista de culinária, eles instruem o leitor a drenar o tofu, cortá-lo em cubos ou fatias e cozinhá-lo. Isso mesmo - sem marinar, sem temperar, só cozinhá-lo como está. Isso é ridículo. Nessas mesmas revistas, eu nunca iria encontrar uma receita dizendo aos leitores para cozinhar frango ou carne sem primeiro temperá-los. Não temperar o tofu é um dos maiores erros que você pode cometer com ele. Tofu delicioso tem a ver com textura e sabor. Sem tempero, ele vai ficar sem graça e sem gosto. Ninguém quer isso. 

Após remover a água do tofu, encha-o de sabor seja marinando ou temperando. O marinado pode ser tão simples quanto molho de soja misturado com água. A maioria das pessoas inventa uma receita básica para usar em qualquer prato de tofu. Normalmente, é uma combinação de molho de soja, um caldo ou água, óleo e algumas ervas e especiarias como alho, orégano ou páprica. Em receitas étnicas como "Tandoori Tofu", marinar é essencial para o sabor do prato. Certifique-se de secá-lo bem antes de cozinhá-lo para garantir a crocância. 

Se você marinar ou não o tofu, envolvê-lo com temperos secos irá ajudar a adicionar sabor e uma textura crocante quando você cozinhá-lo. Escolha algumas de suas ervas e especiarias favoritas, misture-as em uma tigela pequena e empane o tofu pressionando bem. Quando você fritá-lo, a parte com as ervas vai se tornar uma crosta deliciosa. Para criatividade extra, envolva o tofu em algo além de apenas especiarias como eu faço no meu "Tofu com lentilhas à moda ayurvedica". 

5. Não cozinhar o tofu corretamente 


Depois de todo o esforço de drenagem, prensagem, corte, marinado e temperos, certifique-se de cozinhar bem o tofu. Se você está assando, fritando ou empanando,  seja paciente e cozinhe-o até que fique dourado ou crocante como você quer. Pode levar até cinco minutos de cada lado, dependendo do tamanho dos pedaços. Se você estiver fazendo comida chinesa, misture os cubos de tofu em um pouco de pó de araruta ou amido de milho antes de fritá-los. Isto os deixará super crocantes,  especialmente se você quiser cobri-los com um molho quente, o que pode encharcar o tofu. Eu faço isso com meu "Tofu General Tso" e fica sempre perfeitamente crocante. Eu prometo, se você evitar estes erros comuns, seus pratos com tofu ficarão sempre incríveis ... a menos que você o deixe cair no chão ou queimar. Aí, eu não posso ajudar. Mas use essas dicas e tente algumas das receitas de tofu incríveis aqui do "One Green Planet".


sexta-feira, 17 de junho de 2016

O que são PANCs?


PANCs são Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou seja, plantas que podem servir de alimento (e remédio) mas que não estão entre as plantas comumente encontradas nos mercados como alimento. A prática da agricultura foi selecionando apenas algumas variedades, inclusive fazendo com que sejam dependentes de cuidados para prosperar, contribuindo para o progressivo esquecimento de outras possibilidades alimentares. Nossos antepassados consumiam mais de cem espécies vegetais durante o ano, enquanto o homem moderno raramente ultrapassa 30 ou 40 espécies. As PANCs costumam ser mais nutritivas e mais medicinais.

Outro aspecto interessante de conhecer as PANCs é o fato de ganharmos mais intimidade com a paisagem e interação com a natureza, ampliando nossa percepção e sensibilidade.

Semana que vem, aqui em Santos, vai haver uma palestra gratuita sobre PANCs. Neste encontro o escritor e pesquisador Pedro Ivo irá explorar a importância das PANCs para nossa saúde, soberania e contato com a natureza. Algumas espécies coletadas serão mostradas e ele falará de algumas das PANCs mais conhecidas e fáceis de encontrar.

Mais informações sobre a palestra podem ser obtidas aqui


PALESTRA PANC
Quinta-feira, 23 de junho de 2016 
Das 20h às 22 horas 
R. Goytacazes, 8
Bairro do Gonzaga
Santos, SP

terça-feira, 14 de junho de 2016

A sua, a minha, a nossa Transição

Moro numa cidade litorânea de superlativos. Santos abriga o maior porto da América Latina e um lindo jardim de orla, o maior do mundo. Entretanto, apesar das belezas naturais e do grande valor histórico e cultural deste município, enfrentamos há tempos diversos problemas, também superlativos, que vão desde o alto custo de vida e constante especulação imobiliária, a taxas altíssimas de homicídios e, para completar a lista, abrigamos a maior favela de palafitas do país, onde famílias inteiras vivem de forma precária e em meio a um lixão.

Uma constante preocupação, não só com o bem estar dos meus próximos, mas com a sobrevivência das comunidades menos favorecidas à minha volta, a triste realidade social do meu país e as sérias consequências que as emissões humanas de gases do efeito estufa já começam a trazer para os animais humanos e não-humanos deste planeta, me faz há anos buscar alternativas para uma vida mais simples, compassiva e colaborativa.

Há mais ou menos dois anos, ouvi falar das iniciativas mundiais de transição, o movimento de cidades sustentáveis, ou Transition Towns iniciado pelo Rob Hopkins. Fiquei muito feliz, não só por saber que fazia parte de uma mudança maior que eu já havia iniciado internamente e ao meu redor, mas também pela possibilidade de conhecer pessoas de pensamento e atitudes semelhantes às minhas. Em viagens internacionais isso ficou ainda mais forte pois fiz amigos e conheci iniciativas rurais e urbanas incríveis em outros países, também.

No final do ano passado, participei de um curso de Permacultura em São Paulo, e desde então venho pesquisando por conta própria sobre a descarbonização do planeta. A cada palestra e documento compartilhado por essa comunidade formidável, fico mais otimista em relação a um futuro que já começou e que me parece uma das únicas respostas à destruição do meio ambiente e instabilidade econômica que nos assolam em nível mundial.

Participei no início deste ano do “Terceiro Encontro Brasileiro da Transição” e conheci pessoas extraordinárias, muito atuantes dentro do movimento e que tem prazer em passar adiante seus conhecimentos.

Todas essas atividades me aproximaram ainda mais do movimento de Transição no Brasil e hoje sou articuladora regional. Uso este espaço e as redes sociais para divulgar todos os eventos de que tenho notícia e os que eu ajudo a organizar, na esperança de que mais pessoas se conscientizem rapidamente da necessidade de nos unirmos para transformar este planeta num lugar saudável para se viver não só fisicamente, mas com igualdade econômica e justiça social. Se você tiver dúvidas, sugestões, informações sobre eventos ou quiser saber mais, deixe uma mensagem nos comentários.

Para ler mais em inglês ou em português, fique à vontade. :-) 


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Arroz Jollof


Arroz Jollof é um prato popular do oeste africano, que tem como ingredientes básicos arroz, tomate, molho de tomate, cebola, sal e pimenta vermelha. Ele é consumido principalmente na Nigéria, Togo, Gana, Serra Leoa e Libéria e é muito fácil de preparar. Pelo video já dá pra se ter uma ideia, né? A receita, do chef nigeriano Tunde Wey, que vive em New Orleans, apareceu essa semana no site do jornal NY Times  e é ótima. Vegana e super apimentada, do jeito que eu gosto!

Dicas: pule com tranquilidade os passos 1 e 2 e simplesmente coloque todos os ingredientes, menos o arroz, no liquidificador. Bata até ficar homogêneo, como no vídeo. Transfira a mistura para a panela e cozinhe junto com o arroz por uns 20 minutos assim que começar a ferver (45 minutos é tempo demais). Use um pouco mais de água e um pouco menos de óleo do que pede essa receita e tudo ficará bem.

Se bobear dá pra fazer na máquina de arroz, de uma vez só. Além disso, a "rice cooker" desliga-se sozinha e não deixa o arroz queimar. Isso é sensacional. Sou fã dessa panela.

Bom apetite!




sexta-feira, 1 de abril de 2016

Por que os sacos plásticos são do mal

Este curta de animação mostra os males que as sacolas plásticas causam ao planeta e aponta uma solução muito simples para evitá-los, que depende apenas da sua disciplina. Quer saber qual é essa solução? Assista a esta versão brasileira que nós do Coletivo Onda Vegana produzimos. Voz e tradução minhas. :-) 



segunda-feira, 28 de março de 2016

Dicas de lavanderia...


Lavar roupa muito suja com água quente não resolve. Em vez de limpar, a água quente cozinha toda a sujeira, deixando a roupa amarelada.

Use produtos biodegradáveis e que não contêm lixívia, corantes, aromas e ingredientes provenientes do petróleo.

Amaciante de roupas é péssimo. Ele deixa uma fragrância sintética e intoxicante na roupa. Para eliminar a estática, deixe a roupa secar ao ar livre. Coloque meia xícara de vinagre branco na roupa de molho. O vinagre é um amaciante 100% natural de tecidos (e a roupa não fica com cheiro de pepino em conserva, isso é mito). Não use alvejante junto com o vinagre porque essa mistura pode resultar em vapores tóxicos. 

Não passe roupa. Passar roupa é um saco e ainda consome energia e deteriora o tecido. Para evitar que amasse, pendure a roupa imediatamente após a lavagem e assim que estiver seca, dobre e guarde. Para as que amassam ou enrugam demais, pendure-as no banheiro enquanto você toma banho. O vapor ajuda a reanimar as fibras diminuindo vincos e marcas. 

Foto: Shutterstock

Posts similares

Related Posts with Thumbnails